quinta-feira, 18 de outubro de 2018

O Brasil que eu quero (Tião Simpatia)



#Ficaadica dessa pequena "O Brasil que eu quero não cabe em 15 segundos" ...
A força e a arte da mulher que queremos para o Brasil!
Abraço esperançando de luta!

terça-feira, 2 de outubro de 2018

APOIO A CANDIDATURA DO PROF. ALDO SANTOS 5065: Carta aos Professores e Professoras


Neste momento de profunda divisão entre os detentores do capital e os explorados historicamente pelo sistema capitalista, não tem espaço para a apatia, indiferença ou neutralidades.

Antonio Gramsci dizia: “Odeio os indiferentes”. Como Friederich Hebbel, acredito que “viver significa tomar partido”. Ainda, segundo Gramsci, “Não podem existir os apenas homens, estranhos à cidade. Quem verdadeiramente vive não pode deixar de ser cidadão, e partidário. Indiferença é abulia, parasitismo, covardia, não é vida. Por isso odeio os indiferentes”.

Neste sentido, solicitamos seu apoio e voto no Professor, Filósofo e escritor, Aldo Santos, que teve e continua tendo papel relevante na luta pela obrigatoriedade da Filosofia e Sociologia no ensino médio brasileiro. Ele foi pioneiro na fundação e organização do Coletivo Nacional de Filosofia, na fundação da Associação dos Professores/as de Filosofia e Filósofos/as do Estado de São Paulo (APROFFESP) e da Associação dos Professores de Filosofia e Filósofos do Brasil (APROFFIB).

Eleger este companheiro é garantia de luta em defesa da introdução da Filosofia no ensino fundamental, na revogação da PEC 95/16, na revogação da reforma do ensino médio e outras, bem como na organização da luta contra a aprovação e implementação da Base Nacional In-Comum Curricular.

Com seu voto e apoio junto aos seus, temos assegurado a eleição de quem não mede esforço cotidiano no compromisso de organização e apoio dos professores/as do nosso País.
Portanto, nesta eleição vote no candidato a deputado federal, Aldo Santos 5065 e demais candidatos do Psol.
Outubro de 2018 

PROFESSORES E PROFESSORAS QUE APOIAM E LUTAM AO LADO DO 
PROF. ALDO SANTOS! ASSINE VOCÊ TAMBÉM!

Carmelice – SBC;
Ademir - S.J. Campos;
Fagundes – SBC;
Laismeris - CPP – SBC;
Valdenir Abel;
Soninha - São Paulo;
Veralúcia – SBC;
Abigail Toniol – SBC;
Lúcia Denardi – SBC;
Vanderlei F. Marques – SBC;
Aparecido Alexandre – V. Gentil;
Altair Lourenço - São Paulo;
Silvani Cirqueira – SBC;
Rosa Nobuko – SBC;
Marina Benedito – SBC;
Paulo Neves – SBC;
Elaine Rhiannon – SBC;
José Carneiro – Diadema;
Célia Maria D. Ladeia – SBC;
Maria Campan - Santo André;
Rita Diniz – Salto;
Geraldo Cesar – Itapetininga;
Rafael Cidoman – Itú;
Mário – Hortolândia;
Chico Gretter - São Paulo;
Ana Cauduro – Jaú;
Dilvanir – SBC;
José Renato – Salto;
Luis Del Rio – Salto;
Cosme – Salto;
Walmir – Salto;
Sandro – Salto;
Maria da Conceição – SBC;
Nice Neri – Americana;
Sircé – Salto;
Capellari – Jaú;
Alessandra Gurgel – SBC;
Nilzete Nascimento – SBC;
José Vicente – SBC;
Gilmar - Santo André;
Odair Salomão – S. J. R. Preto;
Gentil – SBC;
João C. Novaes - São Paulo;
Eliane – Sumaré;
Cida – Hortolândia;
Poliana – Litoral;
Aldo Junior- SBC;
Teresa Ramos – SBC;
Júlio – SBC;
Rogélio – SBC;
Moisés – SBC;
Serginho Linhare – SBC;
Ester – SBC;
Maria José – SBC;
Nilton – SBC;
Rafael – SBC;
Genivaldo Almeida – Salto;
Viviane – Salto;
Evaldo – SBC;
Sandro – Carapicuiba;
Roberto Polle – Sumaré;
Eric Nunes – Guarulhos;
Luiz Horta – Ourinhos;
Moacyr – litoral;
Zeza - São Paulo;
José de Jesus – Osasco;
Maria da Conceição – SBC;
Maria de Lourdes – SBC;
Jacy Carolina - Porto Feliz;
Mara- Franco da Rocha;
Ozani Martiniano – Guarulhos;
Moisés - São Carlos;
Dênis – SBC;
Lúcia Peixoto – Caieiras;
Anizio Batista - São Paulo;
Marcos S. Silva - Sto André;
Marcos Rubens - São Paulo;
Ivo Lima - São Paulo;
Ronaldo Neves - São Paulo;
Ocimar Freitas - São Paulo;
Jadir Antonio - São Paulo;
Conceição Nobuko – SBC;
Lourdes – SBC;
Albert – SBC;
Angela M. Palermo dos Santos - SBC
Cléria Palermo Guimarães - SBC

quinta-feira, 27 de setembro de 2018

APOIO A CANDIDATURA DO PROF. ALDO SANTOS 5065



Carta aos Professores/as de Filosofia e Filósofos/as do Estado de São Paulo

Neste momento de profunda divisão entre os detentores do capital e os explorados historicamente pelo sistema capitalista, não tem espaço para a apatia, indiferença ou neutralidades.


Antonio Gramsci dizia: “Odeio os indiferentes”. Como Friederich Hebbel, acredito que “viver significa tomar partido”. Ainda, segundo Gramsci, “Não podem existir os apenas homens, estranhos à cidade. Quem verdadeiramente vive não pode deixar de ser cidadão, e partidário. Indiferença é abulia, parasitismo, covardia, não é vida. Por isso odeio os indiferentes”.


Neste sentido, solicitamos seu apoio e voto no Professor, Filósofo e escritor, Aldo Santos, que teve e continua tendo papel relevante na luta pela obrigatoriedade da Filosofia e Sociologia no ensino médio brasileiro. Ele foi pioneiro na fundação e organização do Coletivo Nacional de Filosofia, na fundação da Associação dos Professores/as de Filosofia e Filósofos/as do Estado de São Paulo (APROFFESP) e da Associação dos Professores de Filosofia e Filósofos do Brasil (APROFFIB).


Eleger este companheiro é garantia de luta em defesa da introdução da Filosofia no ensino fundamental, na revogação da PEC 95/16, na revogação da reforma do ensino médio e outras, bem como na organização da luta contra a aprovação e implementação da Base Nacional In-Comum Curricular.
Com seu voto e apoio junto aos seus, temos assegurado a eleição de quem não mede esforço cotidiano no compromisso de organização e apoio dos professores/as do nosso País.


Portanto, nesta eleição vote no candidato a deputado federal, Aldo Santos 5065 e demais candidatos do Psol.
“Até agora os filósofos se preocuparam em interpretar o mundo de várias formas. O que importa é transformá-lo”. Karl Marx MARX, K. Teses Sobre Feuerbach.


Setembro de 2018
Grupo de professores/as de Filosofia e filósofos/as do Estado de São Paulo.


Lúcia Peixoto
Chico Gretter
Anizio Batista
Ademir Alves de Lima
Odair Salomão
Lucia Denardi
Marcos Silva e Silva
Rita Diniz
Antonio Fernando Capellari

Marcos Rubens
Ivo Lima
Ronaldo Neves
Sonia  Maria Almeida
Elaine Rhiannon
Silvani Cirqueira
Ocimar Freitas
Altair Lourenço
Lourdes Souza
José Jesus da Costa
Dilvanir Jose Gonçalves

...



sábado, 11 de agosto de 2018

Lúcia Peixoto: Sou PSOL sonho socialismo

Do dia de hoje só espero que passe
compassadamente, num constante tic-tac
Que os pássaros que ouço ao longe não se cansem de cantar
Que as pessoas que amo tenham motivos pra sorrir
Que quem esta distante se lembre de mim com saudades
Que os sonhos gestados na'alma
Se realizem


Bora lá semear esperança na certeza de colher um mundo mais justo e fraterno, um mundo socialista!

VAMOS FALAR DE POLÍTICA! (No sentindo Aristotélico do termo "Arte do bem comum"!) Como acompanham aqui, nas ruas nas muitas lutas que travamos, nas reuniões, no sindicato, nas escolas, nas celebrações de família, e as vezes nos "botecos" onde poetizamos e bebemoramos a vida. Tenho enorme orgulho de me apresentar como militante, hoje filiada ao Psol - Partido Socialismo e Liberdade que se apresenta nessas eleições como uma Alternativa Real de Mudança. Temos avançado bastante na Construção de um projeto político socialista que possibilite a superação da atual crise política e econômica que vitima milhares de pessoas, principalmente a classe trabalhadora e a juventude.

Não temos ilusão no atual modelo político e eleitoral brasileiro, porém, entendemos ser importante ocupar esses espaços para transforma-los, vamos disputar as eleições no âmbito nacional com a Chapa encabeçada por Guilherme Boulos Psol e Sonia Guajajara e em São Paulo Com a Professora Lisete Arelaro governadora, Silvia Ferraro e Daniel Cara Senadores. Em Caieiras optamos por juntar forças com os Companheiros Andre Sapanos pré-candidato à Deputado Estadual e e Aldo Santos pré-candidato a Deputado Federal.

NO DIA 25 DE AGOSTO ÁS 18 HORAS OS NOSSOS COMPANHEIROS PRÉ CANDIDATOS A DEPUTADOS ESTARÃO EM LARANJEIRAS-CAIEIRAS.

NÓS TEMOS OPÇÃO, TEMOS O PSOL EM CAIEIRAS!
JUNTE-SE A NÓS!

Professora Lúcia Peixoto 👊😘

quarta-feira, 25 de julho de 2018

APROFFESP ESTADUAL: NOTA DE ALERTA: NÃO À ESSA BNCC E À REFORMA DO ENS...

Bora lá companheirada... olhem o "presente de grego" do governo golpista para o nosso fim de ferias. Vamos entender o que esta por traz dessa BNCC... Desvalorização da Educação, Exílio de Disciplinas como filosofia, sociologia e outras, ou seja DESEMPREGO! DIGA NÃO À ESSA BNCC!!!



APROFFESP ESTADUAL: NOTA DE ALERTA: NÃO À ESSA BNCC E À REFORMA DO ENS...: É urgente e necessária nossa organização no debate para assumir posição contrária a essa BNCC. Fiquemos atentos e mobilizados contra mais ...

segunda-feira, 23 de julho de 2018

APOIO: A política como arte do bem comum

Visando o bem das pessoas "trabalhador@s de bem" participo da organização política (Psol) e do processo eleitoral, acreditando que é Possível Mudar defendo as Candidaturas de Guilherme Boulos e Sonia Guajajara à Presidência da Republica e as Pré candidaturas da Professora Lisete e Maurio Costa para o Governo do Estado de São Paulo, com @s companheir@s Silvia Ferraro e Daniel Cara para o Senado e dos Deputados, companheiros, amigos Aldo Santos Deputado Federal e André Sapanos Deputado Estadual.


https://www.facebook.com/andresapanospsol/
https://www.facebook.com/professoraldosantos/

Sobre política já diziam Aristóteles e Platão:

"Vemos que toda cidade é uma espécie de comunidade, e toda comunidade se forma com vistas a algum bem, pois todas as ações de todos os homens são praticadas com vistas ao que lhes parece um bem; se todas as comunidades visam algum bem, é evidente que a mais importante de todas elas e que inclui todas as outras, tem mais que todas, este objetivo e visa ao mais importante de todos os bens; ela se chama cidade e é a comunidade política" (Aristoteles, Pol., 1252a).

"Não há nada de errado com aqueles que não gostam de política, simplesmente serão governados por aqueles que gostam."
(Platão)






https://www.facebook.com/events/664370687236824/

Neruda e Eu: Sob o olhar atento de Marx




BORA LÁ... VIVER QUE A VIDA TEM PRESSA!

"Morre lentamente quem se torna escravo do hábito, repetindo todos os dias os mesmos percursos, quem não muda a marca, quem não se arrisca vestir uma nova cor, quem não fala com quem não conhece.
Morre lentamente quem evita uma paixão, quem prefere o preto no branco e os pingos nos "is", em vez de um remoinho de emoções, justamente aquelas que fazem brilhar os olhos, aquelas que fazem de um bocejo um sorriso, aquelas que fazem bater o coração diante dos erros e dos sentimentos.
Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz no trabalho, quem não arrisca a certeza pela incerteza para prosseguir um sonho, quem não se permite ao menos uma vez na vida, fugir dos conselhos sensatos.
Morre lentamente quem não viaja, quem não lê, quem não escuta música, quem não acha graça em si mesmo.
Morre lentamente quem destrói seu amor próprio, quem não se deixa ajudar.
Morre lentamente quem passa os dias se lamentando da própria sorte ou da chuva contínua.
Morre lentamente quem abandona um projeto antes de comecá-lo, quem não faz perguntas sobre assuntos que não conhece, ou quem não responde quando lhe perguntam sobre algo que domina.
Evitamos a morte em pequenas dores, lembrando sempre que estar vivo requer um esforço muito maior do que o simples fato de respirar.
Só a ardente paciência nos levará a conquistar uma esplêndida felicidade."
Texto de Pablo Neruda- Livro- A dança


BORA LÁ... VIVER QUE A VIDA TEM PRESSA!

"Morre lentamente quem se torna escravo do hábito, repetindo todos os dias os mesmos percursos, quem não muda a marca, quem não se arrisca vestir uma nova cor, quem não fala com quem não conhece.
Morre lentamente quem evita uma paixão, quem prefere o preto no branco e os pingos nos "is", em vez de um remoinho de emoções, justamente aquelas que fazem brilhar os olhos, aquelas que fazem de um bocejo um sorriso, aquelas que fazem bater o coração diante dos erros e dos sentimentos.
Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz no trabalho, quem não arrisca a certeza pela incerteza para prosseguir um sonho, quem não se permite ao menos uma vez na vida, fugir dos conselhos sensatos.
Morre lentamente quem não viaja, quem não lê, quem não escuta música, quem não acha graça em si mesmo.
Morre lentamente quem destrói seu amor próprio, quem não se deixa ajudar.
Morre lentamente quem passa os dias se lamentando da própria sorte ou da chuva contínua.
Morre lentamente quem abandona um projeto antes de comecá-lo, quem não faz perguntas sobre assuntos que não conhece, ou quem não responde quando lhe perguntam sobre algo que domina.
Evitamos a morte em pequenas dores, lembrando sempre que estar vivo requer um esforço muito maior do que o simples fato de respirar.
Só a ardente paciência nos levará a conquistar uma esplêndida felicidade."
Texto de Pablo Neruda- Livro- A dança

quarta-feira, 4 de julho de 2018

Liberdade de Expressão: Contra a Lei da Mordaça

Uma "Comissão Especial de Deputados", na sua maioria reacionários e fundamentalistas podem votar a qualquer momento o Projeto denominado "Escola Sem Partido", visando alterar mais uma vez de forma esdruxula a LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional) num ataque aviltante a liberdade de expressão e a liberdade de cátedra, ou seja A LEI DA MORDAÇA quer negar a nós professor@s o principio básico da nossa profissão que é a liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber. Tendo como finalidade a garantia do pluralismo de idéias e concepções no ensino, bem como a autonomia didático-científica.

Entenda porque somos contra mais este golpe contra a educação:
http://revistafenix.pro.br/PDF39/dossie_1_escola_sem_partido_introdução_fenix_jan_jun_2017.pdf

quinta-feira, 31 de maio de 2018

Apoio:Pré-candidatura Aldo Santos Deputado Federal

Convidamos as companheiras e companheiros para debater as propostas da nossa pré-candidatura a Deputado Federal pelo Psol.

Dia 09/06 às 12 horas na Rua Gravi, 60 - Ao lado do Metrô Praça da Árvore - Casa da Solidariedade - São Paulo
Confirme sua presença:https://www.facebook.com/events/257702718135353/

A pré-candidatura do professor Aldo Santos a Deputado Federal vem sendo construída coletivamente com a realização de reuniões, plenárias e debates por todo o estado.

Aldo Santos, professor de Filosofia do Cursinho Passo à Frente, Formado em Filosofia, Ciências Sociais, Teologia e História, Pós-graduado em Ciências Sociais e Mestre em História e Cultura. Sindicalista, Membro da Corrente Política - TLS, Militante do Psol e Presidente da Associação dos Professores de Filosofia e Filósofos do Brasil.

CONHEÇA MAIS SOBRE A ATUAÇÃO DO PROFESSOR ALDO SANTOS:
http://professoraldosantos.blogspot.com/
https://www.facebook.com/professoraldosantos/

terça-feira, 8 de maio de 2018

Karl Marx O filósofo da revolução: 200 anos Presente hoje e sempre!

"Os modos de produção vêm definindo e delineando os embates de classe, as teorias de Marx fundamentando e combatendo o positivismo ainda militante, assim como o capitalismo em sua profundidade, nos remete a necessidade de darmos um passo à frente do ponto de vista conceitual e da práxis humana, revolucionando as aspirações pedagógicas rumo à edificação do homem e do mundo novo que devemos construir de forma revolucionária." (Aproffesp)

Karl Marx - O filósofo da revolução
Numa de suas frases mais famosas, escrita em 1845, o pensador alemão Karl Marx (1818-1883) dizia que, até então, os filósofos haviam interpretado o mundo de várias maneiras. "Cabe agora transformá-lo", concluía. Coerentemente com essa idéia, durante sua vida combinou o estudo das ciências humanas com a militância revolucionária, criando um dos sistemas de idéias mais influentes da história. Direta ou indiretamente, a obra do filósofo alemão originou várias vertentes pedagógicas comprometidas com a mudança da sociedade (leia quadro na página 54). "A educação, para Marx, participa do processo de transformação das condições sociais, mas, ao mesmo tempo, é condicionada pelo processo", diz Leandro Konder, professor da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro.

No século 20, o pensamento de Marx foi submetido a numerosas interpretações, agrupadas sob a classificação de "marxismo". Algumas sustentaram regimes políticos duradouros, como o comunismo soviético (1917-1991) e o chinês (em vigor desde 1949). Muitos governos comunistas entraram em colapso, por oposição popular, nas décadas de 1980 e 1990. Em recente pesquisa da rádio BBC, que mobilizou grande parte da imprensa inglesa, Marx foi eleito o filósofo mais importante de todos os tempos.

Luta de classes
Na base do pensamento de Marx está a idéia de que tudo se encontra em constante processo de mudança. O motor da mudança são os conflitos resultantes das contradições de uma mesma realidade. Para Marx, o conflito que explica a história é a luta de classes. Segundo o filósofo, as sociedades se estruturam de modo a promover os interesses da classe economicamente dominante. No capitalismo, a classe dominante é a burguesia; e aquela que vende sua força de trabalho e recebe apenas parte do valor que produz é o proletariado.

O marxismo prevê que o proletariado se libertará dos vínculos com as forças opressoras e, assim, dará origem a uma nova sociedade. Segundo Marx, o conflito de classes já havia sido responsável pelo surgimento do capitalismo, cujas raízes estariam nas contradições internas do feudalismo medieval. Em ambos os regimes (feudalismo e capitalismo), as forças econômicas tiveram papel central. "O moinho de vento nos dá uma sociedade com senhor feudal; o motor a vapor, uma sociedade com o capitalista industrial", escreveu Marx.

A obra de Marx reúne uma grande variedade de textos: reflexões curtas sobre questões políticas imediatas, estudos históricos, escritos militantes – como O Manifesto Comunista, parceria com Friedrich Engels – e trabalhos de grande fôlego, como sua obra-prima, O Capital, que só teve o primeiro de quatro volumes lançado antes de sua morte. A complexidade da obra de Marx, com suas constantes autocríticas e correções de rota, é responsável, em parte, pela variedade de interpretações feitas por seus seguidores.

Trabalho e alienação
Em O Capital, Marx realiza uma investigação profunda sobre o modo de produção capitalista e as condições de superá-lo, rumo a uma sociedade sem classes e na qual a propriedade privada seja extinta. Para Marx, as estruturas sociais e a própria organização do Estado estão diretamente ligadas ao funcionamento do capitalismo. Por isso, para o pensador, a idéia de revolução deve implicar mudanças radicais e globais, que rompam com todos os instrumentos de dominação da burguesia.

Marx abordou as relações capitalistas como fenômeno histórico, mutável e contraditório, trazendo em si impulsos de ruptura. Um desses impulsos resulta do processo de alienação a que o trabalhador é submetido, segundo o pensador. Por causa da divisão do trabalho – característica do industrialismo, em que cabe a cada um apenas uma pequena etapa da produção –, o empregado se aliena do processo total.

Além disso, o retorno da produção de cada homem é uma quantia de dinheiro, que, por sua vez, será trocada por produtos. O comércio seria uma engrenagem de trocas em que tudo – do trabalho ao dinheiro, das máquinas ao salário – tem valor de mercadoria, multiplicando o aspecto alienante.

Por outro lado, esse processo se dá à custa da concentração da propriedade por aqueles que empregam a mão-de-obra em troca de salário. As necessidades dos trabalhadores os levarão a buscar produtos fora de seu alcance. Isso os pressiona a querer romper com a própria alienação.

Um dos objetivos da revolução prevista por Marx é recuperar em todos os homens o pleno desenvolvimento intelectual, físico e técnico. É nesse sentido que a educação ganha ênfase no pensamento marxista. "A superação da alienação e da expropriação intelectual já está sendo feita, segundo Marx", diz Leandro Konder. "O processo atual se aceleraria com a revolução proletária para alcançar, afinal, as metas maiores na sociedade comunista."

Tempo de utopias e rebeliões na Europa
Marx viveu numa época em que a Europa se debatia em conflitos, tanto no campo das idéias como no das instituições. Já na universidade, as doutrinas socialistas e anarquistas se encontravam no centro das discussões dos grupos que Marx freqüentava. Alguns dos pensadores que então alimentavam as esperanças transformadoras dos estudantes hoje são chamados de "socialistas utópicos", como o britânico Robert Owen (1771-1858) e os franceses Charles Fourier (1772-1837) e Pierre-Joseph Proudhon (1809-1865). Dois momentos da história européia foram vividos por Marx intensamente e tiveram importantes reflexos em sua obra: as revoltas antimonárquicas de 1848 – na Itália, na França, na Alemanha e na Áustria – e a Comuna de Paris, que, durante pouco mais de três meses em 1871, levou os operários ao poder, influenciados pelas idéias do próprio Marx. A insurreição acabou reprimida, com um saldo de 20 mil mortes, 38 mil prisões e 7 mil deportações.

Aprendizado para a mente, o corpo e as mãos
Combater a alienação e a desumanização era, para Marx, a função social da educação. Para isso seria necessário aprender competências que são indispensáveis para a compreensão do mundo físico e social. O filósofo alertava para o risco de a escola ensinar conteúdos sujeitos a interpretações "de partido ou de classe". Ele valorizava a gratuidade da educação, mas não o atrelamento a políticas de Estado – o que equivaleria a subordinar o ensino à religião. Marx via na instrução das fábricas, criada pelo capitalismo, qualidades a ser aproveitadas para um ensino transformador – principalmente o rigor com que encarava o aprendizado para o trabalho. O mais importante, no entanto, seria ir contra a tendência "profissionalizante", que levava as escolas industriais a ensinar apenas o estritamente necessário para o exercício de determinada função. Marx entendia que a educação deveria ser ao mesmo tempo intelectual, física e técnica. Essa concepção, chamada de "onilateral" (múltipla), difere da visão de educação "integral" porque esta tem uma conotação moral e afetiva que, para Marx, não deveria ser trabalhada pela escola, mas por "outros adultos". O filósofo não chegou a fazer uma análise profunda da educação com base na teoria que ajudou a criar. Isso ficou para seguidores como o italiano Antonio Gramsci (1891-1937), o ucraniano Anton Makarenko (1888-1939) e a russa Nadia Krupskaia (1869-1939).

Biografia
Karl Marx nasceu em 1818 em Trier, sul da Alemanha (então Prússia). Seu pai, advogado, e sua mãe descendiam de judeus, mas haviam se convertido ao protestantismo. Estudou direito em Bonn e depois em Berlim, mas se interessou mais por filosofia e história. Na universidade, aproximou-se de grupos dedicados à política. Aos 23 anos, quando voltou a Trier, percebeu que não seria bem-vindo nos meios acadêmicos e passou a viver da venda de artigos. Em 1843, casou-se com a namorada de infância, Jenny von Westphalen. O casal se mudou para Paris, onde Marx aderiu à militância comunista, atraindo a atenção de Friedrich Engels, depois amigo e parceiro. Foi expulso de Paris em 1845, indo morar na Bélgica, de onde também seria deportado. Nos anos seguintes, se engajou cada vez mais na organização da política operária, o que despertou a ira de governos e da imprensa. A Justiça alemã o acusou de delito de imprensa e incitação à rebelião armada, mas ele foi absolvido nos dois casos. Expulso da Prússia e novamente da França, Marx se estabeleceu em Londres em 1849, onde viveu na miséria durante 15 anos, ajudado, quando possível, por Engels. Dois de seus quatro filhos morreram no período. O isolamento político terminou em 1864, com a fundação da Associação Internacional dos Trabalhadores (depois conhecida como Primeira Internacional Socialista), que o adotou como líder intelectual, após a derrota do anarquista Mikhail Bakunin. Em 1871, a eclosão da Comuna de Paris o tornou conhecido internacionalmente. Na última década de vida, sua militância tornou-se mais crítica e indireta. Marx morreu em 1883, em Londres.

Para pensar
A alienação de que fala Marx é conseqüência do estranhamento entre os interesses do trabalhador e aquilo que ele produz. De modo mais amplo, trata-se também do abismo entre o que se aprende apenas para cumprir uma função no sistema de produção e uma formação que realmente ajude o ser humano a exercer suas potencialidades. Você já pensou se a educação, como é praticada a seu redor, procurar dar condições ao aluno para que se desenvolva por inteiro ou se responde apenas a objetivos limitados pelas circunstâncias?

Para saber mais:
- A Ideologia Alemã, Karl Marx e Friedrich Engels, 168 págs., Ed. Martins Fontes
- Marx – Ciência e Revolução, Márcio Bilharinho Naves, 144 págs., Ed. Moderna
- Marx e a Pedagogia Moderna, Mario Alighiero Manacorda, 200 págs., Ed. Cortez
-Marx – Vida e Obra, Leandro Konder, 126 págs., Ed. Paz e Terra



Aldo Santos  - Professor de filosofia do cursinho Passo a Frente, Formado em Filosofia, Ciências Sociais, Teologia e História. Pós-graduado em Ciências Sociais e Mestre em História e Cultura. Vice Presidente da Aproffesp - Associação de Professores/as de Filosofia e filósofos/as do Estado de São Paulo e Presidente da Aproffib - Associação de Professores/as e Filósofos/as do Brasil. Militante Sindical, Social e do Psol.

Marginalização das Ciências Humanas: A quem interessa o exílio da filosofia?

A quem interessa a marginalização das Ciências Humanas e o exílio da Filosofia e da Sociologia do Ensino Médio? O que está por traz da absurda afirmação do IPEA de que Jovens (principalmente os de baixa renda) passaram a ter menor rendimento em Matemática devido à obrigatoriedade das Disciplinas de Filosofia e de Sociologia?
Ao apontar a filosofia e a sociologia como vilãs responsáveis pelo baixo rendimento escolar os  "pseudos pesquisadores" (NIQUITO & SACHSIDA, 2018) lançam mais uma cortina de fumaça para corroborar com o engodo promovido pelo governo golpista, chamado de Reforma do Ensino Médio que visa reduzir a responsabilidade do Governo sobre a Educação Pública Gratuita e de Qualidade para todos e todas, com o rebaixamento da grade curricular oferecendo até 40% para a iniciativa privada fatiar entre si nos moldes tecnicista voltado para abastecer o mercado com mão de obra barata em detrimento de uma educação critica comprometida com a formação plena para a cidadania.

Fernando Bonadia de Oliveira  nos ajuda a refletir e responder estas e outras questões sobre  o papel do  IPEA no decorrer da história da educação brasileira.

O IPEA E O ATAQUE HISTÓRICO ÀS HUMANIDADES 

"O engenheiro e economista Mario Henrique Simonsen (1935-1997), presidente do Banco Central no governo Castello Branco, ministro da Fazenda no governo Geisel e ministro do Planejamento no governo Figueiredo, afirmou, em 1969, que a sociedade brasileira carecia de um “programa qualitativo para a expansão do sistema educacional”. Todas as conclusões de Simonsen se sustentaram em pesquisas desenvolvidas para a educação no IPEA (Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas). Os mesmos termos empregados pelos estudos do Instituto, “inicialmente preparados para o Plano Decenal do Governo Castello Branco” e depois “incorporados ao Programa Estratégico do Governo Costa e Silva” (SIMONSEN, 1969, p. 237), foram utilizados para pautar a reforma escolar da ditadura, consolidada pela Lei n. 5.692 de 11 de agosto de 1971 (OLIVEIRA, 2017, p. 25-28). A interpretação de Simonsen apontava para a necessidade de que o ensino no Brasil, em especial o secundário, se tornasse menos humanista e academicista, de modo a servir com mais efetividade às demandas de profissionalização do mercado de trabalho (SIMONSEN, 1969, p. 222). As “exigências do mundo profissional” estavam revigoradas naquele então pelo “milagre brasileiro”, ou melhor, pelo “modelo brasileiro de desenvolvimento”, um dispositivo de crescimento industrial carente da formação de mão-de-obra semiqualificada e barata (SINGER, 1977, p. 97).

Quase cinquenta anos depois, no contexto de uma nova reforma escolar promovida outra vez por um governo federal ilegítimo, o mesmo IPEA reaparece para sublinhar que a obrigatoriedade do ensino de certas disciplinas da área de ciências humanas pode ter obstado o bom desempenho escolar dos estudantes, principalmente em Matemática (NIQUITO & SACHSIDA, 2018), um componente principal para a formação de bons técnicos. O estudo parece zombar dos humanistas brasileiros em consonância com Simonsen (1969, p. 223): “muitos dos chamados „homens cultos‟ do Brasil”, escreveu ele, “são incapazes de somar frações ordinárias com denominadores diferentes”. Em outras palavras, o excesso de humanismo atrapalha ou afeta negativamente o desenvolvimento do raciocínio lógico-matemático. O deboche, vale assinalar, foi posto pelo economista como sinal da insuficiência do ensino brasileiro demasiadamente humanista, não como fracasso do ensino de matemática nos quadros de uma educação histórica e culturalmente marcada pelo elitismo dos métodos de ensino. O mesmo elitismo foi, aliás, vastamente estimulado pela ditadura civil-militar, criando fundas raízes em nossa cultura escolar.

O alvo das conclusões do estudo publicado em 2018 é o mesmo da interpretação de Simonsen sobre os dados do Plano Decenal de Castello Branco: apontar a carga horária excessiva das disciplinas de humanas como responsável pelo impacto negativo sobre a aquisição de saberes considerados necessários para a formação de trabalhadores e técnicos no “setor produtivo”. A expressão “setor produtivo” foi usada (lembremos) na “exposição de motivos” da atual reforma: “Atualmente o ensino médio possui um currículo extenso, superficial e fragmentado, que não dialoga com a juventude, com o setor produtivo, tampouco com as demandas do século XXI” (Medida Provisória n. 746, de 22 de setembro de 2016; §4).

Assim como no tempo em que foram desenhados os contornos políticos e pedagógicos da reforma escolar da ditadura (o final dos anos 1960), agora também, em 2017, a reforma se justificou com a atenção aos movimentos do mercado. Mas a coincidência entre as proposituras de Simonsen quanto ao lugar de disciplinas de humanas no currículo escolar e as conclusões do Instituto em 2018 é ainda mais pontual. Logo na “Introdução”, o texto do IPEA de hoje assegura: “a obrigatoriedade da presença dessas disciplinas no currículo escolar, ao limitar o tempo destinado às 2 disciplinas elementares, pode se refletir negativamente sobre o processo de aprendizagem dos estudantes, com potenciais efeitos sobre sua capacidade de inserção no mercado de trabalho e sobre o nível de produtividade da economia no médio e longo prazo” (NIQUITO & SACHSIDA, 2018, p. 7). No contexto em que aparece, a citação se apresenta como a tese que o estudo pretende ter demonstrado.

Não convém, portanto, repisar aqui os argumentos que nos próximos anos serão lapidados para aprofundar a crítica ao trabalho assinado por Niquito e Sachsida. Importa indicar o sentido que tem um texto como esse, vindo do IPEA, na configuração da histórica “repetição do mesmo”. Não só o sentido se repete, mas também o perfil de seus agentes e divulgadores.

Mario Henrique Simonsen, no ano de 1969, depois de ter passado pelo Banco Central e pelo Ministério do Planejamento da ditadura, era presidente do Movimento Brasileiro de Alfabetização (MOBRAL) e nessa condição permaneceu até 1974. O que era o MOBRAL? Uma ação institucional de alfabetização de adultos que veio a “substituir” o vazio deixado pela extinção do Plano Nacional de Alfabetização (PNA) de Paulo Freire logo depois do golpe de 1964. A política da ditadura seguiu as pegadas do PNA, afinal, como se diz, depois de Freire, em nenhum lugar do mundo foi possível alfabetizar adultos à maneira antiga, nem mesmo no Brasil. Contudo, o MOBRAL descaracterizava o trabalho freireano em suas derivações políticas e culturais, tratando o analfabetismo como “sujeira” ou “doença”; o Movimento – bem sabemos – não cumpriu nem de longe a alfabetização de massas que prometeu (CUNHA, 1985, p. 58- 59).

Adolfo Sachsida, coautor do texto agora publicado, foi identificado como conselheiro econômico do atual candidato da extrema direita à presidência e como defensor do Programa Escola sem Partido. Ele aparece na mesma proporção de Simonsen como intelectual engajado em políticas de descaracterização (e agora difamação) do pensamento de Paulo Freire. Os seguidores do candidato e os adeptos do programa Escola sem Partido são reconhecidos socialmente como os mais dedicados focos de disseminação do ódio ao pensamento freireano.

A regularidade dos processos históricos no Brasil, sobretudo os que envolvem a educação, é de espantar. Enquanto pesquisadores e especialistas da área de ensino de Filosofia e Sociologia estão a debater se o que os estudantes do ensino médio têm tido nos últimos anos são cursos autenticamente de Filosofia e Sociologia (pois o trabalho dessas disciplinas vem sendo apontado como precário por diversos educadores), os intelectuais ligados à economia e ao capital humano estão produzindo resultados sobre o efeito do que ainda talvez nem exista.

A pergunta que restará depois de todo o desvelamento da farsa do texto publicado pelo IPEA já foi feita por Corti (2018): “Por que tanto interesse em mostrar que Sociologia e Filosofia precisam sair do currículo?”. Ninguém ousa sugerir que a introdução das disciplinas de Sociologia e Filosofia como obrigatórias desde 2008 está sendo responsabilizada – mesmo entre tropeços – como a causa da participação essencial dos estudantes de Ensino Médio nas jornadas de junho de 2013, disparadora da ampla generalização do movimento de ocupação de escolas públicas em 2015 e 2016. Curiosamente, na concepção distorcida dos apoiadores da reforma e dos proponentes da exclusão dos componentes de ciências humanas do currículo, a Filosofia e a Sociologia podem ter cumprido o objetivo para o qual foram estabelecidas: promover a cidadania crítica dos jovens! Certamente, a tese é ainda indemonstrável, mas faz sentido se pensarmos como ideologia do grupo que, de dentro do Ministério da Educação, deu vida à atual reforma brasileira do ensino. Esse grupo está ligado àquela agremiação partidária que no segundo turno das eleições de 2014 teve seus projetos 3 sociais negados pelo povo; para completar, veio de São Paulo, o polo mais forte de disseminação da postura crítica e combativa dos estudantes.

Fernando Bonadia de Oliveira Licenciado em Pedagogia e Filosofia (UNICAMP)
Mestre em Educação (UNICAMP)
Doutor em Filosofia (USP)
Professor de Filosofia da Educação (UFRRJ)

 E-mail: fernandofilosofia@hotmil.com
Referências bibliográficas
CORTI, A. Entrevista: Qual o interesse em retirar Sociologia e Filosofia do currículo? Carta Capital, 24 de abril de 2018. Cf. https://www.cartacapital.com.br/politica/qual-ointeresse-em-retirar-sociologia-e-filosofia-do-curriculo Acesso: 04.05.2018.
CUNHA, L. & GÓES, M. O golpe na educação. Rio de Janeiro: Zahar, 1985.
 NIQUITO, T. & SACHSIDA, A. Efeitos da inserção das disciplinas de Filosofia e Sociologia no Ensino Médio sobre o desempenho escolar. Texto para discussão. Brasília/Rio de Janeiro: IPEA, abr. 2018.
OLIVEIRA, F. Entre reformas: tecnicismo, neotecnicismo e educação no Brasil. RETTA, n. 16, jul./dez. 2017, p. 19-39.
SIMONSEN. M. Brasil 2001. Rio de Janeiro: APEC, 1969. SINGER, P. A crise do “milagre”. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1977.

https://avaliacaoeducacional.files.wordpress.com/2018/05/bonadia-ipea-ataque-histc3b3rico-c3a0s-cic3aancias-humanas.pdf

sábado, 28 de abril de 2018

Nota da Aproffib


"Dado o fortíssimo ataque que a Filosofia para o Ensino Médio vem sofrendo nos últimos anos - ainda por esses dias a Folha de SP divulgou uma pesquisa do IPEA demonstrando como a Filosofia e a Sociologia "contribuíram" para a piora no nível de aprendizado de matemática e português aos jovens da classe baixa -, temos a necessidade urgente em defender a permanência da Filosofia, como disciplina indispensável na formação do caráter de cidadão e questionador da ordem social. 
A Filosofia é uma das áreas mais antigas do conhecimento e que contribuiu (ainda contribui) na formação e desenvolvimento de outros conhecimentos. 
A APROFFIB te convida para assinar a petição pública, contrária a banalização que a disciplina sofreu na reforma do Ensino Médio e pela volta da sua obrigatoriedade.

https://www12.senado.leg.br/ecidadania/visualizacaoideia?id=103041&voto=favor

https://www.facebook.com/aproffib/

Farejador Filosofico - Profª Lúcia Peixoto: Porque hoje é sábado!

Farejador Filosofico - Profª Lúcia Peixoto: Porque hoje é sábado!: Porque hoje é sábado! Não só por ser sábado Despertei antes da hora marcada Com vontade de permanecer um pouco mais Nos braços de Morfe...

sexta-feira, 27 de abril de 2018

1º de Maio de Resistência e Luta!

Bora lá... Celebrar o 1° de Maio dia d@s trabalhador@s, dia de resistência e luta em defesa de um mundo mais justo e fraterno!

O 1º de Maio celebra a Luta e a Resistência da Classe Trabalhadora. A PRAÇA DA SÉ em SÃO PAULO tem sido palco da resistência contra os ataques dos governos que se revesam no poder a serviço das classes domanites. Assim foi no histórico enfrentamento de 1968 contra a ditadura Militar e o Peleguismo sindical e assim será em 2018 para brecar o avanço das forças reacionárias que promoveram o Golpe político no Brasil em 2016, rasgaram às leis trabalhistas e ameaçam a democracia o direito a livre manifestação e a organização da Classe Trabalhadora.

Em tempos como estes que estamos vivendo é preciso unificar a luta em defesa dos direitos democráticos e das bandeiras históricas da classe trabalhadora.

NÓS TRABALHADORAS E TRABALHADORES (Independente de correntes sindicais ou partidárias) REAFIRMAMOS A IMPORTÂNCIA DE CELEBRAR OS 50 ANOS DO HISTÓRICO ATO DE 1968 DA PRAÇA DA SÉ E SEGUIR EM MARCHA PARA O ATO UNIFICADO NA PRAÇA DA REPUBLICA!





domingo, 11 de março de 2018

DIA INTERNACIONAL DA MULHER 2018 - Natalia Sofia Lima




Ser acordada num domingo de manhã com um texto desses... não tem preço.
Orgulho dessa minha filhota.

O PAPEL DA MULHER NA SOCIEDADE?
do ponto de vista de uma criança a mulher é a mãe a que gera que alimenta que ensina que cuida... mais eu não sou apenas uma criança, eu sou Natalia Sofia filha da Lúcia Peixoto e cara... sério vou te falar que a minha mãe não é apenas aquela que trabalha para me alimentar, minha mãe é a guerreira que me ensinou a lutar pelos meus direitos, sim estou elogiando minha mãe, mas ela e eu não temos que ser as únicas ou umas das poucas a lutar e resistir contra todas as afrontas que a sociedade nos impõe e com nos, eu digo a NÓS MULHERES. MULHER seja o que você quiser ser, seja uma universitária uma investidora uma vendedora uma fotografa ou até uma prostituta porque nem a mim que sou mulher importa, não tenha medo de lutar de falar, gritar denunciar, não tenha medo de ser criticada, rebaixada dê sempre o seu melhor, não importa o que seja que você esteja fazendo nunca deixe de fazer o que gosta porque um homem te falou não, porque a sociedade te falou não, seja linda seja diferente seja única, mais nunca inocente de fazer algo que não está pronta para arcar com as consequências.

Por fim, e não menos importante uma mensagem minha às mulheres que estão lendo: mulher se você que leu isso está passando por qualquer situação de abuso seja sexual, físico ou psicológico diga não, porque você chegou até aqui então Ligue 180 – Central de Atendimento à Mulher.

sábado, 10 de março de 2018

Porque hoje é sábado!


Porque hoje é sábado!
Não só por ser sábado
Despertei antes da hora marcada
Com vontade de permanecer um pouco mais
Nos braços de Morfeu
Pela fresta da janela
Vi, o dia ainda não clareou
Calorão de março
Promessa de sol
E lá vamos nós
Pra labuta!
Rumamos tod@s nós
Militantes em busca de Revolução
Denunciar os usurpadores da nação
Os de terno e gravata
E também @s de toga engomadas
Está em nossas mãos
Nossas bandeiras devem ser mais fortes
Alvejar na rua
O que a Lava Jato finge limpar
Bora lá então
Que nada é impossível de mudar!


NADA É IMPOSSÍVEL DE MUDAR

Desconfiai do mais trivial, na aparência singelo.
E examinai, sobretudo, o que parece habitual.
Suplicamos expressamente: não aceiteis o que é de hábito como coisa natural, pois em tempo de desordem sangrenta, de confusão organizada, de arbitrariedade consciente, de humanidade desumanizada, nada deve parecer natural nada deve parecer impossível de mudar.
Bertolt Brecht


https://www.facebook.com/ProfLuciaPeixoto/videos/1881834598528307/

https://www.youtube.com/watch?v=WGg-mdH27MY&t=58s



terça-feira, 6 de março de 2018

DIA INTERNACIONAL DA MULHER: 8 de Março é dia de luta

Atividade aula de Filosofia: Gabriela Gropo Salee 3º Ano
Professora: Lúcia Peixoto

DIA INTERNACIONAL DA MULHER

O dia 8 de março é o resultado de uma série de fatos, lutas e reivindicações das mulheres por melhores condições de trabalho e direitos sociais e políticos, que tiveram inicio na segunda metade do século XIX estendendo-se até os nosso dias.

A data é marcada pela Conferência das mulheres realizada na Dinamarca em 1910, como um dia de luta em homenagem ao movimento pelos direitos das mulheres e como forma de obter apoio internacional para a luta em favor do direito ao voto para as mulheres. Porém, somente no ano de 1975, durante o ano internacional da mulher, que a ONU passou a celebrar o dia 8 de março como sendo o Dia Internacional da Mulher.

O objetivo desta data é discutir o papel da mulher na sociedade atual,  para diminuir e, quem sabe um dia terminar com o preconceito e a desvalorização da mulher. Mesmo com todos os avanços as mulheres ainda sofrem com salários baixos, violência masculina, jornada excessiva de trabalho e desvantagens na carreira profissional.

As mulheres ainda são muito desvalorizada na sociedade atual, ainda existe o preconceito em varias áreas, assim como o homem nós mulheres também temos capacidade e condições de exercer um trabalho "pesado" como engenheira,  mecânica, taxista, etc. profissões consideradas masculinas, segundo a nossa sociedade. Mas homens e mulheres  devem ter os mesmos direitos em relação a tudo. não existe isso de que a mulher têm o "sexo frágil", a mulher é muito forte e batalhadora, além de exercer a sua carreira fora de casa, a mulher também lava, passa, cuida da casa, dos filhos, da família, de tudo, estando disposta ou não (com alguma dor ou algo do tipo) ela não se deixa abater e faz o seu serviço.

PARABÉNS GABRIELA EXCELENTE SÍNTESE DA ATIVIDADE EM SALA DE AULA. GRATIDÃO POR ME PERMITIR COMPARTILHAR.

segunda-feira, 5 de março de 2018

PELA VIDA DAS MULHERES: Democracia e Soberania, Temer sai, Fica a Aposentadoria

A luta das Mulheres por emancipação, contra a cultura machista e em defesa de direitos básicos e trabalho digno tem marcado fortemente a história, eclodindo fortemente no início do Século XX com a Segunda Revolução Industrial e a Segunda Guerra Mundial, quando a mão-de-obra feminina passa a ser explorada em massa de forma aviltante na indústria, em condições de trabalho, frequentemente insalubres e perigosas, com uma jornada diária de cerca de 15 horas as trabalhadoras se organizam em frequentes protestos que se espalham pelo mundo inteiro. Um dos mais marcantes foi o ocorrido em 25 de março de 1911, na fábrica Têxtil da Triangle Shirtwaist em Nova Iorque que resultou no terrível incêndio que vitimou 146 trabalhadores – a maioria costureiras. Frequentemente se relaciona o Dia Internacional da Mulher a esse acontecimento nefasto, que embora tenha sido determinante para fomentar a luta não foi o único.

PRINCIPAIS ACONTECIMENTOS HISTÓRICOS NO MUNDO:
Em 1907, Clara Zetkin Organiza o I Congresso de Mulheres Socialistas, com Rosa Luxemburgo e Alexandra Kollontai, chamam os vários partidos socialistas a entrar na luta pelo sufrágio feminino.
1908 Estados Unidos - Cerca de 1500 mulheres aderiram a uma manifestação em prol da igualdade econômica e política no país.
1909 Estados Unidos _ Partido Socialista convoca um protesto que reuniu mais de 3 mil pessoas no centro de Nova York e culminou, em novembro de 1909, em uma longa greve têxtil que fechou quase 500 fábricas americanas.
1910 Dinamarca - II Conferência Internacional de Mulheres Socialistas na, quando é apresentada uma resolução para a criação de uma data anual para a celebração dos direitos da mulher que foi aprovada por mais de cem representantes de 17 países. O objetivo era honrar as lutas femininas e, assim, obter suporte para instituir o sufrágio universal em diversas nações.
1911 Alemanha, Suíça, Áustria e Dinamarca - Primeira grande manifestação pela emancipação das mulheres trouxe às ruas mais de um milhão de cidadãs.
1915 Suíça - Congresso Internacional de Mulheres contra a Primeira Guerra Mundial.
1917 Rússia – Greve das mulheres que deflagrou início da Revolução Russa, quando aproximadamente 90 mil operárias se manifestaram contra o Czar Nicolau II, as más condições de trabalho, a fome e a participação russa na guerra - em um protesto conhecido como "Pão e Paz"
1921 Rússia - A III Internacional Socialista define, em Moscou, o 8 de Março como o dia para se publicitar internacionalmente as lutas pela libertação das mulheres.
1921 ONU - Assinatura do primeiro acordo internacional que afirmava princípios de igualdade entre homens e mulheres (que só será validado 20 anos depois)
1945 ONU - Validado o primeiro acordo internacional que afirmava princípios de igualdade entre homens e mulheres.
1960 Mundo Todo - Movimento Feminista se espalha e ganha força no mundo. Surge o novo feminismo, em paralelo com a luta dos negros norte-americanos pelos direitos civis e com os movimentos contra a Guerra do Vietnã.
1975 Mundo Todo - Comemorou-se oficialmente o Ano Internacional da Mulher
1977 Nações Unidas – Dia 08 de Março Reconhecido oficialmente pelas Nações Unidas como Dia Internacional da Mulher

CONQUISTAS DAS MULHERES NO BRASIL:
1920 Movimento sufragista brasileiro em prol dos direitos da mulher ganha força, nas décadas de 20 e 30 intensificam-se as reivindicações à participação política.
1932 Conquista do Direito ao Voto, na Constituição promulgada por Getúlio Vargas. As mulheres conquistavam, depois de muitos anos de reivindicações e discussões, o direito de votar e serem eleitas para cargos no executivo e legislativo.
1960 A partir da década de 60, o movimento incorporou questões que necessitam melhoramento até os dias de hoje, entre elas o acesso a métodos contraceptivos, saúde preventiva, igualdade entre homens e mulheres, proteção à mulher contra a violência doméstica, equiparação salarial, apoio em casos de assédio, entre tantos outros temas pertinentes à condição da mulher.
2006 Lei 11.340/06 Cria Lei Maria da Penha mecanismos para coibir e prevenir a violência doméstica e familiar contra a mulher.
2015 Lei do Feminicídio (Lei nº 13.104) A aplicação da norma se junta à lei Maria da Penha e às políticas criadas para prevenir e punir atentados, agressões e maus-tratos, em uma demonstração do empoderamento das mulheres.
2017 11 anos depois de promulgada da Lei Maria da Penha o Brasil ainda registra dados alarmantes de violência contra a mulher.
· 13 mulheres são assassinadas por dia no Brasil (Fonte: MS/SVS/CGIAE – Sistema de Informações sobre Mortalidade – SIM).
· A cada cinco minutos uma mulher é agredida no Brasil (Mapa da Violência 2012 – Homicídio de Mulheres).
· A cada 2 horas uma mulher é vítima de homicídio, 372 por mês. (Instituto Avante Brasil – IAB a partir de dados do DataSUAinda hS, do Ministério da Saúde – Mapa da violência 2012)

BORA LÁ COMPANHEIRA... FLORIR AS RUAS COM NOSSOS SONHOS E JUNTAS GRITAR NÃO CONTRA TODA E QUALQUER FORMA DE OPRESSÃO!


Se março é nosso mês?
Sim como seus onze irmãos o são
Se é especial?
Sim março é especial
Porque tomamos o Dia 8
Há mais de 100 anos
Assumimos nosso rosto feminino
Preludiando na Rússia a Revolução
Vestindo-nos de vermelho
Rosa Choque
Roxo lilás
Empunhando bandeiras de luta
Dividimos o trabalho privado (não é só nosso o trabalho do lar).
Ocupamos o lugar público
Nos empoderamos do que é nosso
Pra fazer o que nos der na telha!


https://www.facebook.com/events/172939489988930/

terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

ATIVIDADES E DINÂMICAS PARA AULAS DE FILOSOFIA NO ENSINO MÉDIO.

TODO PONTO DE VISTA É VISTO DE UM PONTO: O PONTO DE VISTA É SEMPRE O PONTO DA QUESTÃO!


1 - ATIVIDADE EM GRUPO: Cada grupo recebe uma folha com o desenho com o mesmo traçado desenhado. São orientados para descobrir qual é a figura iniciada, chegar a um consenso e terminar o desenho. Ao final devem relacionar o desenho à frase.



2 - ATIVIDADE INDIVIDUAL: "Conhece-te a ti mesm@" Solicitar que cada educando responda a 4 perguntas:

a) Quem Sou eu?

b) O que sou eu?

c) O que me Encanta?

d) O que me espanta?

Todas devem ser encorajadas a partilhar suas respostas. (resguardando o direito d@s que não se sentirem a vontade)

3 - ATIVIDADE COLETIVA: Distribuir algumas copias do poema "A arte de ser feliz" Cecilia Meireles. sugerir leitura compartilhada. Cada educando deve descrever "para onde abre sua janela" (em forma de poesia, narrativa, desenho...)

Cecília Meireles

Houve um tempo em que minha janela se abria sobre uma cidade que parecia ser feita de giz. Perto da janela havia um pequeno jardim quase seco.

Era uma época de estiagem, de terra esfarelada, e o jardim parecia morto. Mas todas as manhãs vinha um pobre com um balde, e, em silêncio, ia atirando com a mão umas gotas de água sobre as plantas. Não era uma rega: era uma espécie de aspersão ritual, para que o jardim não morresse. E eu olhava para as plantas, para o homem, para as gotas de água que caíam de seus dedos magros e meu coração ficava completamente feliz.

Às vezes abro a janela e encontro o jasmineiro em flor. Outras vezes encontro nuvens espessas. Avisto crianças que vão para a escola. Pardais que pulam pelo muro. Gatos que abrem e fecham os olhos, sonhando com pardais. Borboletas brancas, duas a duas, como refletidas no espelho do ar. Marimbondos que sempre me parecem personagens de Lope de Vega. Ás vezes, um galo canta. Às vezes, um avião passa. Tudo está certo, no seu lugar, cumprindo o seu destino. E eu me sinto completamente feliz.

Mas, quando falo dessas pequenas felicidades certas, que estão diante de cada janela, uns dizem que essas coisas não existem, outros que só existem diante das minhas janelas, e outros, finalmente, que é preciso aprender a olhar, para poder vê-las assim.

terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Rosa Luxemburgo, Presente!

99 anos após seu assassinato Rosa Luxemburgo se faz presente e nos convida permanentemente a movimentar-nos em defesa de uma sociedade igualitária. "Quem não se movimenta, não sente as correntes que o prendem".

Nascida em 1871 em Zamosc, Polônia, Rosa Luxemburgo viveu intensamente a Filosofia da Práxis Revolucionária que a qualificou como uma das mais brilhantes dirigentes do movimento comunista internacional, consequentemente ao seu brutal assassinato na Alemanha Pré Nazista em 15 de janeiro de 1919.


Quase um século depois de ceifada, a Rosa Vermelha continua viva, exalando seu perfume teórico marxista, tocando corações e mentes com a "filosofia feminina" e a muitos espetando com os espinhos da sua práxis revolucionária.

Em dias como estes em que vivemos, de levantes totalitários de constantes golpes contra a democracia, com os desmandos insanos de Donald Trump no comando da imponente "Águia de cabeça branca", desrespeitado tratados que defendem a vida humana e a sobrevivência do planeta. Quando a America Latina (à exemplo de países pobres da Africa e da Palestina) sangra dolorosamente com o enfraquecimento das esquerdas, que possibilitou o golpe político no Brasil e a subida ao poder de um governo ilegítimo a serviço do capital internacional, com o intuito explicito de rasgar a constituição no que se refere aos direitos conquistados pela classe trabalhadora. Classe esta que parece assistir a tudo (em tempo real, online) entorpecida, enquanto seus "representantes sindicais/partidários" engessados pela burocracia batem cabeça entre si em busca de "um salvador da pátria". A práxis filosófica revolucionária de Rosa Luxemburgo emerge mais uma vez a nos lembrar que o socialismo só pode ser obra do próprio povo, não de lideranças intelectuais que pretensamente sabem o que é melhor para o povo.

Isabel Loureiro nos lembra que em momentos de "crise da esquerda" como o que vivemos Rosa sempre reaparece. Isso aconteceu no Brasil depois da Segunda Guerra Mundial; na Europa, durante a rebelião de 1968; no movimento Occupy; no Brasil novamente em 2013 e 2015, durante o movimento de ocupações das escolas, quando voltamos a viver um “momento Rosa Luxemburgo”. Salientando que isso acontece porque seu pensamento esta voltado a defesa intransigente das liberdades democráticas em todas as sociedades e em todos os tempos.


"Vejamos rapidamente algumas de suas ideias políticas para entender: a defesa intransigente das liberdades democráticas em todas as sociedades e em todos os tempos; a crítica incisiva à concepção de um partido de vanguarda formado por um núcleo duro de revolucionários profissionais separados das bases, cuja função seria liderar as massas populares que, por sua vez, limitar-se-iam a obedecer ao comando superior; a defesa incondicional da formação política e intelectual das classes subalternas, que ela via como pré-requisito para sua autonomia política; e, finalmente, uma ideia que está na ordem do dia, a da espontaneidade das massas populares. Ou seja, a ideia de que as camadas subalternas da sociedade entram em movimento independentemente das palavras de ordem dadas por líderes partidários ou sindicais e que a organização se estrutura a partir da própria luta, cotidiana e/ou revolucionária. Mas Rosa também sabia que a espontaneidade sozinha não resolve tudo, que o trabalho organizativo é fundamental para estruturar as explosões de energia que brilham esporadicamente no céu cinzento da vida cotidiana." http://desacato.info/mensagem-de-rosa-luxemburgo-ao-seculo-xxi/


“Só a vida sem obstáculos, efervescente, leva a milhares de novas formas e improvisações, traz à luz a força criadora, corrige os caminhos equivocados. A vida pública em países com liberdade limitada está sempre tão golpeada pela pobreza, é tão miserável, tão rígida, tão estéril, precisamente porque, ao excluir-se a democracia, fecham-se as fontes vivas de toda riqueza e progresso espirituais.” (A revolução russa).

Rosa Luxemburgo, Presente!

sábado, 13 de janeiro de 2018

Tempos de parafrasear Brecht!

Em tempos como estes, é necessário parafrasear Brecht
Suplicar a quem tem bom senso, mente crítica e coração puro
"Desconfiai do mais trivial"!
Desconfiai de um Governo Ilegítimo
Desconfiai quando os poderosos se unem
Desconfiai daqueles que condenam por "pura convicção"
Desconfiai sobre tudo dos que se dizem Salvadores da Pátria
Dos paladinos da moral defensores dos "bons costumes",
Dos que dizem amém em nome de Deus
"Nada deve parece natural"
Políticos que aumentam os próprios salários, rebaixando o salário minimo do trabalhador
Presidente, Deputados e Senadores fazendo coluio sob a proteção das togas supremas
Aplaudidos por uma torcida que ultraja as cores da bandeira nacional com etiquetas importadas
Um povo atordoado com o preço do gás, da gasolina da tarifa do transporte que deveria ser público
Um gigante hipnotizado por uma mídia vendida, muito mal-intencionada!
Em dias como estes "Nada deve parecer impossível de mudar!"
Ainda que a injustiça avance e os tiranos construam pontes "para um futuro incerto".
Os oprimidos hão de se aliar e romper com os opressores.
Num elogio da Dialética
"Quem ainda está vivo nunca diga: nunca.

O que é seguro não é seguro.
As coisas não continuarão a ser como são."
Não desperdiçaremos um só pensamento
Que não seja para transformar
Para superar a opressão
Para liquidar com a injustiça e a corrupção
Construindo passo a passo a revolução!


https://profluciapeixoto.blogspot.com.br/2018/01/biografia-de-bertolt-brecht.html

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Parafraseando Lispector!


Hoje eu acordei Assim...
Antes do dia clarear
Ouvindo canto de pássaros
Com vontade de recomeço
Realocar as personagens da minha vida
Criar novos enredos
Me por como protagonista
Parafrasear mais uma vez Lispector
Tomando a solidão por companhia
Com coragem de encarar nos olhos o nada
E me sentir plena de tudo!


Tem dias que é assim
Me olho nos olhos
Retiro os óculos para ver melhor minha alma
Tal qual Narciso me encanto de mim mesma
E dano a me fazer versos...




terça-feira, 9 de janeiro de 2018

110 Anos de Simone de Beauvoir: "Mulheres, vocês devem tudo a ela!".

Dia 9 de Janeiro de 2018 comemoramos o aniversário  de 110 anos da imortal Simone de Beauvoir. Escritora e filósofa francesa, notória defensora das causas feministas, e uma das maiores representantes do pensamento existencialista francês.

Não é raro questionamentos, ainda hoje, sobre o lugar da mulher na construção histórica do pensamento filosófico, a exemplo de tantas outras áreas, as filósofas tiveram muito da sua contribuição usurpada, bastando um olhar superficial sobre a história da filosofia para notarmos a forma quase sutil com que a presença feminina vai sendo ofuscada e muitas vezes reduzida a um papel secundário, não raras vezes vamos encontrar mulheres mencionadas como: discípulas, amantes, esposas e com menor frequência colaboradoras. No caso de Beauvoir coube-lhe o titulo de "companheira de Sartre" titulo este que ela nunca renegou, sem jamais esconder sua afetividade tão pouco deixar-se diminuir pelo brilho inegável do companheiro.

Nós mulheres não só as filósofas todas as que ousam tomar nas mãos as rédeas da vida devemos muito à memoria de Simone de Beauvoir e devemos repetir de peito estufado a manchete que anunciou em 1986 o falecimento da filosofa "Mulheres, vocês devem tudo a ela!".
Devemos a superação do lugar social que havia sido a nós destinado milenarmente pelo patriarcalismo onde eramos destinadas à procriação, ao lar, para agradar ao homem detentor do saber por sua suposta superioridade. "O homem é definido como ser humano e a mulher é definida como fêmea. Quando ela comporta-se como um ser humano ela é acusada de imitar o macho." Somos grata a Simone por nossa feminilidade privada e pública, por nos ter mostrado a chave das cozinhas, quartos e salas de estar onde por séculos quiseram nos aprisionar, como ainda querem hoje, os que nos desejam, "belas, recatadas e do lar".

"Uma mulher torna-se plenamente humana quando tem oportunidade de se dedicar ao exercício de atividades públicas e quando pode ser útil à sociedade".

"Que nada nos limite, que nada nos defina, que nada nos sujeite. Que a liberdade seja nossa própria substância, já que viver é ser livre. Porque alguém disse e eu concordo que o tempo cura, que a mágoa passa, que decepção não mata. E que a vida sempre, sempre continua."

Simone de Beauvier, Presente!


sábado, 6 de janeiro de 2018

Concepções de Deus: De Spinoza a Ivone Gebara


Recebi hoje pela manhã do Professor Aldo Santos este vídeo fantástico de JAVIER JIMÉNEZ LOPEZ, (encantou-em em demasia sua arte) O tema "concepção de Deus" levou-me a revisitar o pensamento de Baruch Spinoza o qual me foi apresentado (num leve esbarrão) por Marilena Chauí.




DEUS SEGUNDO SPINOZA

“Para de ficar rezando e batendo o peito! O que eu quero que faças é que saias pelo mundo e desfrutes de tua vida. Eu quero que gozes, cantes, te divirtas e que desfrutes de tudo o que Eu fiz para ti.

Para de ir a esses templos lúgubres, obscuros e frios que tu mesmo construíste e que acreditas ser a minha casa. Minha casa está nas montanhas, nos bosques, nos rios, nos lagos, nas praias. Aí é onde Eu vivo e aí expresso meu amor por ti.

Para de me culpar da tua vida miserável: eu nunca te disse que há algo mau em ti ou que eras um pecador, ou que tua sexualidade fosse algo mau. O sexo é um presente que Eu te dei e com o qual podes expressar teu amor, teu êxtase, tua alegria. Assim, não me culpes por tudo o que te fizeram crer.

Para de ficar lendo supostas escrituras sagradas que nada têm a ver comigo. Se não podes me ler num amanhecer, numa paisagem, no olhar de teus amigos, nos olhos de teu filhinho… Não me encontrarás em nenhum livro! Confia em mim e deixa de me pedir. Tu vais me dizer como fazer meu trabalho?

Para de ter tanto medo de mim. Eu não te julgo, nem te critico, nem me irrito, nem te incomodo, nem te castigo. Eu sou puro amor.

Para de me pedir perdão. Não há nada a perdoar. Se Eu te fiz… Eu te enchi de paixões, de limitações, de prazeres, de sentimentos, de necessidades, de incoerências, de livre-arbítrio. Como posso te culpar se respondes a algo que eu pus em ti? Como posso te castigar por seres como és, se Eu sou quem te fez? Crês que eu poderia criar um lugar para queimar a todos meus filhos que não se comportem bem, pelo resto da eternidade? Que tipo de Deus pode fazer isso?

Esquece qualquer tipo de mandamento, qualquer tipo de lei; essas são artimanhas para te manipular, para te controlar, que só geram culpa em ti.

Respeita teu próximo e não faças o que não queiras para ti. A única coisa que te peço é que prestes atenção a tua vida, que teu estado de alerta seja teu guia.

Esta vida não é uma prova, nem um degrau, nem um passo no caminho, nem um ensaio, nem um prelúdio para o paraíso. Esta vida é o único que há aqui e agora, e o único que precisas.

Eu te fiz absolutamente livre. Não há prêmios nem castigos. Não há pecados nem virtudes. Ninguém leva um placar. Ninguém leva um registro. Tu és absolutamente livre para fazer da tua vida um céu ou um inferno. Não te poderia dizer se há algo depois desta vida, mas posso te dar um conselho. Vive como se não o houvesse. Como se esta fosse tua única oportunidade de aproveitar, de amar, de existir. Assim, se não há nada, terás aproveitado da oportunidade que te dei. E se houver, tem certeza que Eu não vou te perguntar se foste comportado ou não. Eu vou te perguntar se tu gostaste, se te divertiste… Do que mais gostaste? O que aprendeste?

Para de crer em mim – crer é supor, adivinhar, imaginar. Eu não quero que acredites em mim. Quero que me sintas em ti. Quero que me sintas em ti quando beijas tua amada, quando agasalhas tua filhinha, quando acaricias teu cachorro, quando tomas banho no mar.

Para de louvar-me! Que tipo de Deus ególatra tu acreditas que Eu seja? Me aborrece que me louvem. Me cansa que agradeçam. Tu te sentes grato? Demonstra-o cuidando de ti, de tua saúde, de tuas relações, do mundo. Te sentes olhado, surpreendido?… Expressa tua alegria! Esse é o jeito de me louvar.

Para de complicar as coisas e de repetir como papagaio o que te ensinaram sobre mim. A única certeza é que tu estás aqui, que estás vivo, e que este mundo está cheio de maravilhas. Para que precisas de mais milagres? Para que tantas explicações? Não me procures fora! Não me acharás. Procura-me dentro… aí é que estou, batendo em ti.”


Baruch Spinoza – nascido em 1632 em Amsterdã, falecido em Haia em 21 de fevereiro de 1677, um dos grandes racionalistas do século XVII dentro da chamada Filosofia Moderna, juntamente com René Descartes e Gottfried Leibniz.

"A filosofia espinosana é a demolição do edifício filosófico-político erguido sobre o fundamento da transcendência de Deus, da Natureza e da Razão, voltando-se também contra o voluntarismo finalista que sustenta o imaginário da contingência nas ações divinas, naturais e humanas. A filosofia de Espinosa demonstra que a imagem de Deus como intelecto e vontade livre e a do homem como animal racional e livre-arbítrio, agindo segundo fins são imagens nascidas do desconhecimento das verdadeiras causas e ações de todas as coisas. Essas noções formam um sistema de crenças e de preconceitos gerado pelo medo e pela esperança, sentimentos que dão origem à superstição, alimentando-a com a religião e conservando-a com a teologia, de um lado, e o moralismo normativo dos filósofos, de outro."(Chauí) http://biblioteca.clacso.edu.ar/ar/libros/secret/filopolmpt/06_chaui.pdf)

A mim Encanta a crença de Einstein, “no Deus de Spinoza, que se revela por si mesmo na harmonia de tudo o que existe, e não no Deus que se interessa pela sorte e pelas ações dos homens”. E vou além, afirmando que o mundo será muito mais harmonioso quando reconhecer a face feminina de Deus. O que me remete ao pensamento de Ivone Gebara (Não que a identifique como Spinoziana, e nem eu tampouco o sou, não por completo)

O Feminino: Caminho de Deus e a caminho a Deus "... e caminho de Deus, significa não só o sexo feminino mas significa o feminino em nós, mulheres e homens, como o masculino em nós mulheres e homens, e esse feminino e masculino que somos cada um de nós, é capaz de se aproximar da outra e do outro. Ouvir, ver e sentir sua dor e seu lamento. E dizer, primeiramente baixinho: o amor se fez carne em mim, e se o amor se fez carne em mim, e em nós, tudo pode ser manifestação desse amor, como tudo pode ser manifestação do desamor. Então eu acredito que esse Espírito de vida que está em cada gênero, em cada sexo, em cada ser sexuado e que está também nos seres animais, vegetais e no universo inteiro, esse espírito está nos chamando para termos uma especial atenção à vida das mulheres que sofrem violência domestica, violência social, do trabalho, dos meios de comunicação e violência das igrejas."
http://www.ubl.ac.cr/pdf/revistas/vyp/Ivone%20Gebara-ecofeminismo-VP27,1.pdf

Uma ideia vai levando a outra... assim é a arte de filosofar entre uma página de Spinoza e outra de Ivone Gebara uma pausa para as poesias do magnifico JAVIER JIMÉNEZ LOPEZ
https://youtu.be/iM7aklfDzyM

Volto pra cama nostálgica. (Mais sábia do que quando a deixei pela manhã) Saudades de tempos de outrora quando meu pai camponês me ensinava que Deus cabia em uma bolha de Sabão!

sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

Lúcia Peixoto Filosofa Poetizando: Perspectivas 2018!

Essa coisa de calendário, datas comemorativas, fechamento e reinicio de ciclos é mesmo uma invenção capitalista. Nem bem acabaram as uvas passas do natal e o mercado já está pronto para nos dar um banho de purpurina de carnaval. Não que eu não goste de festejar a vida, pelo contrário, levo toda e qualquer data como pretexto para saudar amigos, abraçar a família e fazer caras e bocas para as fotos.

O que me faz sentar diante do teclado, hoje último dia da Primeira semana de 2018 e analisar atentamente minha retrospectiva de 2017 é a esperança de que ainda que “Ilusoriamente” um ciclo se encerre para que outro se inicie. Já que é hora de esbouçar linhas mestras que nortearão o planejamento do novo ano, pensei em começar traçando as perspectivas... e cá estou a ruminar.

Na vida pessoal muito a agradecer, meus filhos crescem saudáveis, seus sonhos alimentam minha labuta, a vida amorosa segue em compasso de espera (Não de um príncipe encantado, que nunca fui gata borralheira). Que venham novos dias!

Profissionalmente sinto-me realizada no desejo de partilhar conhecimentos, há muito a aprender e um pouco a ensinar, a sala de aula é onde eu sempre quis estar.

O que me inquieta de fato é a Militância, no sentindo definido pelo dicionário (Prática da pessoa que defende uma causa, de quem busca a transformação da sociedade através da ação: militância política, social, estudantil, etc...) Salientando para importância de não confundir com: Militança ( trabalho e/ou ofício de militar), termos infelizmente antagônicos, uma vez que nós Militantes estamos (ou devemos estar) na defesa dos interesses da classe trabalhadora (não que o militar não seja trabalhador, só não se reconhece como tal, exceto em raríssimas ocasiões revolucionárias, as fardas estão sempre a serviço dos governos sustentados pelos patrões.) Esclarecido o significado dos termos e suas implicações, vamos às inquietações.

2018 tende a ser continuação do “nefasto 2017” com a consolidação da política do governo ilegítimo de Temer sob a égide positivista da “Ordem e Progresso” que embarcou o país inteiro num trem desgovernado rumo ao engodo que os golpistas chamaram “Ponte para o futuro”, que nada mais é que uma pinguela com destino ao passado. (Haja visto o roteiro reacionário das tais reformas).

Considerando que este será um ano eleitoral redobra a necessidade de intensa militância, para que interesses pessoais não se sobrepõem aos coletivos e não haja abuso de poder, mesmo no campo da esquerda onde atuamos (utilização da máquina pública e sindical) por parte de pseudos representantes de classe (candidatos (as) a cargos eletivos).
Destarte início “minhas perspectivas” inspirada em Maiakóvski "Não estamos alegres, é certo, mas também por que razão haveríamos de ficar tristes? O mar da história é agitado. As ameaças e as guerras havemos de atravessá-las, rompê-las ao meio, cortando-as como uma quilha corta as ondas". Convidando a esperançar filosofando e poetizando a vida que seguira o curso que vamos determinar!

Se há destino não sei
Fato é que gosto de contar com a sorte
Deixar que “ o acaso me proteja caso eu fique distraída”Para que quando meus hiatos se prologarem em demasia
Os devaneios me roubarem a realidade
A deusa me ajude
Trilhar o melhor caminho
Saber a hora certa de parar e respirar
Se necessário redefinir o percurso
Recomeçar, sem jamais perder de vista o horizonte
Sabendo que a utopia é meu pote de ouro
Não importa o quanto eu tenha que caminhar
Ela estará me esperando
Lá no infinito, onde nasce o arco íris!

https://youtu.be/92xZC2H9df0


O Brasil que eu quero (Tião Simpatia)

# Ficaadica  dessa pequena "O Brasil que eu quero não cabe em 15 segundos" ... A força e a arte da mulher que queremos para o Bra...