terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Rosa Luxemburgo, Presente!

99 anos após seu assassinato Rosa Luxemburgo se faz presente e nos convida permanentemente a movimentar-nos em defesa de uma sociedade igualitária. "Quem não se movimenta, não sente as correntes que o prendem".

Nascida em 1871 em Zamosc, Polônia, Rosa Luxemburgo viveu intensamente a Filosofia da Práxis Revolucionária que a qualificou como uma das mais brilhantes dirigentes do movimento comunista internacional, consequentemente ao seu brutal assassinato na Alemanha Pré Nazista em 15 de janeiro de 1919.


Quase um século depois de ceifada, a Rosa Vermelha continua viva, exalando seu perfume teórico marxista, tocando corações e mentes com a "filosofia feminina" e a muitos espetando com os espinhos da sua práxis revolucionária.

Em dias como estes em que vivemos, de levantes totalitários de constantes golpes contra a democracia, com os desmandos insanos de Donald Trump no comando da imponente "Águia de cabeça branca", desrespeitado tratados que defendem a vida humana e a sobrevivência do planeta. Quando a America Latina (à exemplo de países pobres da Africa e da Palestina) sangra dolorosamente com o enfraquecimento das esquerdas, que possibilitou o golpe político no Brasil e a subida ao poder de um governo ilegítimo a serviço do capital internacional, com o intuito explicito de rasgar a constituição no que se refere aos direitos conquistados pela classe trabalhadora. Classe esta que parece assistir a tudo (em tempo real, online) entorpecida, enquanto seus "representantes sindicais/partidários" engessados pela burocracia batem cabeça entre si em busca de "um salvador da pátria". A práxis filosófica revolucionária de Rosa Luxemburgo emerge mais uma vez a nos lembrar que o socialismo só pode ser obra do próprio povo, não de lideranças intelectuais que pretensamente sabem o que é melhor para o povo.

Isabel Loureiro nos lembra que em momentos de "crise da esquerda" como o que vivemos Rosa sempre reaparece. Isso aconteceu no Brasil depois da Segunda Guerra Mundial; na Europa, durante a rebelião de 1968; no movimento Occupy; no Brasil novamente em 2013 e 2015, durante o movimento de ocupações das escolas, quando voltamos a viver um “momento Rosa Luxemburgo”. Salientando que isso acontece porque seu pensamento esta voltado a defesa intransigente das liberdades democráticas em todas as sociedades e em todos os tempos.


"Vejamos rapidamente algumas de suas ideias políticas para entender: a defesa intransigente das liberdades democráticas em todas as sociedades e em todos os tempos; a crítica incisiva à concepção de um partido de vanguarda formado por um núcleo duro de revolucionários profissionais separados das bases, cuja função seria liderar as massas populares que, por sua vez, limitar-se-iam a obedecer ao comando superior; a defesa incondicional da formação política e intelectual das classes subalternas, que ela via como pré-requisito para sua autonomia política; e, finalmente, uma ideia que está na ordem do dia, a da espontaneidade das massas populares. Ou seja, a ideia de que as camadas subalternas da sociedade entram em movimento independentemente das palavras de ordem dadas por líderes partidários ou sindicais e que a organização se estrutura a partir da própria luta, cotidiana e/ou revolucionária. Mas Rosa também sabia que a espontaneidade sozinha não resolve tudo, que o trabalho organizativo é fundamental para estruturar as explosões de energia que brilham esporadicamente no céu cinzento da vida cotidiana." http://desacato.info/mensagem-de-rosa-luxemburgo-ao-seculo-xxi/


“Só a vida sem obstáculos, efervescente, leva a milhares de novas formas e improvisações, traz à luz a força criadora, corrige os caminhos equivocados. A vida pública em países com liberdade limitada está sempre tão golpeada pela pobreza, é tão miserável, tão rígida, tão estéril, precisamente porque, ao excluir-se a democracia, fecham-se as fontes vivas de toda riqueza e progresso espirituais.” (A revolução russa).

Rosa Luxemburgo, Presente!

sábado, 13 de janeiro de 2018

Tempos de parafrasear Brecht!

Em tempos como estes, é necessário parafrasear Brecht
Suplicar a quem tem bom senso, mente crítica e coração puro
"Desconfiai do mais trivial"!
Desconfiai de um Governo Ilegítimo
Desconfiai quando os poderosos se unem
Desconfiai daqueles que condenam por "pura convicção"
Desconfiai sobre tudo dos que se dizem Salvadores da Pátria
Dos paladinos da moral defensores dos "bons costumes",
Dos que dizem amém em nome de Deus
"Nada deve parece natural"
Políticos que aumentam os próprios salários, rebaixando o salário minimo do trabalhador
Presidente, Deputados e Senadores fazendo coluio sob a proteção das togas supremas
Aplaudidos por uma torcida que ultraja as cores da bandeira nacional com etiquetas importadas
Um povo atordoado com o preço do gás, da gasolina da tarifa do transporte que deveria ser público
Um gigante hipnotizado por uma mídia vendida, muito mal-intencionada!
Em dias como estes "Nada deve parecer impossível de mudar!"
Ainda que a injustiça avance e os tiranos construam pontes "para um futuro incerto".
Os oprimidos hão de se aliar e romper com os opressores.
Num elogio da Dialética
"Quem ainda está vivo nunca diga: nunca.

O que é seguro não é seguro.
As coisas não continuarão a ser como são."
Não desperdiçaremos um só pensamento
Que não seja para transformar
Para superar a opressão
Para liquidar com a injustiça e a corrupção
Construindo passo a passo a revolução!


https://profluciapeixoto.blogspot.com.br/2018/01/biografia-de-bertolt-brecht.html

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Parafraseando Lispector!


Hoje eu acordei Assim...
Antes do dia clarear
Ouvindo canto de pássaros
Com vontade de recomeço
Realocar as personagens da minha vida
Criar novos enredos
Me por como protagonista
Parafrasear mais uma vez Lispector
Tomando a solidão por companhia
Com coragem de encarar nos olhos o nada
E me sentir plena de tudo!


Tem dias que é assim
Me olho nos olhos
Retiro os óculos para ver melhor minha alma
Tal qual Narciso me encanto de mim mesma
E dano a me fazer versos...




terça-feira, 9 de janeiro de 2018

110 Anos de Simone de Beauvoir: "Mulheres, vocês devem tudo a ela!".

Dia 9 de Janeiro de 2018 comemoramos o aniversário  de 110 anos da imortal Simone de Beauvoir. Escritora e filósofa francesa, notória defensora das causas feministas, e uma das maiores representantes do pensamento existencialista francês.

Não é raro questionamentos, ainda hoje, sobre o lugar da mulher na construção histórica do pensamento filosófico, a exemplo de tantas outras áreas, as filósofas tiveram muito da sua contribuição usurpada, bastando um olhar superficial sobre a história da filosofia para notarmos a forma quase sutil com que a presença feminina vai sendo ofuscada e muitas vezes reduzida a um papel secundário, não raras vezes vamos encontrar mulheres mencionadas como: discípulas, amantes, esposas e com menor frequência colaboradoras. No caso de Beauvoir coube-lhe o titulo de "companheira de Sartre" titulo este que ela nunca renegou, sem jamais esconder sua afetividade tão pouco deixar-se diminuir pelo brilho inegável do companheiro.

Nós mulheres não só as filósofas todas as que ousam tomar nas mãos as rédeas da vida devemos muito à memoria de Simone de Beauvoir e devemos repetir de peito estufado a manchete que anunciou em 1986 o falecimento da filosofa "Mulheres, vocês devem tudo a ela!".
Devemos a superação do lugar social que havia sido a nós destinado milenarmente pelo patriarcalismo onde eramos destinadas à procriação, ao lar, para agradar ao homem detentor do saber por sua suposta superioridade. "O homem é definido como ser humano e a mulher é definida como fêmea. Quando ela comporta-se como um ser humano ela é acusada de imitar o macho." Somos grata a Simone por nossa feminilidade privada e pública, por nos ter mostrado a chave das cozinhas, quartos e salas de estar onde por séculos quiseram nos aprisionar, como ainda querem hoje, os que nos desejam, "belas, recatadas e do lar".

"Uma mulher torna-se plenamente humana quando tem oportunidade de se dedicar ao exercício de atividades públicas e quando pode ser útil à sociedade".

"Que nada nos limite, que nada nos defina, que nada nos sujeite. Que a liberdade seja nossa própria substância, já que viver é ser livre. Porque alguém disse e eu concordo que o tempo cura, que a mágoa passa, que decepção não mata. E que a vida sempre, sempre continua."

Simone de Beauvier, Presente!


sábado, 6 de janeiro de 2018

Concepções de Deus: De Spinoza a Ivone Gebara


Recebi hoje pela manhã do Professor Aldo Santos este vídeo fantástico de JAVIER JIMÉNEZ LOPEZ, (encantou-em em demasia sua arte) O tema "concepção de Deus" levou-me a revisitar o pensamento de Baruch Spinoza o qual me foi apresentado (num leve esbarrão) por Marilena Chauí.




DEUS SEGUNDO SPINOZA

“Para de ficar rezando e batendo o peito! O que eu quero que faças é que saias pelo mundo e desfrutes de tua vida. Eu quero que gozes, cantes, te divirtas e que desfrutes de tudo o que Eu fiz para ti.

Para de ir a esses templos lúgubres, obscuros e frios que tu mesmo construíste e que acreditas ser a minha casa. Minha casa está nas montanhas, nos bosques, nos rios, nos lagos, nas praias. Aí é onde Eu vivo e aí expresso meu amor por ti.

Para de me culpar da tua vida miserável: eu nunca te disse que há algo mau em ti ou que eras um pecador, ou que tua sexualidade fosse algo mau. O sexo é um presente que Eu te dei e com o qual podes expressar teu amor, teu êxtase, tua alegria. Assim, não me culpes por tudo o que te fizeram crer.

Para de ficar lendo supostas escrituras sagradas que nada têm a ver comigo. Se não podes me ler num amanhecer, numa paisagem, no olhar de teus amigos, nos olhos de teu filhinho… Não me encontrarás em nenhum livro! Confia em mim e deixa de me pedir. Tu vais me dizer como fazer meu trabalho?

Para de ter tanto medo de mim. Eu não te julgo, nem te critico, nem me irrito, nem te incomodo, nem te castigo. Eu sou puro amor.

Para de me pedir perdão. Não há nada a perdoar. Se Eu te fiz… Eu te enchi de paixões, de limitações, de prazeres, de sentimentos, de necessidades, de incoerências, de livre-arbítrio. Como posso te culpar se respondes a algo que eu pus em ti? Como posso te castigar por seres como és, se Eu sou quem te fez? Crês que eu poderia criar um lugar para queimar a todos meus filhos que não se comportem bem, pelo resto da eternidade? Que tipo de Deus pode fazer isso?

Esquece qualquer tipo de mandamento, qualquer tipo de lei; essas são artimanhas para te manipular, para te controlar, que só geram culpa em ti.

Respeita teu próximo e não faças o que não queiras para ti. A única coisa que te peço é que prestes atenção a tua vida, que teu estado de alerta seja teu guia.

Esta vida não é uma prova, nem um degrau, nem um passo no caminho, nem um ensaio, nem um prelúdio para o paraíso. Esta vida é o único que há aqui e agora, e o único que precisas.

Eu te fiz absolutamente livre. Não há prêmios nem castigos. Não há pecados nem virtudes. Ninguém leva um placar. Ninguém leva um registro. Tu és absolutamente livre para fazer da tua vida um céu ou um inferno. Não te poderia dizer se há algo depois desta vida, mas posso te dar um conselho. Vive como se não o houvesse. Como se esta fosse tua única oportunidade de aproveitar, de amar, de existir. Assim, se não há nada, terás aproveitado da oportunidade que te dei. E se houver, tem certeza que Eu não vou te perguntar se foste comportado ou não. Eu vou te perguntar se tu gostaste, se te divertiste… Do que mais gostaste? O que aprendeste?

Para de crer em mim – crer é supor, adivinhar, imaginar. Eu não quero que acredites em mim. Quero que me sintas em ti. Quero que me sintas em ti quando beijas tua amada, quando agasalhas tua filhinha, quando acaricias teu cachorro, quando tomas banho no mar.

Para de louvar-me! Que tipo de Deus ególatra tu acreditas que Eu seja? Me aborrece que me louvem. Me cansa que agradeçam. Tu te sentes grato? Demonstra-o cuidando de ti, de tua saúde, de tuas relações, do mundo. Te sentes olhado, surpreendido?… Expressa tua alegria! Esse é o jeito de me louvar.

Para de complicar as coisas e de repetir como papagaio o que te ensinaram sobre mim. A única certeza é que tu estás aqui, que estás vivo, e que este mundo está cheio de maravilhas. Para que precisas de mais milagres? Para que tantas explicações? Não me procures fora! Não me acharás. Procura-me dentro… aí é que estou, batendo em ti.”


Baruch Spinoza – nascido em 1632 em Amsterdã, falecido em Haia em 21 de fevereiro de 1677, um dos grandes racionalistas do século XVII dentro da chamada Filosofia Moderna, juntamente com René Descartes e Gottfried Leibniz.

"A filosofia espinosana é a demolição do edifício filosófico-político erguido sobre o fundamento da transcendência de Deus, da Natureza e da Razão, voltando-se também contra o voluntarismo finalista que sustenta o imaginário da contingência nas ações divinas, naturais e humanas. A filosofia de Espinosa demonstra que a imagem de Deus como intelecto e vontade livre e a do homem como animal racional e livre-arbítrio, agindo segundo fins são imagens nascidas do desconhecimento das verdadeiras causas e ações de todas as coisas. Essas noções formam um sistema de crenças e de preconceitos gerado pelo medo e pela esperança, sentimentos que dão origem à superstição, alimentando-a com a religião e conservando-a com a teologia, de um lado, e o moralismo normativo dos filósofos, de outro."(Chauí) http://biblioteca.clacso.edu.ar/ar/libros/secret/filopolmpt/06_chaui.pdf)

A mim Encanta a crença de Einstein, “no Deus de Spinoza, que se revela por si mesmo na harmonia de tudo o que existe, e não no Deus que se interessa pela sorte e pelas ações dos homens”. E vou além, afirmando que o mundo será muito mais harmonioso quando reconhecer a face feminina de Deus. O que me remete ao pensamento de Ivone Gebara (Não que a identifique como Spinoziana, e nem eu tampouco o sou, não por completo)

O Feminino: Caminho de Deus e a caminho a Deus "... e caminho de Deus, significa não só o sexo feminino mas significa o feminino em nós, mulheres e homens, como o masculino em nós mulheres e homens, e esse feminino e masculino que somos cada um de nós, é capaz de se aproximar da outra e do outro. Ouvir, ver e sentir sua dor e seu lamento. E dizer, primeiramente baixinho: o amor se fez carne em mim, e se o amor se fez carne em mim, e em nós, tudo pode ser manifestação desse amor, como tudo pode ser manifestação do desamor. Então eu acredito que esse Espírito de vida que está em cada gênero, em cada sexo, em cada ser sexuado e que está também nos seres animais, vegetais e no universo inteiro, esse espírito está nos chamando para termos uma especial atenção à vida das mulheres que sofrem violência domestica, violência social, do trabalho, dos meios de comunicação e violência das igrejas."
http://www.ubl.ac.cr/pdf/revistas/vyp/Ivone%20Gebara-ecofeminismo-VP27,1.pdf

Uma ideia vai levando a outra... assim é a arte de filosofar entre uma página de Spinoza e outra de Ivone Gebara uma pausa para as poesias do magnifico JAVIER JIMÉNEZ LOPEZ
https://youtu.be/iM7aklfDzyM

Volto pra cama nostálgica. (Mais sábia do que quando a deixei pela manhã) Saudades de tempos de outrora quando meu pai camponês me ensinava que Deus cabia em uma bolha de Sabão!

sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

Lúcia Peixoto Filosofa Poetizando: Perspectivas 2018!

Essa coisa de calendário, datas comemorativas, fechamento e reinicio de ciclos é mesmo uma invenção capitalista. Nem bem acabaram as uvas passas do natal e o mercado já está pronto para nos dar um banho de purpurina de carnaval. Não que eu não goste de festejar a vida, pelo contrário, levo toda e qualquer data como pretexto para saudar amigos, abraçar a família e fazer caras e bocas para as fotos.

O que me faz sentar diante do teclado, hoje último dia da Primeira semana de 2018 e analisar atentamente minha retrospectiva de 2017 é a esperança de que ainda que “Ilusoriamente” um ciclo se encerre para que outro se inicie. Já que é hora de esbouçar linhas mestras que nortearão o planejamento do novo ano, pensei em começar traçando as perspectivas... e cá estou a ruminar.

Na vida pessoal muito a agradecer, meus filhos crescem saudáveis, seus sonhos alimentam minha labuta, a vida amorosa segue em compasso de espera (Não de um príncipe encantado, que nunca fui gata borralheira). Que venham novos dias!

Profissionalmente sinto-me realizada no desejo de partilhar conhecimentos, há muito a aprender e um pouco a ensinar, a sala de aula é onde eu sempre quis estar.

O que me inquieta de fato é a Militância, no sentindo definido pelo dicionário (Prática da pessoa que defende uma causa, de quem busca a transformação da sociedade através da ação: militância política, social, estudantil, etc...) Salientando para importância de não confundir com: Militança ( trabalho e/ou ofício de militar), termos infelizmente antagônicos, uma vez que nós Militantes estamos (ou devemos estar) na defesa dos interesses da classe trabalhadora (não que o militar não seja trabalhador, só não se reconhece como tal, exceto em raríssimas ocasiões revolucionárias, as fardas estão sempre a serviço dos governos sustentados pelos patrões.) Esclarecido o significado dos termos e suas implicações, vamos às inquietações.

2018 tende a ser continuação do “nefasto 2017” com a consolidação da política do governo ilegítimo de Temer sob a égide positivista da “Ordem e Progresso” que embarcou o país inteiro num trem desgovernado rumo ao engodo que os golpistas chamaram “Ponte para o futuro”, que nada mais é que uma pinguela com destino ao passado. (Haja visto o roteiro reacionário das tais reformas).

Considerando que este será um ano eleitoral redobra a necessidade de intensa militância, para que interesses pessoais não se sobrepõem aos coletivos e não haja abuso de poder, mesmo no campo da esquerda onde atuamos (utilização da máquina pública e sindical) por parte de pseudos representantes de classe (candidatos (as) a cargos eletivos).
Destarte início “minhas perspectivas” inspirada em Maiakóvski "Não estamos alegres, é certo, mas também por que razão haveríamos de ficar tristes? O mar da história é agitado. As ameaças e as guerras havemos de atravessá-las, rompê-las ao meio, cortando-as como uma quilha corta as ondas". Convidando a esperançar filosofando e poetizando a vida que seguira o curso que vamos determinar!

Se há destino não sei
Fato é que gosto de contar com a sorte
Deixar que “ o acaso me proteja caso eu fique distraída”Para que quando meus hiatos se prologarem em demasia
Os devaneios me roubarem a realidade
A deusa me ajude
Trilhar o melhor caminho
Saber a hora certa de parar e respirar
Se necessário redefinir o percurso
Recomeçar, sem jamais perder de vista o horizonte
Sabendo que a utopia é meu pote de ouro
Não importa o quanto eu tenha que caminhar
Ela estará me esperando
Lá no infinito, onde nasce o arco íris!

https://youtu.be/92xZC2H9df0


quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Retrospectiva: As batalhas de 2017

Apesar de Temer as consequências deste "longo ano politicamente falando", Sigo em frente semeando esperança rumo a utopia possível.


Olho pra trás e nem avisto mais onde se iniciou a jornada, foram tantos encontros, reencontros e desencontros, risos e lágrimas, exaustiva e prazerosa labuta alimentada com pó de giz e tinta a colorir a vida de Ninfas e Imberbes no chão das salas de aulas (16 salas ao todo numa media de 400 alunos)

Por temer a traição da memoria recorro às redes sociais afim de ser fiel aos fatos que marcaram o ano que finda, foram inúmeras postagens... Dizem alguns aqui de casa que teve até arroz queimado por ter me distraído espinhando a janelinha virtual (o que nego sem muita convicção) Teve também amig@s próxim@s enciumad@s por tantas curtidas e compartilhamentos. (É possível que tenha havido um certo exagero). Fato é que não faltou tempo para os encontros reais. Teve muita cerveja, comida boa, música, poesia e abraços apertados. Reuniões e inúmeras pautas debatidas no partido (Psol), No sindicato (Apeoesp Franco da Rocha) nas escolas e na comunidade. E claro Reflexão Filosófica e Práxis Revolucionária nas Associações de Filosofia (Aproffesp e Aproffib).

No primeiro registro do ano cumpro um delicioso ritual, degustando uvas frescas em companhia da família de sangue e de alma.

Legenda: "2016 já pode ir e levar contigo toda a negatividade dos Golpistas... 2017 nos traga muita paz, esperança e força para os embates que virão!"


Esperançados foram os primeiros dias de janeiro de 2017, dias de férias acarinhado as crias, passeando no parque fazendo bolinho de chuva saboreando as delicias e simplicidades da vida.

Nem bem chegou o Carnaval vieram as atribulações com a Atribuição de aula, Planejamentos e volta ao trabalho!

O Governo ilegitimo e seus golpistas não nos deram trégua e tivemos que arregaçar as mangas e ir pra luta, contra as Reforma/Desmonte das leis trabalhistas. E fomos pra ruas, tomamos as praças e em 08 de março realizamos Assembleia Estadual de professores com indicativo de greve e nos juntamos à Marcha das Mulheres, gritando numa só voz "Nenhuma a Menos"! Não aceitamos nenhum tipo de violência de gênero, não aceitamos o aumento da violência contra a mulher e combatemos a cultura machista patriarcal que machuca e mata mulheres aos milhares no mundo inteiro sendo o Brasil o 5º país com maior taxa de feminícidio. Não aceitamos a Reforma da Previdência que vitima toda a classe trabalhadora e de modo ainda mais perverso as mulheres.

Legenda: EU PARO! BORA FLORIR AS RUAS COM NOSSOS SONHOS E EXIGIR O QUE É NOSSO POR DIREITO! "Porque o nosso lugar é onde quisemos estar!"

E assim foram os nossos dias, marcados por muitas lutas e mobilizações em preparação a uma grande greve geral para parar as reformas e denunciar a política reacionária e fundamentalista de Temer. Nos posicionamos Contra a Reforma do Ensino Médio, Contra a Reforma da Previdência que ameaça o direito à aposentadoria e Contra a Terceirização que precariza as condições de trabalho afetando toda a Classe Trabalhadora da qual fazemos parte.


Como nem tudo são pedras, e sigo por convicção as pegadas da grande filosofa Rosa de Luxemburgo ciente do peso das correntes, o árduo caminhar me levou a integrar a Direção Estadual da Aproffesp (Associação de professores de filosofia e filósofos(as) do Estado de São Paulo). Contribuindo no campo sindical na reflexão e práxis para construção de uma sociedade mais justa e fraterna edificada no direito ao livre pensar. Parafraseando Gramsci, seguimos instruindo, "porque teremos necessidade de toda vossa inteligência. Agitai-vos porque teremos necessidade de todo vosso entusiasmo. Organizai-vos porque teremos necessidade de toda vossa força.”



Em abril hasteamos bandeiras de esperança por todo o Brasil, construímos uma grande mobilização e
paramos o país. A classe trabalhadora acenava para as direções sindicais sua disposição para a luta contra às reformas, conclamando uma greve geral no dia 30 de junho, infelizmente os "representantes burocratizados" não entenderam o recado e desceram as bandeiras à meio-pau.


Em 1º de maio a Praça da Sé (Não tão lotada como outrora) celebrou a vida e a luta da Classe trabalhadora. Num cenário de retrocesso e ataques brutais contra o Conjunto da Classe Trabalhadora, avanço do conservadorismo e de ideias fascistas que ameaçam a democracia e as conquistas dos últimos períodos, ameaçando sobre maneira a nós mulheres lembramos uma vez mais Simone de Beauvoir: “É pelo trabalho que a mulher vem diminuindo a distância que a separava do homem, somente o trabalho poderá garantir-lhe uma independência concreta”. Nós assumimos mais uma vez a vanguarda e fomos para o enfrentamento irmanadas com nossos companheiros que já se emanciparam dos velhos conceitos machistas, sexistas e entenderam que a luta é de todas e todos contra o sistema da dominação do capital que explora homens e mulheres e agora ameaça de modo vil as gerações futuras. Nossa luta é contra o sistema capitalista.

Ainda no primeiro bimestre do "longo ano" teve eleições da Apeoesp. Teve Oposição Unificada (Lutamos o bom combate) Garantimos direções de várias Subsedes de Luta. Infelizmente na direção estadual não conseguimos derrotar a Chapa da situação que jogou toda a estrutura sindical e partidária a favor da continuação de um sindicato que consideramos demasiado burocratizado.





Resumo em breves pinceladas o segundo semestre que foi demasiado duro e impôs derrotas significantes à classe trabalhar diante da consolidação do Golpe que culminou com a aprovação das chamadas "Reformas" verdadeiro desmonte das leis trabalhistas com aprovação da Terceirização, Retrocesso nas Leis Trabalhistas, etc... E findamos o ano com a ameça da aprovação da Reforma da Previdência que ataca de forma direta o conjunto da classe trabalhadora.

Se é verdade que perdemos, também é verdade que não arregamos e na primeira hora de 2018 estaremos apostos para defender a construção de uma sociedade mais justa e Fraterna, uma sociedade socialista.

    

   

Professores em Luta por uma educação Pública, Gratuita e de Qualidade para tod@s!


Assembleia de Professores na Praça da República



Ato Contra a Reforma da Previdência no Palácio dos Bandeirantes

Representação da subsede de Franco da Rocha na Aesp contra a votação do PL 920

Plenária do Psol Caieiras Parabéns companheirada

6°CONGRESSO ESTADUAL DO PSOL - TLS e coletivo de Mulheres apoiando Lisete Pré Candidata a Governadora

VII Conferencia Estadual de Mulheres da Apeoesp: Representando a Subsede de Franco da Rocha

05 de Dezembro Ato Contra a Reforma da Previdencia: Na luta contra a Reforma da Previdência, Contra o recuo absurdo das Centrais Sindicais. Em defesa de uma saída Socialista para o Brasil!. Defendemos a Pré candidatura do companheiro Plínio à Presidente da República pelo PSOL

6º Encontro Regional para Reflexão de Políticas Públicas para Mulheres
Orgulho dessas guerreiras que tecem na luta do dia a dia uma rede de proteção contra toda e qualquer forma de violência contra a mulher! Parabéns meninas! #NemUmaMenos!

Plenária Estadual da TLS - Orgulho de fazer parte deste time.



Abraço de Luta companheirada! Nos encontramos em 2018

É preciso Resistir, Lutar e não Desistir Jamais!

Lúcia Peixoto, Filósofa, Militante do Psol, da APEOESP e da APROFFESP.

APOIO A CANDIDATURA DO PROF. ALDO SANTOS 5065: Carta aos Professores e Professoras

Neste momento de profunda divisão entre os detentores do capital e os explorados historicamente pelo sistema capitalista, não tem espaço...