terça-feira, 19 de setembro de 2017

Ao mestre com carinho: Paulo Freire Presente!

Neste mar de ignorância letrada, de má fé intelectualizada não me deixo naufragar na dicotomia, pois em mim já não cabem dúvidas ideológicas e metodológicas, (filosóficas coleciono aos milhares.) Nado contra a maré seguindo pegadas imaginárias que me conduzirão à utopia possível, dentre os poucos que antes de mim se lançaram ao mar deixo me guiar pelos rastros de Paulo Freire, que hoje deve estar caminhando descalço pelos verdes campos a prosear com o camarada Jesus já que em vida sempre o teve como amigo e por certo nessas conversas devem falar sobre Marx, sim o Comunista barbudo que tantas vezes foi por Freire tratado como irmão.

Devaneios em tempos como estes que vivemos por certo merecerão criticas por parte daqueles e daquelas que embarcaram "na maquina do tempo" para desenterrar os maios obsoletos conceitos de moralidade, não deve faltar quem venha me acusar de heresia, ou ignorância política, desconhecimento histórico falta de senso crítico e sei lá mais o que, são tantas as asneiras que se tem dito e escrito em nome da fé cega e da ciência sapiente que a mim pouco importa. Deixo livre meu pensamento e lanço mão de licença poética para me esperançar parafrasear o mestre em suas primeiras linhas de Pedagogia da Esperança para ressalta a esperança como um elo entre os sonhos e a realidade.

Não há melhor homenagem (penso eu) ao mestre Paulo Freire que hoje completaria 96 anos, que alimentar a esperança, reavivar a necessidade da camaradagem com Cristo em fraternidade com Marx, pois a fé que remove montanhas (metaforicamente falando) impulsiona também a práxis, move as massas trabalhadoras na sua luta por vida digna, vida em abundancia. E desmascara os reacionários e reacionárias mercenários e mercenárias àqueles e àquelas que golpearam a democracia e usurparam o poder com seus discursos recheados de paralogismos para disfarçar sua ideologia de classe. (fundamentalista, fascista e excludente).

Com Freire devemos nos esperançar, sair da inercia, romper a espera, juntar os elos  e recompor a corrente. Mulheres, Homens, héteros ou  homonexuais somos todas e todos Seres Humanos nutridos da mesma esperança de que as injustiças, as desigualdades, a miséria, possam um dia senão desaparecer completamente, ao menos ser amenizada ou corrigida. Não podemos nos acomodarmos, usando como pretexto a desesperança, e compactuarmos ainda que indiretamente com os escândalos e problemas sociais que nos afetam diretamente. Avante... é preciso lutar, resistir e não desistir jamais! 

PARABÉNS MESTRE PAULO FREIRE PELOS SEUS 96 ANOS
Lúcia Peixoto, Filósofa, Professora de Filosofia, Poetisa, Bacharel em Ciências da Religião, Licenciada e Pós Graduada em Filosofia, Diretora de Relações Sociais e Movimento Sindical da Aproffesp.

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