terça-feira, 27 de junho de 2017

Que tempos são estes, em que temos que defender o óbvio?

Hoje o Brasil e um mundo vivem tempos análogos aos de Bertold Brecht, tempos de desordem sangrenta em que nós, partidários da utopia possível, não podemos nos calar, pois "nada é impossível de mudar!"

"Desconfiai do mais trivial, na aparência singelo
E examinai, sobretudo, o que parece habitual.
Suplicamos expressamente: não aceiteis o que é de hábito como coisa natural, pois em tempo de desordem sangrenta, de confusão organizada, de arbitrariedade consciente, de humanidade desumanizada, nada deve parecer natural nada deve parecer impossível de mudar (Bertold Brecht)


DIA 30 É DIA DE PARAR O BRASIL, CONTRAS ÀS REFORMAS, EM DEFESA DOS DIREITOS TRABALHISTA E DA APOSENTADORIA!
MASP - 16 HORAS!


sexta-feira, 23 de junho de 2017

O Mito da Caverna: Moral da História!

Aquele momento em que constatamos que a filosofia é de fato um candeeiro eficaz capaz de conduzir as novas gerações para fora das cavernas nas quais querem os usurpadores do poder as aprisionar. Momento em que a satisfação não cabe somente em nós, é  preciso compartilhar e exaltar aqueles que ousaram ir além das sombras.

Trabalhos destaques das turmas de 1ª Serie C do Ensino Médio da E.E. Otto Weiszflog

O MITO DA CAVERNA: Por Dandara Roberta



 Por: Gabriel Santos, Gabriel Conrado, Matheus, Marcos e Samuel 




Moral da Historia: "Uma vida não questionada não merece ser vivida." (Platão)


Por: Mara Lorraine 

"Vivemos no mundo do irreal onde tudo o que vemos é somente uma sombra imperfeita de uma realidade mais perfeita" (Platão)




quinta-feira, 22 de junho de 2017

A APROFFIB apoia e convida a todos para GREVE GERAL no dia 30 de junho

LUTAR É PRECISO!!!

A APROFFIB apoia e convida a todos para GREVE GERAL no dia 30 de junho

"Morrer ou deixar morrer" Não é querer fazer alusão as ideologias nazistas ou a qualquer tipo de ideologias, nem é ser anarquista, mas pelo contrário, é suscitar uma atitude crítica na sociedade em que vivemos. Recordarmos Nietzsche quando diz que nos tornamos passíveis diante dos problemas sem questionar ou lutar, enfim quando fugimos dos nossos direitos, transferimos o nosso poder a outras pessoas. Assim nós o perguntamos “morrer, ou deixar morrer”? Morrer é lutar pelos seus direitos, é lutar pela vida é fazer algo de sua existência, e deixar morrer é simplesmente cruzar os braços para tudo, para sociedade e principalmente para esse governo que nos massacra e tira de nós trabalhadores o direito à vida digna, o direito ao trabalho digno e principalmente o direito de se aposentar. E hoje, o que estamos fazendo? Durante o nazismo, o povo alemão matou e deixou morrer “por não saber o que acontecia”. Os Judeus foram mortos, mas também deixaram morrer, por que muitos não se revoltaram, não reagiram. Enfim, Hannah Arendt aponta para uma dimensão terrível do mal, terrível porque ele não está apenas nos grandes assassinos da história, nos vilões, mas em todas as pessoas que não se comprometem com a vida, em todas as pessoas que matam ou deixam morrer. Por isso nós Professores e Filósofos do Brasil os convidamos para a luta, para barrar o que esse governo vem fazendo com todos nós e os convidamos a parar o Brasil no próximo dia 30 de junho, pois, juntos somos mais fortes. Como Martin Luther King já dizia “O que me preocupa não é o grito dos maus. É o silêncio dos bons.”. Queremos todos nas ruas dia 30.

DIRETORIA


ASSOCIAÇÃO DOS PROFESSORES DE FILOSOFIA E FILÓSOFOS DO BRASIL

https://www.facebook.com/aproffib/

A DEFESA NÃO É SÓ DA FILOSOFIA: Prof. Chico Gretter

EXCELENTE CONTRIBUIÇÃO DO PROF. CHICO GRETTER, PRESIDENTE DA APROFFESP EM DEFESA DA PERMANÊNCIA DA FILOSOFIA E DA SOCIOLOGIA COMO MATÉRIAS OBRIGATÓRIAS NO ENSINO MÉDIO E PELA VALORIZAÇÃO DAS CIÊNCIAS HUMANAS


A fundamental presença da Filosofia/Ciências Humanas no currículo escolar ou A farsa do “novo ensino médio” (Prof. Chico Gretter*) As Plenárias que ocorrem nesse dia 08 de junho de 2017 em várias regiões do Estado, organizadas pela APROFFESP, com abono de ponto para os professores de Filosofia, tem como eixo central o título deste artigo. Consideramos que a presença das Ciências Humanas e da Filosofia é fundamental no currículo escolar do ensino médio e também do fundamental. E quando dizemos “fundamental”, não é apenas um recurso de retórica, não é uma frase de efeito que os sucessivos governos usam para mascarar suas reais intenções que, no fundo, não levam em conta a formação integral dos jovens; eles estão preocupados mesmo é com a preparação de mão de obra para o mercado de trabalho no sistema capitalista, o grande “deus” que domina tudo. Não é este o conceito que temos de “mundo do trabalho”, que envolve todas as dimensões do ser humano, em que a categoria do trabalho surge como essencial para a realização individual e social de cada um e de todos. Para os defensores do tal “novo ensino médio”, a educação humanista, crítica, criativa não entra na conta de seus cifrões! Mas o que sustenta o viés tecnicista do da Lei n° 13.415/17, sancionada em fevereiro passado com a aprovação da MP n° 746/16, cuja cópia enviamos junto aos textos básicos das Plenárias? Há também o artigo de Ivo Lima sobre o assunto, bem como o documento consultivo do MEC, apresentado pelo ex-ministro da Educação do ex-governo Dilma Rousseff, o professor/doutor Renato Janine Ribeiro – USP. Aliás, o fato dele ter sido chamado pela ex-presidente e logo depois ter sido demitido, voltando ao cargo o também ex-ministro Aloísio Mercadante, já revelava as intenções daquele governo: levar adiante a mesma reforma que o atual governo realizou, talvez sem os disfarces com que o petismo de cúpula tentava fazer. A final, Dilma, em entrevista num programa da Globo durante a campanha de 2014, deixou escapar uma pérola ao dizer que “havia matérias demais do currículo” e citou, desastradamente, a presença da Filosofia no ensino médio como sendo uma dessas matérias! Aí ela já apontava para o seu lema da “Pátria Educadora” (vejam no You Tube entrevista que dei no Flix TV em 2015). Aliás, Dilma revelava naquela entrevista o seu pouco conhecimento na área da educação, como em muitas outras. Talvez por isso mesmo tenha caído, o que não justifica o golpe que lhe deram. Bem, Dilma não sobreviveu para cumprir suas promessas de campanha. Que promessas fez? Que promessas cumpriu? Voltemos ao “novo ensino médio” e suas fundamentações político-filosóficas, se é que as tem. Pelo menos na proposta do componente curricular de Filosofia, História, para citar apenas duas disciplinas, o que acontece é um desastre teórico-metodológico, pois não há unidade, não há referência às grandes linhas do pensamento filosófico-educacional brasileiro e mundial; a proposta apresentada no site do MEC é superficial, incompleta, desarticulada, apresentando um rol de conteúdos esparsos, conseguindo ser pior do que os “cadernos do professor” distribuídos pelos governos tucanos através da Fundação Vanzolini, uma terceirizada que reuniu gatos e sapatos para produzir os materiais que compõem o currículo da escola pública paulista. Ambas as propostas vão na contramão da antiga sabedoria expressa por um dos antigos Mestres, Jesus de Nazaré, nos Evangelhos: “Não se coloca remendo novo em pano velho”! Jesus revela aqui seu pragmatismo, vejam só. Mas é vero! Esse tipo de procedimento não funciona. Não é o que estão querendo fazer com a Lei 13.415/17? Não nos parece um retrocesso ao tecnicismo da Lei n° 5.692/71 da ditadura civil-militar? O que Demerval Saviani irá denominar como “neotecnicismo”, pois vem travestido de belos conceitos com as “áreas do conhecimento”, as “competências e habilidades”, a “inter-multi-transdisciplinaridade”, a “formação integral do educando, sua preparação para a vida e o mundo do trabalho” (leiase formação em tempo integral para o mercado de trabalho...). Não foi no que deu o tecnicismo dos tempos da ditadura? Não ocorreu a piora na qualidade do ensino e precarização da carreira do professor, a ponto de o próprio governo militar de João Figueiredo, em 1982, chamar uma reforma da educação com a volta das disciplinas clássicas? Vejam a Lei n° 7.044/82. No mais, OSPB (Organização Social e Política Brasileira) e EMC (Educação Moral e Cívica), que haviam substituído Filosofia, Sociologia...teriam já cumprido o seu papel ideológico de sustentação do regime militar e sua Doutrina de Segurança Nacional a qual apenas garantia o atrelamento da economia e da política dos países latino-americanos ao capitalismo internacional liderado pelos EUA no contexto da Guerra Fria do pós-Segunda Grande Guerra. Essa tese é defendida por eminentes teóricos que estudaram a educação brasileira a partir dos anos 60, como Demerval Saviani, Paulo Freire, Miguel Arroyo, Florestan Fernandes, Maurício Tragtenberg, A. J. Severino, Marilena Chauí, para citar alguns. O pessoal do movimento “escola sem partido” irá reclamar, irão nos acusar de “doutrinação ideológica”, pois são todos “intelectuais de esquerda”! Ora, indiquem algum “intelectual de direita” que tenha estudado com profundidade a educação brasileira e os citarei aqui. Não tememos o debate franco e aberto, mesmo porque não serão leis inconstitucionais as quais pretendem fazer aprovar que impedirão o debate livre das ideias, um dos alicerces magnos da Filosofia. Para mostrar esse viés tecnicista da lei do “novo ensino médio”, propagandeada já há meses através de matéria paga pelo governo federal no rádio e na TV (quantos milhões já gastaram, inclusive para difundir ideias falsas ou discutíveis sobre o assunto: que os educadores foram consultados, que há pesquisa mostrando o total apoio às reformas, etc.!?), citemos aqui somente a questão das “áreas do conhecimento” que compõe o currículo: Os PCNs (1999) traziam três áreas do conhecimento, a saber: I. Linguagens, Códigos e suas Tecnologias; II. Ciências da Natureza, Matemática e suas Tecnologias; III. Ciências Humanas e suas Tecnologias. Posteriormente a Matemática, dado à pressão que o lobby dos matemáticos exerceu, foi desmembrada e passou a figurar como uma área específica a mais (!?). E na atual Lei 13.415/17, aparece uma quinta área denominada “Formação técnica e profissional”. O fato da Matemática isolada compor uma “área do conhecimento”, bem como a formação técnico-profissionalizante, é um indício forte de que os objetivos da nova lei têm um viés tecnicista e profissionalizante. A exclusividade da Língua Portuguesa, do Inglês e da Matemática, se tornando as únicas matérias obrigatória do Currículo do ensino médio, além da Educação Física contemplada depois (graças ao Faustão e o lobby das empresas de material esportivo?), e a retirada da obrigatoriedade da Filosofia e da Sociologia, mesmo porque História, Geografia e as Ciências da Natureza nunca foram explicitamente citadas como obrigatórias, atestam inequivocamente o tecnicismo da proposta curricular aprovada em fevereiro passado. Não apenas isso, mas atesta um tecnicismo profissionalizante, atrelado às exigências do mercado do trabalho e suas necessidades imediatistas, muitas vezes passageiras. O que sobrará para os jovens das escolas públicas de uma formação sólida para continuarem seus estudos e mesmo para que possam ter condições de se atualizarem, o que depende uma de uma base geral que o ensino médio deveria e deve garantir? Nem falemos aqui da educação crítica que as Ciências Humanas e a Filosofia devem propiciar aos educandos do ensino médio, a (mal) dita e mal explicada formação para o “exercício da cidadania”, que fica reduzida ao que, por exemplo, os defensores do “escola sem partido” certamente pretendem com seu orquestrado, midiático e bem pago projeto: ressuscitar talvez a “Educação Moral e Cívica”, hoje reciclada em “Ética e Cidadania” e outros lindos e desvirtuados conceitos. E como não estamos mais numa ditadura militar, com seus livrecos verde-amarelos impostos aos professores da época, as ideias pervertidas do neotecnicismo nos serão sutilmente colocadas pela grande mídia via educação à distância ou por zelosos funcionários da “nova educação do terceiro milênio”, formados e colocados em postos chaves da burocracia estatal burguesa para ajudarem os novos professores a seguirem a cartilha, a velha cartilha com roupa nova: preparar mão de obra dócil, educada e eficiente para o mercado de trabalho que premiará os mais competentes e, claro, espertos! Esta é a lógica da dominação via educação pública. Já as escolas particulares continuarão formando a classe média, que acalenta o sonho em ser dominante um dia, ou as elites econômicas que se tornam elites intelectuais acadêmicas do status quo, para continuarem mandando e justificarem a dominação de classe. Não é isso que tem acontecido? As escolas das elites econômicas não perderão tempo nem para ler a nova lei, já que continuarão com a boa e velha formação científica, preparando as novas lideranças do sistema, com o velho verniz humanista dos homens de bem da burguesia, estes os melhores, os mais bem formados, os mais competentes, etc., que concluirão sua formação nas melhores universidades públicas do país, que são as melhores do ensino superior se comparadas com as privadas; e os melhores continuarão sua formação em cursos de MBA aqui e principalmente do exterior, sendo que os melhores entre os melhores serão cooptados pelos países centrais do sistema econômico capitalista mundial. Há outra saída? E o que restará para os filhos dos trabalhadores que na sua maioria frequentam as escolas públicas? Terão alguma chance de irem além da mão de obra técnico-profissionalizante de nível médio? Estas perguntas a propaganda enganosa do governo não respondem. Dentro dessa ótica neotecnicista, vocês acham que Filosofia, Sociologia, História, e a nova Geografia crítica têm algum espaço? Penso que não; e é por isso que as Ciências Humanas ficam cada vez mais relegadas ao segundo plano dos planos de educação federal ou estaduais. Mas a nova Base Nacional Comum ainda não foi definida e, portanto, há chance de revertermos o nosso isolamento. Como? Vejamos, a “nova lei do novo ensino médio”, conforme análise da maioria dos importantes especialistas em educação do país, continuará reproduzindo a velha escola dualista tradicional, tanto socialmente como epistemologicamente. A escola dualista que marca a história da educação brasileira desde a colônia, forma, de um lado, os filhos dos trabalhadores como mão de obra profissionalizante para o mercado de trabalho e, do outro, forma os filhos da classe dominante (burguesia) para perpetuarem a dominação, tanto política como econômica, científico-tecnológica e cultural. A escola dualista ainda continuará reproduzindo o dualismo dos que realizam o trabalho físico, manual, técnico-repetitivo (mesmo em “altas funções” no setor de serviços) e daqueles que se formam como intelectuais do sistema, seja no campo da ciência e da tecnologia, como no campo das mídias, da cultura, da política e da educação! Todavia, resta-nos aqui uma esperança, nós que defendemos um outro tipo de educação de qualidade e para todos, cujas bases epistemológicas são outras. Uma coisa é a educação tradicional-liberal, a escola nova ou a tecnicista; outra coisa é a educação dialética, histórico-crítico-social. Que saída podemos vislumbrar para romper com o tecnicismo e o dualismo e o elitismo da educação brasileira? Na frase que conclui o parágrafo acima, cito a educação! Ora, é justamente nessa área e principalmente no da educação pública é que se concentra um grande “exército” de trabalhadores, profissionais da educação, que vai na contracorrente do grande “deus” do mercado ou do Minotauro da educação pautada pelo tecnicismo e pela meritocracia. Somente nós podemos e temos ainda forças para reagir a esta avalanche ditada pelo mercado e seus adoradores, como o MBL, o “escola sem partido”, a maioria dos deputados e senadores do Congresso Nacional, comprados, corrompidos e vendidos pelos donos do dinheiro, da lógica empresarial e do capital global. Nós, educadores da escola pública em todos os níveis, ainda podemos reagir antes que a quadrilha que se apossou do Brasil feche o cerco de vez e faça aprovar todas as suas reformas, seja da Previdência, a trabalhista, a política, como já fizeram com o ensino médio, o teto dos gastos públicos. Mas ainda podemos lutar nas instâncias estaduais, nos conselhos de educação, nas conferências, nas ruas, junto aos nossos alunos, suas mães e pais trabalhadores. Não será fácil, mas é possível. Precisamos reagir a essa cruel investida dos inimigos da educação pública de qualidade, das Ciências Humanas em geral e da Filosofia, em particular. Precisamos informar nossos alunos e suas famílias do engodo dessas reformas, precisamos convencer nossos colegas professores de todas as áreas para a grande mentira que é esse “novo ensino médio”, precisamos conscientizar a sociedade brasileira do crime que estão querendo cometer contra a maioria de nossos jovens, embora passem uma imagem de modernização da educação e apelem para a falsa “liberdade de escolha”, a farsa dessa pseudoliberdade vendida pelas propagandas governamentais diárias, pagas pelo dinheiro dos impostos que os governos arrecadam do nosso trabalho. Deixamos claro aqui que não somos contra a modernização da educação, que não somos contra o ensino tecnológico e a preparação para o mundo do trabalho; nós educadores conscientes não somos contra a tecnologia e nem contra o mercado, nem contra a formação profissional e a competência que devemos ter, além do nosso compromisso com a formação humana e com a humanidade, com os valores da ética e da cidadania. Somos contra a deturpação que fazem desses valores, contra a farsa de reformas que não levam em conta os verdadeiros problemas que afetam a educação e os educadores do país. Somos contra o engano dos que, certamente iludidos pela propaganda, acreditam nessas reformas que não mexem nas verdadeiras causas da baixa qualidade da educação em nosso país. Nós professores de Filosofia, ao que nos cabe pela especificidade de nossa disciplina, somos contra a farsa, as falsas e fáceis soluções; nós lutamos contra as sombras da caverna descrita por Platão há mais de dois mil e trezentos anos atrás em Atenas, após a injusta morte de seu mestre Sócrates, condenado por um bando de políticos e mercenários corrompidos, preconceituosos e que não vacilaram em entregar a grande Atenas nas mãos de trinta tiranos para que mantivessem seus privilégios, mordomias e mentiras. Quem está traindo a Atenas de hoje? Certamente não somos nós professores, educadores, funcionários, pais e alunos. O que nos falta para reagir ao desrespeito e à destruição da escola pública orquestrada por sucessivos governos nas últimas décadas? Quanto a nós, professores de Filosofia, temos o dever político-pedagógico de, contemplado a luz da realidade para além das sombras da caverna, voltarmos para ajudar nossos amigos acorrentados e ainda iludidos pelas sombras que parecem reais. Esta é a mensagem da Alegoria da Caverna, de Platão, que nos impele para além das sombras que ofuscam nosso entendimento do que é verdadeiro, do que é bom, belo e justo. Parece idealismo, mas não é isso que pretendo expressar aqui. É apenas uma metáfora da antiga e tão atual narrativa de Platão, que fundou um dos primeiros centros de Conhecimento da Antiguidade, a sua Academia, em Atenas na Grécia. Suas ruínas ainda estão lá...ruínas de pedras e no presente as ruínas dos continuam a matar o saber e os que o cultivam. E para isto que as reformas do atual e ilegítimo governo apontam! Mas a questão da Filosofia não é apenas teórica, acadêmica, de definições da verdade relativa ou absoluta, mas uma questão prática; e a práxis é o critério da verdade (Marx). Mas a práxis não é ativismo, o agir por agir, pois a prática sem Teoria é cega, da mesma forma que a teoria sem prática é alienação. Esta verdade da Dialética é insuperável, não é de “esquerda” e nem de “direita”, nem de “centro”, é a Razão que se projeta na consciência e na realidade não como coisa, objeto, mas como movimento dinâmico do ser em construção permanente e sempre inacabado. Assim sendo, quando defendemos a presença essencial da Filosofia e das Ciências Humanas no processo educativo e consequentemente no currículo do ensino médio, não estamos defendendo um interesse corporativo desta ou daquela disciplina, muito menos a defesa da Filosofia, pois ela não precisa de defesa; os que a atacam e querem eliminá-la das escolas, da educação, do currículo, da sociedade o fazem com muitos argumentos filosóficos ou falácias que seduzem e enganam. A Filosofia não deixará jamais os enganadores em paz. Estamos apenas defendendo o direito de todos os jovens de terem acesso ao patrimônio cultural, científico, tecnológico, ético e político da humanidade e que possam refletir sobre todos eles. Negar isso aos jovens e aos professores é negar a própria essência da educação.

*Francisco P. Greter É professor universitário e do ensino médio, mestre em Filosofia e História da Educação - FEUSP, presidente da APROFFESP.

http://aproffesp.org/files/PDF/plen%C3%A1rias/2017/A_fundadamental_presena_da_Filosofia_Recuperao_Automtica.pdf

quarta-feira, 21 de junho de 2017

DIA 30 APROFFESP TAMBÉM VAI PARAR!


  ASSOCIAÇÃO DOS PROFESSORES (AS) DE FILOSOFIA E FILÓSOFOS (AS) DO ESTADO DE SÃO PAULO


        CHAMADA PARA A GREVE GERAL DO DIA 30

                 

                

      “Em tempos como esses, parafraseamos Bertold Brecht e defendemos o óbvio”


   A nós professoras e professores de filosofia, filósofos e filósofas é demasiado óbvio a necessidade de PARAR O BRASIL NO DIA 30 e denunciar o estado de exceção em que vive o país, sob o desgoverno de um presidente usurpador e um Congresso composto por uma grande maioria  de réus, de acusados pela justiça, uma justiça que tem em seu interior delegados de polícia, procuradores e juízes (Inclusive na corte mais alta do País, STF) que se auto intitulam “justiceiros/combatentes da corrupção”, e desfilam, expondo sob os holofotes da mídia suas fardas e togas num espetáculo vergonhoso e inadmissível em uma sociedade que se quer democrática e civilizada.    A Filosofia Toma Partido e leva à práxis suas reflexões éticas, em defesa da política no sentido aristotélico “A tarefa da política é investigar qual a melhor forma de governo e instituições capazes de garantir a felicidade coletiva”. Os corruptos que aí estão não têm autoridade e legitimidade de mexer na Constituição editando PECs  (Reforma da previdência, Reforma trabalhista, terceirização, etc) e Medidas Provisórias como a da Reforma do Ensino Médio, que representam um retrocesso criminoso, remetendo as futuras gerações aos tempos sombrios de um passado não muitodistante.

   A APROFFESP se soma às demais entidades sindicais, estudantis e dos movimentos populares organizados na chamada para a Greve Geral no dia 30 de junho, Contra as Reformas, nenhum direito a menos, por eleições gerais e pelo Fora Temer!


DIRETORIA DA APROFFESP


http://www.aproffesp.org/noticias/238-chamada-para-a-greve-geral-do-dia-30

Filosofia Africana

Exelente indicação: "O objetivo deste espaço é disponibilizar materiais em língua portuguesa que possam subsidiar pesquisas sobre a filosofia africana e afro-brasileira, assim como auxiliar na tarefa de professoras/es do ensino fundamental e médio em acessar recursos ainda pouco conhecidos em nossa língua. Afirmam-se aqui diversas perspectivas distintas, sem a intenção de preterir nenhum material que fosse encontrado sobre o tema em nossa língua, cuja publicação virtual não fosse impossibilitada em virtude de restrições por direitos autorais. "

http://filosofia-africana.weebly.com/

http://filosofia-africana.weebly.com/textos-africanos.html

Prof. Wanderson Flor do Nascimento, na Universidade de Brasília e em interação com o Grupo de Estudos e Pesquisas em Educação, Raça, Gênero e Sexualidades Audre Lorde - GEPERGES Audre Lorde (UFRPE/UnB-CNPq). O site encontra-se ativo desde agosto de 2015 e em constante atualização.

segunda-feira, 19 de junho de 2017

A QUEM INTERESSA BANIR A FILOSOFIA DO ENSINO MÉDIO?




EXCELENTE TEXTO DE 1987, TÃO ATUAL QUE NOS DESAFIAR À REFLEXÃO... É PARA LÁ, UM PASSADO TECNICISTA SEM LIBERDADE DE PENSAMENTO QUE  A TAL "PONTE PARA O FUTURO DO GOVERNO GOLPISTA QUER NOS LEVAR? E VAMOS SEGUIR FEITO GADO RUMO AO ABATEDOURO?


A VOLTA DA FILOSOFIA 

Adoniel Motta Mata

Professores e estudantes de Filosofia das universidades Federal e Católica estão lutando pela introdução, ou melhor, pela volta dessa matéria às escolas do 2º grau, obrigatoriamente. Pretendem, ainda este mês, procurar a secretária de Educação, para fazer essa reivindicação. Creio que foi em 1971, quando se fez uma reforma do ensino, no Brasil, que a oferta de Filosofia deixou de ser obrigatória, nos colégios. Achou-se que era supérfluo, pois o importante seria formar técnicos e aquela coisa de estudar ética, estética, moral, etc., não levava país algum para a frente. Por outro lado, num regime ditatorial, não era conveniente estimular os indivíduos a ter e desenvolver ideias e muito menos estudar aquelas tidas como “perigosas”, concebidas lá fora, em outras nações e por estas postas em prática. Tivemos, então uma fase de escuridão, na vida nacional. E nossos jovens foram sacrificados, mentalmente. Toda uma geração foi perdida. A sociedade murchou. Por que se tirou a Filosofia das escolas? Mais que isso. Porque se tirou a Filosofia da nação. Por inteiro. Há, contudo, nessa questão, aspectos que merecem muita reflexão e que puxam outras questões. Algumas delas proposital ou acidentalmente escondidas e que devem ser mostradas à luz do pensamento. Convido-os, provoco-os, hoje a filosofar sobre elas, neste espaço.

Querer Pensar
Entrei no elevador do prédio onde moro e uma vizinha me saudou, fazendo um comentário sobre este espaço. Disse-me, então ter discutido com uma amiga, também leitora dos textos aqui publicados aos domingos, porque essa amiga se queixava de não encontrar aqui, afirmações conclusivas. “Ela nos faz pensar” - teria dito minha vizinha. O elevador chegou ao térreo e nos despedimos cada qual se dirigindo para começar um novo dia. Um dia que não deveria ser igual ao anterior, nem a nenhum outro. Em cada dia, nós acrescentamos mais um pouco de observação e de experiência à nossa vida e isso muda todos os dias futuros. Porque, ainda que imperceptivelmente, também muda nosso pensamento. Não encontramos verdades definitivas. Por isso não sou dono da verdade. Ninguém o é. Não se pode, portanto, fazer afirmações conclusivas, sem o grande risco de errar.

Dessa conversa no elevador, tiro, no entanto, uma realidade: o indivíduo contemporâneo resiste à necessidade de pensar. Por comodismo, na maioria das vezes, mas também por falta de tempo, por medo e por teimosia, para não ter de mudar de opinião, entre outras razões. Uma vez, anos atrás, uma pessoa mais velha e muito querida leu o meu livro Humanidade e encontrando-me, comentou: “Não entendi o que você escreveu”. Aquilo era mentira. Pessoas de menor nível de educação com menos leitura, já tinham me falado do livro e entendido tudo, pois a linguagem do seu texto é muito fácil. Às vezes as pessoas dizem não entender, quando deveriam dizer: “Não concordo”. Falei isso para ela, que tinha vivido o suficiente para me dar muitas lições e ela sorriu, argumentando: “Sabe o que é? É que eu levei toda uma vida, estruturando o meu mundo e o meu Deus. Se eu mudar de opinião, agora, vou sofrer muito, porque terei uma enorme sensação de perda”. As palavras foram mais ou menos estas. Quem trabalha com afirmações conclusivas corre esse risco, de ir montando um grande castelo que pode ter de ser derrubado, depois de pronto e muito bonito. Ninguém quer derrubar os lindos castelos que faz. Assim, é melhor não fazê-los, mantendo-se em permanente reflexão, buscando uma verdade que talvez jamais seja encontrada, mas será sempre melhor que a mentira.

Isso, no entanto, exige permanente esforço, o que acaba por fazer desistir os menos resistentes. Os que não querem pensar continuamente acabam sendo enganados numa ou noutra oportunidade, por afirmações conclusivas de quem quer manipular opiniões e conduzir cordeiros. E os que não querem pensar, nunca, acabam sendo escravos, cobaias e joguetes dos que exercitam o pensamento com malícia. Agora mesmo no Brasil, vivemos uma crise de democracia, porque, o povo não pode mandar, não pode governar, se não tem consciência. Como não pode haver consciência sem pensamento, nossa crise é sobretudo de pensamento. O nosso povo é jogado de um lado para o outro por líderes políticos que servem correntes de pensamentos e por analistas econômicos que apresentam afirmações conclusivas. Enquanto cada indivíduo, nesta Nação, não exercitar seu próprio pensamento, na direção de tornar-se mais consciente, toda a Nação será jogada da direita para a esquerda, da esquerda para a direita, e assim sucessivamente. Uma geração terá um governo de direita, a seguinte o terá de esquerda, alternando-se, assim, velhas filosofias de poder. O povo ignorante e inconsciente, com preguiça de pensar, de administrar as ideias (suas e dos outros) em seu benefício, sendo levado pela onda do momento.

Querer pensar é, portanto, fundamental. Quem está construindo castelos que julga serem definitivos, usando pedras e tijolos de um só fornecedor, deveria refletir um pouco mais sobre as vantagens da dúvida. É esta, sempre quem põe as nações para a frente, estimula as descobertas e gera as invenções. Quem trabalha com certezas faz sempre uma casa com teto muito baixo.

Saber Pensar
Certamente, muita gente não quer pensar, não gosta de pensar, porque não sabe pensar. Pode, alguém gostar de nadar, se não sabe se quer se equilibrar na superfície da água? Quem gostará de ler, sem saber o significado das palavras? E quem, voluntariamente, quererá fazer uma coisa que não gosta? Para aprender a pensar, é preciso, portanto contar com um certo material - os dados, geralmente frutos da observação, leitura, etc. - e com uma certa técnica. Nada que uma boa dona de casa não saiba fazer o que pode ser sintetizado num verbo: arrumar. Pensar é arrumar dados, como se faz com um quebra-cabeça. Por isso, nada é mais estimulante para fazer pensar do que o mistério e como este é facilmente encontrável na literatura de ficção policial e científica, costumo recomendar esse tipo de leitura a meus alunos.

Desde a Antiguidade, portanto, o saber pensar era privilégio de poucos, que eram chamados de “pensadores” (ainda o são). Ordenavam, organizavam o pensamento, arrumando os dados obtidos com a observação e a experiência, de modo que com eles montavam estruturas de grande sabedoria. Motivo por que também eram chamados de “sábios”. Muitos deles se imortalizaram, por fazer algo que qualquer um de nós pode realizar. Afinal, nascemos todos, seres humanos, com um cérebro capaz de tal proeza. Se alguns não o desenvolveram, por problemas de nutrição ou o tiveram prejudicado por traumas psicológicos, ainda na infância, esse é um problema que temos de minimizar em nossa sociedade, com as demais, sob pena de comprometer o destino dela ou de toda a humanidade. Normalmente, contudo, ainda que não comumente, todos nascemos em condições de montar complexas estruturas de pensamento.

Nesta tarefa, podemos gerar ideias e/ou trabalhar com ideias alheias. Em verdade, a sabedoria está em não desprezar quaisquer delas, por mais contraditórias que sejam ou pareçam. Mesmo porque ideias diferentes são apenas caminhos diferentes para se chegar a uma mesma verdade. O observador que se deixa seduzir por um único ângulo de observação tem reduzido o seu campo de visão e esta acabará mostrando apenas uma parte uma parte da realidade. Partidos e seitas Costumam oferecer tais limitações. Há quem se orgulhe de ter uma visão da esquerda, da direita ou do centro, quando a melhor posição, certamente, é a de cima, por ser aquela que proporciona uma visão geral. Saber pensar é ampliar ao máximo o seu campo de observação. Sem medo de ver o que não quer, porque quem se propõe a pensar, quer ver tudo, quer saber tudo.

Desde a Antiguidade, portanto, que há escolas para ensinar a pensar. Os sábios, pensadores, tinham discípulos que se iniciavam na arte de ordenar os pensamentos, racionalizando-os. Os gregos foram mestres insuperáveis nisso. As escolas de Filosofia, então, formavam filósofos. Evidentemente, cada mestre exercia uma certa influência sobre seus discípulos, mas esse não era um processo castrador. Não temos escolas de Filosofia, assim, formadoras de filósofos. Nossas escolas pretendem formar apenas professores de Filosofia, ou sejam, pessoas capazes de apresentar os filósofos e suas ideias. O que, sem dúvida, deixa o Brasil em geral e a Bahia, em particular, carente de uma espécie de pensador que gera ideias e contribui decisivamente para a criação de hipóteses, sem as quais não se inicia o processo científico. Nossas escolas de Filosofia formam pensadores para trabalhar com ideias alheias. Ideias que chegam até nós, depois de viajar muito, no tempo e no espaço. Temos de passar da compilação para a criação, sem ignorar, evidentemente, a evolução do pensamento, na história da humanidade.

Saber pensar não é, portanto, bicho de sete cabeças, mas exige determinação, esforço contínuo e abertura completa do ângulo de visão. Sacrificar as partes, para chegar ao todo. E sobretudo ter muita humildade para cultivar a dúvida, afastando-se das afirmações conclusivas.

Fazer Pensar
No fim da década de cinquenta, quando o Colégio Estadual da Bahia (Central) era um dos melhores colégios da cidade, tive dois professores de Filosofia. Lembro-me de ambos, mas não me lembro do conteúdo de suas aulas. Talvez por culpa minha, por não ter dado maior atenção a elas, já que fazia o chamado “curso científico”, visando o Vestibular de Engenharia Civil e, consequentemente, valorizando mais as ditas “matérias de Vestibular” (Matemática, Física, Química...). Lembro-me que as aulas eram palestras sem obrigatoriedade de se tomar notas, porque, em princípio, bastava frequentá-las para ser aprovado. Assim fazia um dos professores, que, dessa forma, tinha a simpatia dos alunos. O outro, no entanto, nos enchia de conteúdo programático (não me lembro qual) e dava uma aula chata. Não tinha boa imagem.

Seja como for, os jovens de então cultivavam o pensamento. Mesmo sem lembrar do conteúdo, hoje, mantive o procedimento e me habituei a pensar. Não por acaso que aquela geração do Central deu um bom conjunto de pensadores à Bahia, desde artistas como Glauber Rocha até pesquisadores como Fernando Rocha Peres. Retenho imagens, em minha memória, dos intervalos de aula ou em momentos como as famosas “aulas vagas”, quando nos reuníamos em qualquer lugar para discutir os mais diversos assuntos. Nossas ideias se enriqueciam com as ideias dos colegas e nós víamos o mundo como uma coisa que dependia também de nós, de nossa participação, aqui mesmo, na Bahia. Se o ensino da Filosofia não nos preparava, portanto, para o Vestibular ou mesmo para uma profissão técnica, era evidente que nos preparava para a vida, até mesmo como técnicos e, antes, como estudantes universitários. O ensino de Filosofia nos fazia pensar. Numa reação em cadeia, eu, hoje, como professor, ainda que não de Filosofia, faço meus alunos pensar. Provoco-os à reflexão, ao questionamento, mesmo quando estamos tratando de matérias da área tecnológica.

Vejo, portanto, como absolutamente necessária e urgente, a volta da Filosofia às escolas do 2º grau, inclusive e principalmente como preparação da mente do estudante para uma boa performance no curso universitário, seja qual for a área deste. Mas não aquela Filosofia que apenas relaciona filósofos e apresenta suas ideias, para que os alunos decorem tudo. Também não aquela Filosofia, que serve de instrumento a professores ideologicamente comprometidos e que nada mais fazem do que tentar doutrinar seus alunos. Vejo como necessária aquela Filosofia que ensina a pensar e faz pensar, com método, e que se constitui em fonte de crítica ao mundo, às nações e até à própria escola e seus professores. Não com o objetivo prévio de mudar - porque às vezes se muda para pior - mas de exercer acrítica como análise, que não raramente determina objetos e procedimentos a serem conservados, como suporte de novas conquistas. Pode-se muito bem substituir as flores, sem mudar os vasos.


Mas vejo sobretudo, a Filosofia, nas escola, sem escamotear dados, procurando dar aos jovens estudantes o direito de divergir uns dos outros e do próprio professor. É importante apresentar os filósofos de todas as vertentes e deixar que os próprios alunos os vejam com seus olhos, sem conduzir o seu pensamento, sem passar para eles sua ideologia, do professor. Ou a do autor do livro adotado, como texto, que também deve ser criticado, à luz de dados contrários. Como também deve ser analisado este texto, que vocês agora estão lendo, sem aceitar pacificamente essa minha visão. Não lhes posso dar, porque não lhes devo dar, portanto, afirmações conclusivas. Posso oferecer apenas alguns enfoques para a reflexão que será de cada leitor. A vocês, cabe concluir e achar suas próprias verdades, que, também, um dia cairão, como caem as pétalas da rosa que cuidadosamente colocamos no vaso. O importante é saber que não se pode conservar a rosa, mas se deve conservar o vaso até que outro mais bonito possa substituí-lo.


SERÁ QUE É PRECISO DESENHAR?


O Brasil que eu quero (Tião Simpatia)

# Ficaadica  dessa pequena "O Brasil que eu quero não cabe em 15 segundos" ... A força e a arte da mulher que queremos para o Bra...