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Rosa Luxemburgo, Presente!

99 anos após seu assassinato Rosa Luxemburgo se faz presente e nos convida permanentemente a movimentar-nos em defesa de uma sociedade igualitária. "Quem não se movimenta, não sente as correntes que o prendem".

Nascida em 1871 em Zamosc, Polônia, Rosa Luxemburgo viveu intensamente a Filosofia da Práxis Revolucionária que a qualificou como uma das mais brilhantes dirigentes do movimento comunista internacional, consequentemente ao seu brutal assassinato na Alemanha Pré Nazista em 15 de janeiro de 1919.


Quase um século depois de ceifada, a Rosa Vermelha continua viva, exalando seu perfume teórico marxista, tocando corações e mentes com a "filosofia feminina" e a muitos espetando com os espinhos da sua práxis revolucionária.

Em dias como estes em que vivemos, de levantes totalitários de constantes golpes contra a democracia, com os desmandos insanos de Donald Trump no comando da imponente "Águia de cabeça branca", desrespeitado tratados que defendem a vida humana e a sobrevivência do planeta. Quando a America Latina (à exemplo de países pobres da Africa e da Palestina) sangra dolorosamente com o enfraquecimento das esquerdas, que possibilitou o golpe político no Brasil e a subida ao poder de um governo ilegítimo a serviço do capital internacional, com o intuito explicito de rasgar a constituição no que se refere aos direitos conquistados pela classe trabalhadora. Classe esta que parece assistir a tudo (em tempo real, online) entorpecida, enquanto seus "representantes sindicais/partidários" engessados pela burocracia batem cabeça entre si em busca de "um salvador da pátria". A práxis filosófica revolucionária de Rosa Luxemburgo emerge mais uma vez a nos lembrar que o socialismo só pode ser obra do próprio povo, não de lideranças intelectuais que pretensamente sabem o que é melhor para o povo.

Isabel Loureiro nos lembra que em momentos de "crise da esquerda" como o que vivemos Rosa sempre reaparece. Isso aconteceu no Brasil depois da Segunda Guerra Mundial; na Europa, durante a rebelião de 1968; no movimento Occupy; no Brasil novamente em 2013 e 2015, durante o movimento de ocupações das escolas, quando voltamos a viver um “momento Rosa Luxemburgo”. Salientando que isso acontece porque seu pensamento esta voltado a defesa intransigente das liberdades democráticas em todas as sociedades e em todos os tempos.


"Vejamos rapidamente algumas de suas ideias políticas para entender: a defesa intransigente das liberdades democráticas em todas as sociedades e em todos os tempos; a crítica incisiva à concepção de um partido de vanguarda formado por um núcleo duro de revolucionários profissionais separados das bases, cuja função seria liderar as massas populares que, por sua vez, limitar-se-iam a obedecer ao comando superior; a defesa incondicional da formação política e intelectual das classes subalternas, que ela via como pré-requisito para sua autonomia política; e, finalmente, uma ideia que está na ordem do dia, a da espontaneidade das massas populares. Ou seja, a ideia de que as camadas subalternas da sociedade entram em movimento independentemente das palavras de ordem dadas por líderes partidários ou sindicais e que a organização se estrutura a partir da própria luta, cotidiana e/ou revolucionária. Mas Rosa também sabia que a espontaneidade sozinha não resolve tudo, que o trabalho organizativo é fundamental para estruturar as explosões de energia que brilham esporadicamente no céu cinzento da vida cotidiana." http://desacato.info/mensagem-de-rosa-luxemburgo-ao-seculo-xxi/


“Só a vida sem obstáculos, efervescente, leva a milhares de novas formas e improvisações, traz à luz a força criadora, corrige os caminhos equivocados. A vida pública em países com liberdade limitada está sempre tão golpeada pela pobreza, é tão miserável, tão rígida, tão estéril, precisamente porque, ao excluir-se a democracia, fecham-se as fontes vivas de toda riqueza e progresso espirituais.” (A revolução russa).

Rosa Luxemburgo, Presente!

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