sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

Lúcia Peixoto Filosofa Poetizando: Perspectivas 2018!

Essa coisa de calendário, datas comemorativas, fechamento e reinicio de ciclos é mesmo uma invenção capitalista. Nem bem acabaram as uvas passas do natal e o mercado já está pronto para nos dar um banho de purpurina de carnaval. Não que eu não goste de festejar a vida, pelo contrário, levo toda e qualquer data como pretexto para saudar amigos, abraçar a família e fazer caras e bocas para as fotos.

O que me faz sentar diante do teclado, hoje último dia da Primeira semana de 2018 e analisar atentamente minha retrospectiva de 2017 é a esperança de que ainda que “Ilusoriamente” um ciclo se encerre para que outro se inicie. Já que é hora de esbouçar linhas mestras que nortearão o planejamento do novo ano, pensei em começar traçando as perspectivas... e cá estou a ruminar.

Na vida pessoal muito a agradecer, meus filhos crescem saudáveis, seus sonhos alimentam minha labuta, a vida amorosa segue em compasso de espera (Não de um príncipe encantado, que nunca fui gata borralheira). Que venham novos dias!

Profissionalmente sinto-me realizada no desejo de partilhar conhecimentos, há muito a aprender e um pouco a ensinar, a sala de aula é onde eu sempre quis estar.

O que me inquieta de fato é a Militância, no sentindo definido pelo dicionário (Prática da pessoa que defende uma causa, de quem busca a transformação da sociedade através da ação: militância política, social, estudantil, etc...) Salientando para importância de não confundir com: Militança ( trabalho e/ou ofício de militar), termos infelizmente antagônicos, uma vez que nós Militantes estamos (ou devemos estar) na defesa dos interesses da classe trabalhadora (não que o militar não seja trabalhador, só não se reconhece como tal, exceto em raríssimas ocasiões revolucionárias, as fardas estão sempre a serviço dos governos sustentados pelos patrões.) Esclarecido o significado dos termos e suas implicações, vamos às inquietações.

2018 tende a ser continuação do “nefasto 2017” com a consolidação da política do governo ilegítimo de Temer sob a égide positivista da “Ordem e Progresso” que embarcou o país inteiro num trem desgovernado rumo ao engodo que os golpistas chamaram “Ponte para o futuro”, que nada mais é que uma pinguela com destino ao passado. (Haja visto o roteiro reacionário das tais reformas).

Considerando que este será um ano eleitoral redobra a necessidade de intensa militância, para que interesses pessoais não se sobrepõem aos coletivos e não haja abuso de poder, mesmo no campo da esquerda onde atuamos (utilização da máquina pública e sindical) por parte de pseudos representantes de classe (candidatos (as) a cargos eletivos).
Destarte início “minhas perspectivas” inspirada em Maiakóvski "Não estamos alegres, é certo, mas também por que razão haveríamos de ficar tristes? O mar da história é agitado. As ameaças e as guerras havemos de atravessá-las, rompê-las ao meio, cortando-as como uma quilha corta as ondas". Convidando a esperançar filosofando e poetizando a vida que seguira o curso que vamos determinar!

Se há destino não sei
Fato é que gosto de contar com a sorte
Deixar que “ o acaso me proteja caso eu fique distraída”Para que quando meus hiatos se prologarem em demasia
Os devaneios me roubarem a realidade
A deusa me ajude
Trilhar o melhor caminho
Saber a hora certa de parar e respirar
Se necessário redefinir o percurso
Recomeçar, sem jamais perder de vista o horizonte
Sabendo que a utopia é meu pote de ouro
Não importa o quanto eu tenha que caminhar
Ela estará me esperando
Lá no infinito, onde nasce o arco íris!

https://youtu.be/92xZC2H9df0


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