domingo, 18 de novembro de 2018

Lúcia Peixoto - Presidenta da APROFFESP Convida para às Plenárias de 22/...





ASSOCIAÇÃO DOS PROFESSORES/AS DE FILOSOFIA E FILÓSOFOS/AS 
DO ESTADO DE SÃO PAULO


CONVIDA - Plenárias Regionais e Plenária Estadual

TEMÁTICA: Desdobramentos pós-eleições e os rumos filosóficos da educação

Plenárias Regionais (Coordenadores devem confirmar os locais pelo e-mail: organizativoaproffesp@gmail.com)

SUGESTÃO DE PAUTA:
1.Conjuntura política e o novo quadro educacional;
2.Fortalecimento coletivo da APROFFESP, com a eleição da nova diretoria e planos de ação a partir das regiões;
3.Pauta Local;
4.Informes gerais.

Plenária Estadual: 14h00 na Casa da Solidariedade - Rua Gravi, 60 Metrô Praça da Árvore

Página 37 da Executivo - Caderno 1 do Diário Oficial do Estado de São Paulo (DOSP) de 15 de Novembro de 2018
Despacho do Secretário, de 14-11-2018
Documento: 1642170/2018
Interessada: Aproffesp
Assunto: Afastamento

“Diante dos elementos de instrução que constam dos autos, e atendidas as disposições do artigo 69 da Lei 10.261/68 e Decreto 52.322/69, Autorizo, nos termos propostos, o afastamento dos Professores de Filosofia e Diretores da Aproffesp para participarem das Plenárias Regionais e Estadual, no dia 22-11-2018”


DIRETORIA DA APROFFESP – Contatos: e 11 951281352 (Lúcia Peixoto) 11 99386 9074 (Chico Gretter) e 11 98250 5385(Aldo Santos)


A APROFFESP conta exclusivamente com a contribuição mensal (R$ 15,00) de seus associados para manter suas atividades. Ainda temos camisetas e canecas do nosso IV Encontro e continuamos a campanha de venda do livro que apresenta uma rica contribuição filosófica para o debate educacional. Adquira o seu pelo valor de R$ 50,00 (60,00 para o enviar pelo correio).

PEDIDOS: Aqui nos comentários
E-MAIL: aproffespestadual@gmail.com
WHATSAPP: 11 951281352 (Lúcia) 11-972583159 (Soninha)

Lúcia Peixoto - Presidenta da APROFFESP Convida para às Plenárias de 22/...





ASSOCIAÇÃO DOS PROFESSORES/AS DE FILOSOFIA E FILÓSOFOS/AS 
DO ESTADO DE SÃO PAULO


CONVIDA - Plenárias Regionais e Plenária Estadual

TEMÁTICA: Desdobramentos pós-eleições e os rumos filosóficos da educação

Plenárias Regionais (Coordenadores devem confirmar os locais pelo e-mail: organizativoaproffesp@gmail.com)

SUGESTÃO DE PAUTA:
1.Conjuntura política e o novo quadro educacional;
2.Fortalecimento coletivo da APROFFESP, com a eleição da nova diretoria e planos de ação a partir das regiões;
3.Pauta Local;
4.Informes gerais.

Plenária Estadual: 14h00 na Casa da Solidariedade - Rua Gravi, 60 Metrô Praça da Árvore

Página 37 da Executivo - Caderno 1 do Diário Oficial do Estado de São Paulo (DOSP) de 15 de Novembro de 2018
Despacho do Secretário, de 14-11-2018
Documento: 1642170/2018
Interessada: Aproffesp
Assunto: Afastamento

“Diante dos elementos de instrução que constam dos autos, e atendidas as disposições do artigo 69 da Lei 10.261/68 e Decreto 52.322/69, Autorizo, nos termos propostos, o afastamento dos Professores de Filosofia e Diretores da Aproffesp para participarem das Plenárias Regionais e Estadual, no dia 22-11-2018”


DIRETORIA DA APROFFESP – Contatos: e 11 951281352 (Lúcia Peixoto) 11 99386 9074 (Chico Gretter) e 11 98250 5385(Aldo Santos)


A APROFFESP conta exclusivamente com a contribuição mensal (R$ 15,00) de seus associados para manter suas atividades. Ainda temos camisetas e canecas do nosso IV Encontro e continuamos a campanha de venda do livro que apresenta uma rica contribuição filosófica para o debate educacional. Adquira o seu pelo valor de R$ 50,00 (60,00 para o enviar pelo correio).

PEDIDOS: Aqui nos comentários
E-MAIL: aproffespestadual@gmail.com
WHATSAPP: 11 951281352 (Lúcia) 11-972583159 (Soninha)

quinta-feira, 15 de novembro de 2018

129 ANOS DEPOIS: O "MITO" DA NOVA, VELHA REPÚBLICA BRASILEIRA

Neste feriado em "comemoração" aos 129 anos da Proclamação da República no Brasil, ouso publicar algumas reflexões, sobre o sentimento republicano do "povo brasileiro".

Busco compreender o atual cenário político que se desenha no Brasil pós eleições de 2018, com a vitória de ideias nacionalistas erigidas sob o fundamentalismo religioso, e um pseudo liberalismo positivista. sobre o lema "Brasil acima de tudo, Deus acima de todos". Ouço alguns "cientistas virtuais", autodidatas, publicando as mais variadas e assustadoras/absurdas afirmações sobre o que chamam "A Nova Política" a "Política do Mito". O que nós remete a um questionamento etimológico.

Mito palavra de origem grega Mythos "Narrativa de teor fantástico e simbólico, normalmente com personagens ou seres que incorporam as forças da natureza e as características humanas. Algo ou alguém cuja existência não é real ou não pode ser comprovada.

De acordo com o Senso Comum mito significa: mentira, narrativa fantasiosa sobre um "Personagem, fato ou particularidade que, não tendo sido real, simboliza não obstante uma generalidade que devemos admitir. Coisa ou pessoa que não existe, mas que se supõe real. Coisa só possível por hipótese; quimera."

O que nos leva a concluir que uma parcela significativa do "povo brasileiro" ou não entende o significado de Mito, ou comprou passagem para uma Ilha da Fantasia, misto de Terra do Nunca e Utopia, a ser governada por um capitão ao qual atribuem poderes mitológicos salvíficos.

Um olhar panorâmico sobre a história do Brasil, nos possibilita uma analogia entre o emblemático momento político atual e outros tantos que já vivemos. Para entender a logica (a mim irracional) daquelas que embarcaram na aventura "mitológica", revisito as páginas da história, onde primeiramente reencontro Marx a nos lembrar que "A história se repete, a primeira vez como tragédia e a segunda como farsa."

Muitos historiadores se dedicaram e dedicam-se ao estudo da história numa perspectiva de descobrir e apropriar-se do resultado da ação humana no tempo, que se transforma em realidade concreta individual e social. O historiador José Murilo de Carvalho busca interpretar a dinâmica conflituosa do imaginário político-social, em Os bestializados (1987) mostra como em 1889, quando da Proclamação da República no Brasil o "povo" acreditava tratar-se da conquista ao direito de cidadania e participação de todas as camadas sociais no "Novo Governo", expectativa essa frustrada já nos primeiros dias de implementação do "novo regime", que beneficiou somente as oligarquias em detrimento das parcelas mais pobres da sociedade, constituída principalmente por ex-escravizados e seus descendentes. "A República Federativa Brasileira nasce pelas mãos dos militares que se veriam a partir de então como os defensores da Pátria brasileira." 

Por fim, concluo esse preâmbulo com a canção popular de autoria de Arnaldo Brandao e Cazuza . "Eu vejo o futuro repetir o passado. Eu vejo um museu de grandes novidades. O tempo não para. Não para, não, não para..." 

https://www.letras.mus.br/cazuza/45005/


Lúcia Peixoto, Poeta e Escritora, Filósofa, Professora de filosofia na Rede Pública de Educação do Estado de São Paulo, Presidenta da APROFFESP




CARVALHO, José Murilo de. Os bestializados. O Rio de Janeiro e a República que não foi. São Paulo: Companhia das Letras, 2013

MARX, Karl. O 18 Brumário de Luís Bonaparte. São Paulo: Boitempo, 2011












terça-feira, 6 de novembro de 2018

PLENÁRIA ESTADUAL DA APROFFESP: 22 DE NOVEMBRO DE 2018

Convidamos todas e todos a participarem da nossa última Plenária Estadual do ano de 2018.

TEMÁTICA: Desdobramentos pós eleições e os rumos filosófico da educação

PAUTA: Apresentação da nova diretoria eleita e perspectivas para o próximo triênio; - Conjuntura educacional e os novos desafios; - Fortalecimento da APROFFESP no Estado de São Paulo, organizando Regionais com agenda de reuniões e encaminhamentos.

Pela manhã acontecem às Plenárias Regionais - Aguardando o deferimento do Abano de Ponto para professores de Filosofia da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo


domingo, 4 de novembro de 2018

DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA: Dandara e Marielle Franco sementes de resistência, presentes hoje e sempre!






CAMPANHA PELO FERIADO NACIONAL DO DIA 20 DE NOVEMBRO DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA

“Companheira me ajuda, que eu não posso andar só.

Eu sozinha ando bem, mas com você ando melhor”

Em memória dos quase 400 anos de escravidão e luta por liberdade. Não queremos “emenda de feriado” queremos respeito a data que representa a herança histórica da população negra no processo de libertação e de luta por direitos.
Das mães negras aprisionadas, que nos navios negreiros suas saias rasgavam para transformar medo e dor em alento para suas crianças. Abayomi[1], mas que boneca de pano, (encontro precioso). De Dandara de Palmares à Marielle Franco somos milhares de guerreiras, muitas como eu de pele “mais clara”, brasileiras, afrodescendentes irmanadas na mesma sina, rasgar nossas saias, abrir nossas almas, jamais calar diante da opressão de uma sociedade que viola nossos corpos, fere nossas almas, mas jamais matará nosso anseio por liberdade.

Reproduzir ABAYOMI é bem mais que “resgate cultural” é Reforçar elos de resistência é UBUNTU
[2] (Ser com o outro). Como Dandara foi com Zumbi em defesa de Palmares, como Marielle é com todas nós, semente de resistência!

Para além do "racismo" hoje lembrado
Filosofo sobre a questão de Gênero
O lugar da mulher, negra, mestiça, brasileira
Pela historiografia oficial usurpado
Faço memoria à Dandara de Palmares
Mulher negra guerreira
Que por amor foi com Zumbi casada
Capoeira das mais bravas
Empunhava armas, branca ou de fogo não importava!
Ao lado de Zumbi governava
Em defesa do Quilombo na luta por liberdade
Dandara não tombou viva
Se atirou dum penhasco
Melhor morta que escrava
Quisera a história, branca machista enterrar Dandara
Não lhe escreveram a biografia
Não registraram sua idade, onde nascera, filha de quem era
Mas aqueles que se rebelaram, de boca em boca contaram
Se é verdade que Zumbi foi Rei
Dandara foi rainha de Palmares!
... 
Quando compus os primeiros versos, Marielle florescia
Os frutos vindouros assombraram a “Casa Grande”
No dia 14 de março de 2018
Marielle foi ceifada
Não sabiam seus algozes
Tal qual Zumbi e Dandara
Corpos podem ser dilacerados
Atirados de penhascos
Esquartejados
Alvejados de balas (legalizadas)
Sonhos não podem ser enterrados!

Lúcia Peixoto, Poeta e Escritora, Filósofa, Professora de filosofia na Rede Pública de Educação do Estado de São Paulo, Presidenta da APROFFESP

[1] boneca Abayomi (encontro precioso)
Conta-se que nas viagens de travessia do Atlântico do tráfico negreiro, em meio as mais diversas agruras, as crianças africanas choravam assustadas porque viam a dor e o desespero dos adultos. As mães negras, então, para acalentar suas crianças, rasgavam tiras de pano de suas saias e faziam bonecas com elas para as crianças brincarem.

[2] Ubuntu é uma filosofia africana, presente na cultura de alguns grupos que habitam a África Subssariana, cujo significado se refere a humanidade com os outros. ...Ubuntu significa generosidade, solidariedade, compaixão com os necessitados, e o desejo sincero de felicidade e harmonia entre os seres humanos.

Publicado em: http://abcdaluta.com.br/post/campanha-pelo-feriado-nacional-do-dia-20-de-novembro-dia-da-consciencia-negra-dandara-e-marielle-franco-sementes-de-resistencia-presentes-hoje-e-sempre

sábado, 3 de novembro de 2018

CAMPANHA PELO FERIADO NACIONAL DE 20 DE NOVEMBRO: Zumbi e Dandara, Marielle Franco e Mestre Moa do Katendê, Presentes!




Por que um feriado Nacional para celebrar o Dia da Consciência Negra?
Em 9 de janeiro de 2003, foi sancionada a lei n°10.639/03 que institui a obrigatoriedade da inclusão do ensino da História da África e da Cultura Afro-brasileira, nos currículos de estabelecimentos públicos e particulares de ensino da educação básica.
Com a Lei 10.639/03 também foi instituído o dia 20 de novembro como dia Nacional da Consciência Negra sendo outorgada aos estados e municípios decretarem feriado ou não.
A data faz memória ao dia da morte do líder quilombola negro Zumbi dos Palmares. (1655-1695)

Em 06 de Outubro de 2017 a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania aprovou o Projeto de Lei 296/15, que transforma o Dia Nacional da Consciência Negra em Feriado Nacional
O parecer do relator, deputado Chico Alencar (Psol-RJ), foi pela constitucionalidade, juridicidade e técnica legislativa do projeto e do substitutivo da Comissão de Cultura. Em vez de criar uma nova lei, o substitutivo modifica a Lei 662/49, que define os feriados nacionais.
http://www2.camara.leg.br/camaranoticias/noticias/DIREITOS-HUMANOS/546143-CCJ-APROVA-FERIADO-NACIONAL-NO-DIA-DA-CONSCIENCIA-NEGRA.html

ZUMBI DOS PALMARES
Zumbi nasceu no estado de Alagoas no ano de 1655. Foi o principal representante da resistência negra à escravidão na época do Brasil Colonial. Foi líder do Quilombo dos Palmares, comunidade livre formada por escravos fugitivos dos engenhos, índios e brancos pobres expulsos das fazendas. O Quilombo dos Palmares estava localizado na região da Serra da Barriga, que, atualmente, faz parte do município de União dos Palmares (Alagoas). Na época em que Zumbi era líder, o Quilombo dos Palmares alcançou uma população de aproximadamente trinta mil habitantes. Nos quilombos, os negros viviam livres, de acordo com sua cultura, produzindo tudo o que precisavam para viver.simbolo da resistência negra à escravidão na época do Brasil Colonial.

Embora tenha nascido livre, foi capturado quando tinha por volta de sete anos de idade. Entregue ao padre jesuíta católico Antônio Melo, recebeu o batismo e ganhou o nome de Francisco. Aprendeu a língua portuguesa, latim, álgebra e a religião católica, chegando a ajudar o padre na celebração da missa. Porém, aos 15 anos de idade, fugiu de Porto Calvo para viver no quilombo dos Palmares. Na comunidade, deixou de ser Francisco para ser chamado de Zumbi (que significa aquele que estava morto e reviveu, no dialeto de tribo imbagala de Angola).
No ano de 1675, o quilombo é atacado por soldados portugueses. Zumbi ajuda na defesa e destaca-se como um grande guerreiro. Após um batalha sangrenta, os soldados portugueses são obrigados a retirar-se para a cidade de Recife. Três anos após, o governador da província de Pernambuco aproxima-se do líder Ganga Zumba para tentar um acordo, Zumbi coloca-se contra o acordo, pois não admitia a liberdade dos quilombolas, enquanto os negros das fazendas continuariam aprisionados.
Em 1680, com 25 anos de idade, Zumbi torna-se líder do quilombo dos Palmares, comandando a resistência contra as topas do governo. Durante seu “governo” a comunidade cresce e se fortalece, obtendo várias vitórias contra os soldados portugueses. O líder Zumbi mostra grande habilidade no planejamento e organização do quilombo, além de coragem e conhecimentos militares.
O bandeirante Domingos Jorge Velho organiza, no ano de 1694, um grande ataque ao Quilombo dos Palmares. Após uma intensa batalha, Macaco, a sede do quilombo, é totalmente destruída. Ferido, Zumbi consegue fugir, porém é traído por um antigo companheiro e entregue as tropas do bandeirante. Aos 40 anos de idade, foi degolado em 20 de novembro de 1695.

É justa a reivindicação do feriado nacional em memória dos quase 400 anos de escravidão e luta por liberdade. Uma data que representa a herança histórica da população negra no processo de libertação e de luta por direitos violados.



DANDARA DE PALMARES
São pouquíssimos os registros sobre Dandara, alguns pesquisadores, como o professor Kleber Henrique, a apresentam como uma guerreira evidenciando suas habilidades de líder e sua sede por liberdade. Além de esposa de Zumbi e mãe de 3 filhos, ela lutou com armas pela libertação total das negras e negros no Brasil, liderava mulheres e homens, também tinha objetivos que iam às raízes do problema e, sobretudo, não se encaixava nos padrões de gênero que ainda hoje são impostos às mulheres. É exatamente por essa marca do machismo que Dandara não é reconhecida nem estudada. A maior parte da sua história é envolta em grande mistério. Sabe-se que Dandara suicidou-se (jogou-se de uma pedreira ao abismo) depois de emboscada, em 6 de fevereiro de 1694, para não retornar à condição de escrava. Dandara vive em todas que lutam por liberdade.
https://www.geledes.org.br/e-dandara-dos-palmares-voce-sabe-quem-foi/https://www.geledes.org.br/onde-estao-os-herois-negros-na-historia-brasil/

Zumbi e Dandara de Palmares Presentes na luta de Tod@s que lutamos por liberdade!

Para alem do "racismo" hoje lembrado
Filosofo sobre a questão de Gênero
O lugar da mulher negra
Pela historiografia oficial usurpado
Faço memoria à Dandara de Palmares
Mulher negra guerreira
Que por amor foi com Zumbi casada
Capoeira das mais bravas
Empunhava armas, branca ou de fogo não importava!
Ao lado de Zumbi governava
Em defesa do Quilombo na luta por liberdade
Dandara não tombou viva
Se atirou dum penhasco
Melhor morta que escrava
Quisera a história, branca machista enterrar Dandara
Não lhe escreveram a biografia
Não registraram sua idade, Onde nascera, filha de quem era
Mas aqueles que se rebelaram, de boca em boca contaram
Se é verdade que Zumbi foi Rei
Dandara foi rainha de Palmares!

Lúcia Peixoto, Poeta  e Escritora, Filósofa, Professora de filosofia na Rede Pública de Educação do Estado de São Paulo, Presidenta da APROFFESP

Para entender melhor:
A campanha pelo feriado Nacional no dia 20 de novembro é em memória a Palmares, Zumbi e todos e todas que tombaram na luta contra a escravidão humana em 1695.
http://abcdaluta.com.br/post/campanha-pelo-feriado-nacional-no-dia-20-de-novembro-e-em-memoria-palmares-zumbi-e-todos-e-todas-que-tombaram-na-luta-contra-escravidao-humana-em-1695: http://abcdaluta.com.br/post/campanha-pelo-feriado-nacional-no-dia-20-de-novembro-e-em-memoria-palmares-zumbi-e-todos-e-todas-que-tombaram-na-luta-contra-escravidao-humana-em-1695



https://www.facebook.com/aproffespestadual/videos/860662714115252/?t=5


PROFESSORA LÚCIA PEIXOTO: APROFFESP IV ENCONTRO ESTADUAL DE PROFESSORES/AS DE FILOSOFIA E FILÓSOFOS/AS DA APROFFESP.

Mesa Temática: Os Direitos Humanos as diversidades e o Papel da Filosofia.


(O que preparei para expor... não sei se disse tudo.)

"Os Direitos Humanos, as diversidades e o papel da Filosofia”

O presente ensaio lança um olhar panorâmico numa perspectiva filosófica sobre a realidade dos Direitos Humanos na Sociedade contemporânea. Discutindo a dicotomia entre os avanços e transformações por que passa a humanidade, fruto das tecnologias de comunicação e informação, e ao mesmo tempo a petrificação de paradigmas culturais no tocante ao respeito a diversidade e aos Direitos Humanos. Tomando para análise a categoria “mundo contemporâneo” é fácil constatar que muitos nomes estão sendo utilizados para descrever esse cenário de transformações porque passa o planeta nos dias atuais. No entanto cabe à filosofia perguntar: As novas tecnologias de comunicação e informação produziram uma verdadeira mudança cultural, atingindo a vida de todas as pessoas?

E aqui, abro um parênteses filosófico: Como é que nós professoras e professores, filósofas e filósofos lidamos com a diversidade? Como a filosofia ao longo da história tem se relacionado com os Direitos humanos?

Sabe-se que a História dos Direitos Humanos precede até mesmo a história do pensamento filosófico uma vez que remonta ao início da civilização. O Tempo não nos permite aqui um balanço sobre essa complexa relação, tema de estudo de muitos filósofos, que se propuseram a investigar a “relação entre o indivíduo e o coletivo”. Nos limitaremos ao exposto por Hannah Arendt

“Em “As Origens do Totalitarismo”, importante livro de Hannah Arendt (1906-1975), há um fragmento provocativo, que nos remete a uma reflexão sobre algumas perplexidades e paradoxos dos direitos humanos. Esse precioso livro discute o antissemitismo, o imperialismo e, principalmente, os regimes totalitaristas. O livro foi escrito nos Estados Unidos, originariamente em inglês (que não era a língua materna de sua autora), em contexto de muita angústia, que marcou o pós-guerra. É mais um desdobramento intelectual das denúncias que se colhiam contra o nazismo e o estalinismo. Trata-se de livro emblemático dos tempos da guerra fria. Os temas e posições que Hannah Arendt enfrentou e revelou, no entanto, são absolutamente atuais. Há direitos humanos sem vínculo de seus titulares com alguma forma política organizada e detentora de força que os garanta?”

Os direitos humanos (ou qualquer outra garantia, a exemplo da igualdade), segundo Hannah Arendt, ao contrário de quase tudo que afeta a existência humana, não é um dado, mas o resultado da ação de organização humana, ainda que orientada para princípios de justiça. Para Arendt, não se nasce igual, torna-se igual. O pertencimento a um grupo politicamente organizado é que garante essa decisão e essa constatação.

A crítica de Hannah Arendt aos Direitos Humanos, diz que a cidadania é algo fundamental para a garantia dos direitos humanos e que essa é uma condição que inviabilizava o acesso dos grupos de apátridas e dos refugiados aos direitos básicos, que sempre foram considerados universais pela tradição jusnaturalista, pois, esses grupos haviam perdido o que ela chamou de “direito a ter direitos”.

Do ponto de vista da “legalidade” os direitos humanos e a diversidade estão assegurados desde 1948, quando da promulgação da Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH), que globalizou a discussão dos direitos humanos, forçando aos Estados Nacionais a integrarem seus princípios nos seus respectivos ordenamentos jurídicos. No Brasil esses direitos são corroborados na Constituição de 1988 em seu Art. 5º “Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade...”. No entanto, na prática a teoria é outra!”

No Brasil temos assistido um avanço “Temeroso” de forças políticas reacionárias que vão na contramão da garantia à diversidade e aos direitos básicos para o desenvolvimento humano. No que se refere a “ideologia de Gênero”, por exemplo, muito embora tenha havido aparentes avanços, com o tema ocupando a mídia e até as pautas políticas percebemos que ainda há muito preconceito e hipocrisia haja visto a absurda redação do PL 7180/14 “chamado escola sem partido” que ameaça alterar a LDB para afastar a possibilidade de oferta de disciplinas com o conteúdo de "gênero" ou "orientação sexual", ou seja, o setor mais reacionário da sociedade se mobiliza para fazer retroceder qualquer avanço que tenha havido no sentido de respeito à diversidade, daí a ameaça de por outra vez no exilio a disciplina de Filosofia e demais disciplinas que visam a promoção do desenvolvimento critico emancipatório.

Por fim, cabe-nos inquerir: A quem interessa esse retrocesso? Por que calar a Filosofia, acusando-a de apologia a ideologia de gênero? O que se entende por “Ideologia de gênero?

O que é ideologia de gênero?
No sentido negativo do termo (falsa consciência das relações de dominação), ideologia de gênero é: sexismo (discriminação de sexo), machismo (subordinação das mulheres), androcentrismo (dominância de normas e valores masculinos), misoginia (depreciação das mulheres e dos valores femininos), heterossexismo (imposição da heteronormatividade, com consequente homo/lesbo/transfobia, rejeição de pessoas que assumem formas de sexualidade diferentes da heterossexualidade), analogamente ao racismo, classimo, capacitismo etc.

Daí a conclusão dos que atacam a “ideologia do gênero” a “denunciada como uma forma de ‘doutrinação neototalitária’, de raiz marxista e ateia (...) camuflada em discursos sobre emancipação, liberdade e igualdade proferidos por extremistas ambientalistas, neomarxistas e outros pós-modernos”.

Segundo Junqueira o chamado “combate a ideologia de Gênero” funciona como um slogan catalisador de manifestações contrárias a políticas sociais, reformas jurídicas e ações pedagógicas de promoção dos direitos sexuais e punição de suas violações, de enfrentamento de preconceitos, prevenção de violências e combate a discriminações (hetero)sexistas (JUNQUEIRA, 2017, p. 48) – ou seja, contrárias à legalização do aborto, à criminalização da homotransfobia, à legalização do casamento igualitário, ao reconhecimento da homoparentalidade, à extensão do direito de adoção a genitores de de mesmo sexo, e às políticas educacionais de igualdade/diversidade sexual e de gênero.

No campo filosófico é preciso fazer emergir novos paradigmas que nos possibilitem ampliar o olhar no sentido de abarcar em nossa ação diária pedagógica não somente o “discurso de respeito a diversidade” mas a pratica emancipatória. Edgar Morim nos apresenta algumas possibilidade de avançar nesse sentindo com o “paradigma da complexidade”. O Filosofo e Sociólogo parte de um conceito de inspiração kantiana para a construção de sua teoria ética, porém, em lugar dos imperativos provindos da razão prática (Kant), na Ética da complexidade, o imperativo provém de três fontes, uma fonte interna, análogo à consciência do sujeito; uma fonte externa, simulada pela cultura, pelas crenças e pelas normas pré-estabelecidas na comunidade; e de uma fonte anterior própria à organização dos seres vivos e transmitida geneticamente. A complexidade apresentada por essa ética nos exige uma reflexão sobre quão concernente são as escolhas morais que temos de fazer em nosso cotidiano. O Paradigma da complexidade pode ser um facilitador para “diminuir miopias e cegueiras e abrir a esperança a novos horizontes. A busca do esforço cósmico desesperado que, no ser humano, toma a forma de uma resistência à crueldade do mundo é o que eu chamaria de esperança. “

Referencias Bibliográficas:
Arendt, Hannah, As Origens do Totalitarismo, São Paulo: Companhia das Letras, 2012, pp. 395 e ss. Tradução de Roberto Raposo

JUNQUEIRA, Rogério Diniz. “Ideologia de gênero”: um dispositivo retórico de uma ofensiva antifeminista. In: Alfrancio Ferreira Dias; Elza Ferreira Santos; Maria Helena Santana Cruz (org.). Gênero e sexualidades: entre invenções e desarticulações. Aracaju: Editora IFS

MORIN. Edgar. O Método 1, 2, 3, 4, 5,6 (Coleção). Editora Sulina, 2005.

Confiram os videos: https://youtu.be/pOdFhxzKigo


https://youtu.be/givzY2bE53k

https://youtu.be/zqTQavgS71M

Cobertura completa do IV ENCONTRO ESRADUAL DA APROFFESP: https://www.youtube.com/user/aproffespestadual/videos?view_as=subscriber&fbclid=IwAR1tO1haXcBWkmKdtcb3qNluypcqfCeHiS2-m46QGmnWXdirgZ_odQsLfFE

Professora Lúcia Peixoto: Presidenta da APROFFESP

Por aclamação a Aproffesp Elege sua nova Diretoria para o triênio 2018/2021. Assumo com muita honra a desafiadora tarefa de prosseguir com o excelente trabalho desenvolvido sob a presidencia do valoroso professor Chico Greter. Em nome d@s componentes da chapa: "Resistir, Lutar e Vencer" saúdo todas as professoras e professores de Filosofia e Filósof@s Associados da Aproffesp Estadual .

A Associação de Professores/as de Filosofia e Filósofos/as do Estado de São Paulo - APROFFESP, fundada em 2009, prossegue na defesa da Filosofia e de uma educação laica, crítica e de qualidade. Tem por objetivo promover o ensino da disciplina nas escolas públicas e privadas; defender os interesses dos professores/as e organizar a luta da categoria em todo o Estado de São Paulo, em conjunto com Associação dos Professores/as de Filosofia e Filósofos/as do Brasil - APROFFIB.


Abraço Esperançado de Luta!

.: A eleição de Bolsonaro e a unidade da nossa classe...

Excelente Reflexão do camarada prof. Aldo Santos: Lutar, Resistir e não Desistir Jamais!



.: A eleição de Bolsonaro e a unidade da nossa classe...: A eleição de Bolsonaro e a unidade da nossa classe!  Aldo    Cidades  02/11/2018  Com o resultado da eleição com Bolsonaro pres...

quinta-feira, 18 de outubro de 2018

O Brasil que eu quero (Tião Simpatia)



#Ficaadica dessa pequena "O Brasil que eu quero não cabe em 15 segundos" ...
A força e a arte da mulher que queremos para o Brasil!
Abraço esperançando de luta!

sábado, 11 de agosto de 2018

Lúcia Peixoto: Sou PSOL sonho socialismo

Do dia de hoje só espero que passe
compassadamente, num constante tic-tac
Que os pássaros que ouço ao longe não se cansem de cantar
Que as pessoas que amo tenham motivos pra sorrir
Que quem esta distante se lembre de mim com saudades
Que os sonhos gestados na'alma
Se realizem


Bora lá semear esperança na certeza de colher um mundo mais justo e fraterno, um mundo socialista!

VAMOS FALAR DE POLÍTICA! (No sentindo Aristotélico do termo "Arte do bem comum"!) Como acompanham aqui, nas ruas nas muitas lutas que travamos, nas reuniões, no sindicato, nas escolas, nas celebrações de família, e as vezes nos "botecos" onde poetizamos e bebemoramos a vida. Tenho enorme orgulho de me apresentar como militante, hoje filiada ao Psol - Partido Socialismo e Liberdade que se apresenta nessas eleições como uma Alternativa Real de Mudança. Temos avançado bastante na Construção de um projeto político socialista que possibilite a superação da atual crise política e econômica que vitima milhares de pessoas, principalmente a classe trabalhadora e a juventude.

Não temos ilusão no atual modelo político e eleitoral brasileiro, porém, entendemos ser importante ocupar esses espaços para transforma-los, vamos disputar as eleições no âmbito nacional com a Chapa encabeçada por Guilherme Boulos Psol e Sonia Guajajara e em São Paulo Com a Professora Lisete Arelaro governadora, Silvia Ferraro e Daniel Cara Senadores. Em Caieiras optamos por juntar forças com os Companheiros Andre Sapanos pré-candidato à Deputado Estadual e e Aldo Santos pré-candidato a Deputado Federal.

NO DIA 25 DE AGOSTO ÁS 18 HORAS OS NOSSOS COMPANHEIROS PRÉ CANDIDATOS A DEPUTADOS ESTARÃO EM LARANJEIRAS-CAIEIRAS.

NÓS TEMOS OPÇÃO, TEMOS O PSOL EM CAIEIRAS!
JUNTE-SE A NÓS!

Professora Lúcia Peixoto 👊😘

quarta-feira, 25 de julho de 2018

APROFFESP ESTADUAL: NOTA DE ALERTA: NÃO À ESSA BNCC E À REFORMA DO ENS...

Bora lá companheirada... olhem o "presente de grego" do governo golpista para o nosso fim de ferias. Vamos entender o que esta por traz dessa BNCC... Desvalorização da Educação, Exílio de Disciplinas como filosofia, sociologia e outras, ou seja DESEMPREGO! DIGA NÃO À ESSA BNCC!!!



APROFFESP ESTADUAL: NOTA DE ALERTA: NÃO À ESSA BNCC E À REFORMA DO ENS...: É urgente e necessária nossa organização no debate para assumir posição contrária a essa BNCC. Fiquemos atentos e mobilizados contra mais ...

segunda-feira, 23 de julho de 2018

Neruda e Eu: Sob o olhar atento de Marx




BORA LÁ... VIVER QUE A VIDA TEM PRESSA!

"Morre lentamente quem se torna escravo do hábito, repetindo todos os dias os mesmos percursos, quem não muda a marca, quem não se arrisca vestir uma nova cor, quem não fala com quem não conhece.
Morre lentamente quem evita uma paixão, quem prefere o preto no branco e os pingos nos "is", em vez de um remoinho de emoções, justamente aquelas que fazem brilhar os olhos, aquelas que fazem de um bocejo um sorriso, aquelas que fazem bater o coração diante dos erros e dos sentimentos.
Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz no trabalho, quem não arrisca a certeza pela incerteza para prosseguir um sonho, quem não se permite ao menos uma vez na vida, fugir dos conselhos sensatos.
Morre lentamente quem não viaja, quem não lê, quem não escuta música, quem não acha graça em si mesmo.
Morre lentamente quem destrói seu amor próprio, quem não se deixa ajudar.
Morre lentamente quem passa os dias se lamentando da própria sorte ou da chuva contínua.
Morre lentamente quem abandona um projeto antes de comecá-lo, quem não faz perguntas sobre assuntos que não conhece, ou quem não responde quando lhe perguntam sobre algo que domina.
Evitamos a morte em pequenas dores, lembrando sempre que estar vivo requer um esforço muito maior do que o simples fato de respirar.
Só a ardente paciência nos levará a conquistar uma esplêndida felicidade."
Texto de Pablo Neruda- Livro- A dança


BORA LÁ... VIVER QUE A VIDA TEM PRESSA!

"Morre lentamente quem se torna escravo do hábito, repetindo todos os dias os mesmos percursos, quem não muda a marca, quem não se arrisca vestir uma nova cor, quem não fala com quem não conhece.
Morre lentamente quem evita uma paixão, quem prefere o preto no branco e os pingos nos "is", em vez de um remoinho de emoções, justamente aquelas que fazem brilhar os olhos, aquelas que fazem de um bocejo um sorriso, aquelas que fazem bater o coração diante dos erros e dos sentimentos.
Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz no trabalho, quem não arrisca a certeza pela incerteza para prosseguir um sonho, quem não se permite ao menos uma vez na vida, fugir dos conselhos sensatos.
Morre lentamente quem não viaja, quem não lê, quem não escuta música, quem não acha graça em si mesmo.
Morre lentamente quem destrói seu amor próprio, quem não se deixa ajudar.
Morre lentamente quem passa os dias se lamentando da própria sorte ou da chuva contínua.
Morre lentamente quem abandona um projeto antes de comecá-lo, quem não faz perguntas sobre assuntos que não conhece, ou quem não responde quando lhe perguntam sobre algo que domina.
Evitamos a morte em pequenas dores, lembrando sempre que estar vivo requer um esforço muito maior do que o simples fato de respirar.
Só a ardente paciência nos levará a conquistar uma esplêndida felicidade."
Texto de Pablo Neruda- Livro- A dança

quarta-feira, 4 de julho de 2018

Liberdade de Expressão: Contra a Lei da Mordaça

Uma "Comissão Especial de Deputados", na sua maioria reacionários e fundamentalistas podem votar a qualquer momento o Projeto denominado "Escola Sem Partido", visando alterar mais uma vez de forma esdruxula a LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional) num ataque aviltante a liberdade de expressão e a liberdade de cátedra, ou seja A LEI DA MORDAÇA quer negar a nós professor@s o principio básico da nossa profissão que é a liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber. Tendo como finalidade a garantia do pluralismo de idéias e concepções no ensino, bem como a autonomia didático-científica.

Entenda porque somos contra mais este golpe contra a educação:
http://revistafenix.pro.br/PDF39/dossie_1_escola_sem_partido_introdução_fenix_jan_jun_2017.pdf

quinta-feira, 31 de maio de 2018

Apoio:Pré-candidatura Aldo Santos Deputado Federal

Convidamos as companheiras e companheiros para debater as propostas da nossa pré-candidatura a Deputado Federal pelo Psol.

Dia 09/06 às 12 horas na Rua Gravi, 60 - Ao lado do Metrô Praça da Árvore - Casa da Solidariedade - São Paulo
Confirme sua presença:https://www.facebook.com/events/257702718135353/

A pré-candidatura do professor Aldo Santos a Deputado Federal vem sendo construída coletivamente com a realização de reuniões, plenárias e debates por todo o estado.

Aldo Santos, professor de Filosofia do Cursinho Passo à Frente, Formado em Filosofia, Ciências Sociais, Teologia e História, Pós-graduado em Ciências Sociais e Mestre em História e Cultura. Sindicalista, Membro da Corrente Política - TLS, Militante do Psol e Presidente da Associação dos Professores de Filosofia e Filósofos do Brasil.

CONHEÇA MAIS SOBRE A ATUAÇÃO DO PROFESSOR ALDO SANTOS:
http://professoraldosantos.blogspot.com/
https://www.facebook.com/professoraldosantos/

terça-feira, 8 de maio de 2018

Karl Marx O filósofo da revolução: 200 anos Presente hoje e sempre!

"Os modos de produção vêm definindo e delineando os embates de classe, as teorias de Marx fundamentando e combatendo o positivismo ainda militante, assim como o capitalismo em sua profundidade, nos remete a necessidade de darmos um passo à frente do ponto de vista conceitual e da práxis humana, revolucionando as aspirações pedagógicas rumo à edificação do homem e do mundo novo que devemos construir de forma revolucionária." (Aproffesp)

Karl Marx - O filósofo da revolução
Numa de suas frases mais famosas, escrita em 1845, o pensador alemão Karl Marx (1818-1883) dizia que, até então, os filósofos haviam interpretado o mundo de várias maneiras. "Cabe agora transformá-lo", concluía. Coerentemente com essa idéia, durante sua vida combinou o estudo das ciências humanas com a militância revolucionária, criando um dos sistemas de idéias mais influentes da história. Direta ou indiretamente, a obra do filósofo alemão originou várias vertentes pedagógicas comprometidas com a mudança da sociedade (leia quadro na página 54). "A educação, para Marx, participa do processo de transformação das condições sociais, mas, ao mesmo tempo, é condicionada pelo processo", diz Leandro Konder, professor da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro.

No século 20, o pensamento de Marx foi submetido a numerosas interpretações, agrupadas sob a classificação de "marxismo". Algumas sustentaram regimes políticos duradouros, como o comunismo soviético (1917-1991) e o chinês (em vigor desde 1949). Muitos governos comunistas entraram em colapso, por oposição popular, nas décadas de 1980 e 1990. Em recente pesquisa da rádio BBC, que mobilizou grande parte da imprensa inglesa, Marx foi eleito o filósofo mais importante de todos os tempos.

Luta de classes
Na base do pensamento de Marx está a idéia de que tudo se encontra em constante processo de mudança. O motor da mudança são os conflitos resultantes das contradições de uma mesma realidade. Para Marx, o conflito que explica a história é a luta de classes. Segundo o filósofo, as sociedades se estruturam de modo a promover os interesses da classe economicamente dominante. No capitalismo, a classe dominante é a burguesia; e aquela que vende sua força de trabalho e recebe apenas parte do valor que produz é o proletariado.

O marxismo prevê que o proletariado se libertará dos vínculos com as forças opressoras e, assim, dará origem a uma nova sociedade. Segundo Marx, o conflito de classes já havia sido responsável pelo surgimento do capitalismo, cujas raízes estariam nas contradições internas do feudalismo medieval. Em ambos os regimes (feudalismo e capitalismo), as forças econômicas tiveram papel central. "O moinho de vento nos dá uma sociedade com senhor feudal; o motor a vapor, uma sociedade com o capitalista industrial", escreveu Marx.

A obra de Marx reúne uma grande variedade de textos: reflexões curtas sobre questões políticas imediatas, estudos históricos, escritos militantes – como O Manifesto Comunista, parceria com Friedrich Engels – e trabalhos de grande fôlego, como sua obra-prima, O Capital, que só teve o primeiro de quatro volumes lançado antes de sua morte. A complexidade da obra de Marx, com suas constantes autocríticas e correções de rota, é responsável, em parte, pela variedade de interpretações feitas por seus seguidores.

Trabalho e alienação
Em O Capital, Marx realiza uma investigação profunda sobre o modo de produção capitalista e as condições de superá-lo, rumo a uma sociedade sem classes e na qual a propriedade privada seja extinta. Para Marx, as estruturas sociais e a própria organização do Estado estão diretamente ligadas ao funcionamento do capitalismo. Por isso, para o pensador, a idéia de revolução deve implicar mudanças radicais e globais, que rompam com todos os instrumentos de dominação da burguesia.

Marx abordou as relações capitalistas como fenômeno histórico, mutável e contraditório, trazendo em si impulsos de ruptura. Um desses impulsos resulta do processo de alienação a que o trabalhador é submetido, segundo o pensador. Por causa da divisão do trabalho – característica do industrialismo, em que cabe a cada um apenas uma pequena etapa da produção –, o empregado se aliena do processo total.

Além disso, o retorno da produção de cada homem é uma quantia de dinheiro, que, por sua vez, será trocada por produtos. O comércio seria uma engrenagem de trocas em que tudo – do trabalho ao dinheiro, das máquinas ao salário – tem valor de mercadoria, multiplicando o aspecto alienante.

Por outro lado, esse processo se dá à custa da concentração da propriedade por aqueles que empregam a mão-de-obra em troca de salário. As necessidades dos trabalhadores os levarão a buscar produtos fora de seu alcance. Isso os pressiona a querer romper com a própria alienação.

Um dos objetivos da revolução prevista por Marx é recuperar em todos os homens o pleno desenvolvimento intelectual, físico e técnico. É nesse sentido que a educação ganha ênfase no pensamento marxista. "A superação da alienação e da expropriação intelectual já está sendo feita, segundo Marx", diz Leandro Konder. "O processo atual se aceleraria com a revolução proletária para alcançar, afinal, as metas maiores na sociedade comunista."

Tempo de utopias e rebeliões na Europa
Marx viveu numa época em que a Europa se debatia em conflitos, tanto no campo das idéias como no das instituições. Já na universidade, as doutrinas socialistas e anarquistas se encontravam no centro das discussões dos grupos que Marx freqüentava. Alguns dos pensadores que então alimentavam as esperanças transformadoras dos estudantes hoje são chamados de "socialistas utópicos", como o britânico Robert Owen (1771-1858) e os franceses Charles Fourier (1772-1837) e Pierre-Joseph Proudhon (1809-1865). Dois momentos da história européia foram vividos por Marx intensamente e tiveram importantes reflexos em sua obra: as revoltas antimonárquicas de 1848 – na Itália, na França, na Alemanha e na Áustria – e a Comuna de Paris, que, durante pouco mais de três meses em 1871, levou os operários ao poder, influenciados pelas idéias do próprio Marx. A insurreição acabou reprimida, com um saldo de 20 mil mortes, 38 mil prisões e 7 mil deportações.

Aprendizado para a mente, o corpo e as mãos
Combater a alienação e a desumanização era, para Marx, a função social da educação. Para isso seria necessário aprender competências que são indispensáveis para a compreensão do mundo físico e social. O filósofo alertava para o risco de a escola ensinar conteúdos sujeitos a interpretações "de partido ou de classe". Ele valorizava a gratuidade da educação, mas não o atrelamento a políticas de Estado – o que equivaleria a subordinar o ensino à religião. Marx via na instrução das fábricas, criada pelo capitalismo, qualidades a ser aproveitadas para um ensino transformador – principalmente o rigor com que encarava o aprendizado para o trabalho. O mais importante, no entanto, seria ir contra a tendência "profissionalizante", que levava as escolas industriais a ensinar apenas o estritamente necessário para o exercício de determinada função. Marx entendia que a educação deveria ser ao mesmo tempo intelectual, física e técnica. Essa concepção, chamada de "onilateral" (múltipla), difere da visão de educação "integral" porque esta tem uma conotação moral e afetiva que, para Marx, não deveria ser trabalhada pela escola, mas por "outros adultos". O filósofo não chegou a fazer uma análise profunda da educação com base na teoria que ajudou a criar. Isso ficou para seguidores como o italiano Antonio Gramsci (1891-1937), o ucraniano Anton Makarenko (1888-1939) e a russa Nadia Krupskaia (1869-1939).

Biografia
Karl Marx nasceu em 1818 em Trier, sul da Alemanha (então Prússia). Seu pai, advogado, e sua mãe descendiam de judeus, mas haviam se convertido ao protestantismo. Estudou direito em Bonn e depois em Berlim, mas se interessou mais por filosofia e história. Na universidade, aproximou-se de grupos dedicados à política. Aos 23 anos, quando voltou a Trier, percebeu que não seria bem-vindo nos meios acadêmicos e passou a viver da venda de artigos. Em 1843, casou-se com a namorada de infância, Jenny von Westphalen. O casal se mudou para Paris, onde Marx aderiu à militância comunista, atraindo a atenção de Friedrich Engels, depois amigo e parceiro. Foi expulso de Paris em 1845, indo morar na Bélgica, de onde também seria deportado. Nos anos seguintes, se engajou cada vez mais na organização da política operária, o que despertou a ira de governos e da imprensa. A Justiça alemã o acusou de delito de imprensa e incitação à rebelião armada, mas ele foi absolvido nos dois casos. Expulso da Prússia e novamente da França, Marx se estabeleceu em Londres em 1849, onde viveu na miséria durante 15 anos, ajudado, quando possível, por Engels. Dois de seus quatro filhos morreram no período. O isolamento político terminou em 1864, com a fundação da Associação Internacional dos Trabalhadores (depois conhecida como Primeira Internacional Socialista), que o adotou como líder intelectual, após a derrota do anarquista Mikhail Bakunin. Em 1871, a eclosão da Comuna de Paris o tornou conhecido internacionalmente. Na última década de vida, sua militância tornou-se mais crítica e indireta. Marx morreu em 1883, em Londres.

Para pensar
A alienação de que fala Marx é conseqüência do estranhamento entre os interesses do trabalhador e aquilo que ele produz. De modo mais amplo, trata-se também do abismo entre o que se aprende apenas para cumprir uma função no sistema de produção e uma formação que realmente ajude o ser humano a exercer suas potencialidades. Você já pensou se a educação, como é praticada a seu redor, procurar dar condições ao aluno para que se desenvolva por inteiro ou se responde apenas a objetivos limitados pelas circunstâncias?

Para saber mais:
- A Ideologia Alemã, Karl Marx e Friedrich Engels, 168 págs., Ed. Martins Fontes
- Marx – Ciência e Revolução, Márcio Bilharinho Naves, 144 págs., Ed. Moderna
- Marx e a Pedagogia Moderna, Mario Alighiero Manacorda, 200 págs., Ed. Cortez
-Marx – Vida e Obra, Leandro Konder, 126 págs., Ed. Paz e Terra



Aldo Santos  - Professor de filosofia do cursinho Passo a Frente, Formado em Filosofia, Ciências Sociais, Teologia e História. Pós-graduado em Ciências Sociais e Mestre em História e Cultura. Vice Presidente da Aproffesp - Associação de Professores/as de Filosofia e filósofos/as do Estado de São Paulo e Presidente da Aproffib - Associação de Professores/as e Filósofos/as do Brasil. Militante Sindical, Social e do Psol.

Marginalização das Ciências Humanas: A quem interessa o exílio da filosofia?

A quem interessa a marginalização das Ciências Humanas e o exílio da Filosofia e da Sociologia do Ensino Médio? O que está por traz da absurda afirmação do IPEA de que Jovens (principalmente os de baixa renda) passaram a ter menor rendimento em Matemática devido à obrigatoriedade das Disciplinas de Filosofia e de Sociologia?
Ao apontar a filosofia e a sociologia como vilãs responsáveis pelo baixo rendimento escolar os  "pseudos pesquisadores" (NIQUITO & SACHSIDA, 2018) lançam mais uma cortina de fumaça para corroborar com o engodo promovido pelo governo golpista, chamado de Reforma do Ensino Médio que visa reduzir a responsabilidade do Governo sobre a Educação Pública Gratuita e de Qualidade para todos e todas, com o rebaixamento da grade curricular oferecendo até 40% para a iniciativa privada fatiar entre si nos moldes tecnicista voltado para abastecer o mercado com mão de obra barata em detrimento de uma educação critica comprometida com a formação plena para a cidadania.

Fernando Bonadia de Oliveira  nos ajuda a refletir e responder estas e outras questões sobre  o papel do  IPEA no decorrer da história da educação brasileira.

O IPEA E O ATAQUE HISTÓRICO ÀS HUMANIDADES 

"O engenheiro e economista Mario Henrique Simonsen (1935-1997), presidente do Banco Central no governo Castello Branco, ministro da Fazenda no governo Geisel e ministro do Planejamento no governo Figueiredo, afirmou, em 1969, que a sociedade brasileira carecia de um “programa qualitativo para a expansão do sistema educacional”. Todas as conclusões de Simonsen se sustentaram em pesquisas desenvolvidas para a educação no IPEA (Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas). Os mesmos termos empregados pelos estudos do Instituto, “inicialmente preparados para o Plano Decenal do Governo Castello Branco” e depois “incorporados ao Programa Estratégico do Governo Costa e Silva” (SIMONSEN, 1969, p. 237), foram utilizados para pautar a reforma escolar da ditadura, consolidada pela Lei n. 5.692 de 11 de agosto de 1971 (OLIVEIRA, 2017, p. 25-28). A interpretação de Simonsen apontava para a necessidade de que o ensino no Brasil, em especial o secundário, se tornasse menos humanista e academicista, de modo a servir com mais efetividade às demandas de profissionalização do mercado de trabalho (SIMONSEN, 1969, p. 222). As “exigências do mundo profissional” estavam revigoradas naquele então pelo “milagre brasileiro”, ou melhor, pelo “modelo brasileiro de desenvolvimento”, um dispositivo de crescimento industrial carente da formação de mão-de-obra semiqualificada e barata (SINGER, 1977, p. 97).

Quase cinquenta anos depois, no contexto de uma nova reforma escolar promovida outra vez por um governo federal ilegítimo, o mesmo IPEA reaparece para sublinhar que a obrigatoriedade do ensino de certas disciplinas da área de ciências humanas pode ter obstado o bom desempenho escolar dos estudantes, principalmente em Matemática (NIQUITO & SACHSIDA, 2018), um componente principal para a formação de bons técnicos. O estudo parece zombar dos humanistas brasileiros em consonância com Simonsen (1969, p. 223): “muitos dos chamados „homens cultos‟ do Brasil”, escreveu ele, “são incapazes de somar frações ordinárias com denominadores diferentes”. Em outras palavras, o excesso de humanismo atrapalha ou afeta negativamente o desenvolvimento do raciocínio lógico-matemático. O deboche, vale assinalar, foi posto pelo economista como sinal da insuficiência do ensino brasileiro demasiadamente humanista, não como fracasso do ensino de matemática nos quadros de uma educação histórica e culturalmente marcada pelo elitismo dos métodos de ensino. O mesmo elitismo foi, aliás, vastamente estimulado pela ditadura civil-militar, criando fundas raízes em nossa cultura escolar.

O alvo das conclusões do estudo publicado em 2018 é o mesmo da interpretação de Simonsen sobre os dados do Plano Decenal de Castello Branco: apontar a carga horária excessiva das disciplinas de humanas como responsável pelo impacto negativo sobre a aquisição de saberes considerados necessários para a formação de trabalhadores e técnicos no “setor produtivo”. A expressão “setor produtivo” foi usada (lembremos) na “exposição de motivos” da atual reforma: “Atualmente o ensino médio possui um currículo extenso, superficial e fragmentado, que não dialoga com a juventude, com o setor produtivo, tampouco com as demandas do século XXI” (Medida Provisória n. 746, de 22 de setembro de 2016; §4).

Assim como no tempo em que foram desenhados os contornos políticos e pedagógicos da reforma escolar da ditadura (o final dos anos 1960), agora também, em 2017, a reforma se justificou com a atenção aos movimentos do mercado. Mas a coincidência entre as proposituras de Simonsen quanto ao lugar de disciplinas de humanas no currículo escolar e as conclusões do Instituto em 2018 é ainda mais pontual. Logo na “Introdução”, o texto do IPEA de hoje assegura: “a obrigatoriedade da presença dessas disciplinas no currículo escolar, ao limitar o tempo destinado às 2 disciplinas elementares, pode se refletir negativamente sobre o processo de aprendizagem dos estudantes, com potenciais efeitos sobre sua capacidade de inserção no mercado de trabalho e sobre o nível de produtividade da economia no médio e longo prazo” (NIQUITO & SACHSIDA, 2018, p. 7). No contexto em que aparece, a citação se apresenta como a tese que o estudo pretende ter demonstrado.

Não convém, portanto, repisar aqui os argumentos que nos próximos anos serão lapidados para aprofundar a crítica ao trabalho assinado por Niquito e Sachsida. Importa indicar o sentido que tem um texto como esse, vindo do IPEA, na configuração da histórica “repetição do mesmo”. Não só o sentido se repete, mas também o perfil de seus agentes e divulgadores.

Mario Henrique Simonsen, no ano de 1969, depois de ter passado pelo Banco Central e pelo Ministério do Planejamento da ditadura, era presidente do Movimento Brasileiro de Alfabetização (MOBRAL) e nessa condição permaneceu até 1974. O que era o MOBRAL? Uma ação institucional de alfabetização de adultos que veio a “substituir” o vazio deixado pela extinção do Plano Nacional de Alfabetização (PNA) de Paulo Freire logo depois do golpe de 1964. A política da ditadura seguiu as pegadas do PNA, afinal, como se diz, depois de Freire, em nenhum lugar do mundo foi possível alfabetizar adultos à maneira antiga, nem mesmo no Brasil. Contudo, o MOBRAL descaracterizava o trabalho freireano em suas derivações políticas e culturais, tratando o analfabetismo como “sujeira” ou “doença”; o Movimento – bem sabemos – não cumpriu nem de longe a alfabetização de massas que prometeu (CUNHA, 1985, p. 58- 59).

Adolfo Sachsida, coautor do texto agora publicado, foi identificado como conselheiro econômico do atual candidato da extrema direita à presidência e como defensor do Programa Escola sem Partido. Ele aparece na mesma proporção de Simonsen como intelectual engajado em políticas de descaracterização (e agora difamação) do pensamento de Paulo Freire. Os seguidores do candidato e os adeptos do programa Escola sem Partido são reconhecidos socialmente como os mais dedicados focos de disseminação do ódio ao pensamento freireano.

A regularidade dos processos históricos no Brasil, sobretudo os que envolvem a educação, é de espantar. Enquanto pesquisadores e especialistas da área de ensino de Filosofia e Sociologia estão a debater se o que os estudantes do ensino médio têm tido nos últimos anos são cursos autenticamente de Filosofia e Sociologia (pois o trabalho dessas disciplinas vem sendo apontado como precário por diversos educadores), os intelectuais ligados à economia e ao capital humano estão produzindo resultados sobre o efeito do que ainda talvez nem exista.

A pergunta que restará depois de todo o desvelamento da farsa do texto publicado pelo IPEA já foi feita por Corti (2018): “Por que tanto interesse em mostrar que Sociologia e Filosofia precisam sair do currículo?”. Ninguém ousa sugerir que a introdução das disciplinas de Sociologia e Filosofia como obrigatórias desde 2008 está sendo responsabilizada – mesmo entre tropeços – como a causa da participação essencial dos estudantes de Ensino Médio nas jornadas de junho de 2013, disparadora da ampla generalização do movimento de ocupação de escolas públicas em 2015 e 2016. Curiosamente, na concepção distorcida dos apoiadores da reforma e dos proponentes da exclusão dos componentes de ciências humanas do currículo, a Filosofia e a Sociologia podem ter cumprido o objetivo para o qual foram estabelecidas: promover a cidadania crítica dos jovens! Certamente, a tese é ainda indemonstrável, mas faz sentido se pensarmos como ideologia do grupo que, de dentro do Ministério da Educação, deu vida à atual reforma brasileira do ensino. Esse grupo está ligado àquela agremiação partidária que no segundo turno das eleições de 2014 teve seus projetos 3 sociais negados pelo povo; para completar, veio de São Paulo, o polo mais forte de disseminação da postura crítica e combativa dos estudantes.

Fernando Bonadia de Oliveira Licenciado em Pedagogia e Filosofia (UNICAMP)
Mestre em Educação (UNICAMP)
Doutor em Filosofia (USP)
Professor de Filosofia da Educação (UFRRJ)

 E-mail: fernandofilosofia@hotmil.com
Referências bibliográficas
CORTI, A. Entrevista: Qual o interesse em retirar Sociologia e Filosofia do currículo? Carta Capital, 24 de abril de 2018. Cf. https://www.cartacapital.com.br/politica/qual-ointeresse-em-retirar-sociologia-e-filosofia-do-curriculo Acesso: 04.05.2018.
CUNHA, L. & GÓES, M. O golpe na educação. Rio de Janeiro: Zahar, 1985.
 NIQUITO, T. & SACHSIDA, A. Efeitos da inserção das disciplinas de Filosofia e Sociologia no Ensino Médio sobre o desempenho escolar. Texto para discussão. Brasília/Rio de Janeiro: IPEA, abr. 2018.
OLIVEIRA, F. Entre reformas: tecnicismo, neotecnicismo e educação no Brasil. RETTA, n. 16, jul./dez. 2017, p. 19-39.
SIMONSEN. M. Brasil 2001. Rio de Janeiro: APEC, 1969. SINGER, P. A crise do “milagre”. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1977.

https://avaliacaoeducacional.files.wordpress.com/2018/05/bonadia-ipea-ataque-histc3b3rico-c3a0s-cic3aancias-humanas.pdf

sábado, 28 de abril de 2018

Nota da Aproffib


"Dado o fortíssimo ataque que a Filosofia para o Ensino Médio vem sofrendo nos últimos anos - ainda por esses dias a Folha de SP divulgou uma pesquisa do IPEA demonstrando como a Filosofia e a Sociologia "contribuíram" para a piora no nível de aprendizado de matemática e português aos jovens da classe baixa -, temos a necessidade urgente em defender a permanência da Filosofia, como disciplina indispensável na formação do caráter de cidadão e questionador da ordem social. 
A Filosofia é uma das áreas mais antigas do conhecimento e que contribuiu (ainda contribui) na formação e desenvolvimento de outros conhecimentos. 
A APROFFIB te convida para assinar a petição pública, contrária a banalização que a disciplina sofreu na reforma do Ensino Médio e pela volta da sua obrigatoriedade.

https://www12.senado.leg.br/ecidadania/visualizacaoideia?id=103041&voto=favor

https://www.facebook.com/aproffib/

Lúcia Peixoto - Presidenta da APROFFESP Convida para às Plenárias de 22/...

ASSOCIAÇÃO DOS PROFESSORES/AS DE FILOSOFIA E FILÓSOFOS/AS  DO ESTADO DE SÃO PAULO CONVIDA - Plenárias Regionais e Plenária Estadual TEMÁTI...