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8M: Feliz Dia Internacional da Mulher que Luta!

"Que nada nos defina, que nada nos sujeite. Que a liberdade seja a nossa própria substância..." (Simone de Beauvoir)

Salve mulherada...
Porque hoje é dia 8 de março
E não só por ser 8 de março Dia Internacional da Mulher
Porque todo dia é nosso dia
E todos os lugares são nossos lugares!

BORA LÁ COMPANHEIRADA APESAR DE TEMER... NOSSA POESIA HÁ DE FLORESCER E DIAS MELHORES VIRÃO!



"As mulheres irão parar neste 8 de março! Nas ruas e nas lutas!
Com base nas fortes manifestações que ocorreram em vários países da América Latina contra os feminicídios, violência de gênero e o brutal assassinato da adolescente Lucía Pérez que motivou a campanha nas redes sociais “Ni Una a Menos”, feministas argentinas fizeram um chamado à construção de uma greve internacional de mulheres, a ser realizada no próximo dia 8 de março. Cerca de trinta países estão se mobilizando e convocando uma greve geral. No dia 21 de janeiro, após a Marcha das Mulheres ter levado milhares as ruas nos EUA contra Trump, ativistas feministas e um grupo de intelectuais importantes como Angela Davis e Nancy Fraser lançaram um manifesto, reiterando o convite das argentinas, convocando para que todas deixem seus postos de trabalho e tomem as ruas por mais direitos.
A ideia é mobilizar as mulheres na luta pelo fim da violência de gênero e das desigualdades alinhada às preocupações econômicas, a luta da classe trabalhadora. Que nenhuma demanda específica fique de fora, ou seja, das mulheres trabalhadoras, negras, trans, imigrantes, refugiadas, desempregadas, etc.
No Brasil, as estatísticas tanto sobre violência quanto as desigualdades são alarmantes! As mulheres no nosso país também são vítimas de uma onda de violência de gênero. Lamentavelmente, o machismo ainda está muito arraigado. Somos o quinto país com a maior taxa de feminicídio do mundo; a cada 11 minutos um estupro é registrado; cumprimos dupla e tripla jornada de trabalho; ainda recebemos salários 30% menores que os homens na mesma função; e, a reforma da previdência proposta pelo (des)governo pretende equiparar a idade de aposentadoria para homens e mulheres mesmo sabendo que nesse país não existe déficit previdenciário.

 Os homicídios de mulheres negras aumentaram 54% em dez anos no Brasil, passando de 1.864, em 2003, para 2.875, em 2013. Enquanto, no mesmo período, o número de homicídios de mulheres brancas caiu 9,8%, saindo de 1.747 em 2003 para 1.576 em 2013. É o que aponta o Mapa da Violência 2015: Homicídio de Mulheres no Brasil, estudo elaborado pela Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flacso), divulgado hoje (9).
Em 2013, 13 mulheres foram mortas por dia no país, em média, um total de 4.762 homicídios.
Nesta edição, segundo a Flacso, o estudo foca a violência de gênero e revela que, no Brasil, 55,3% desses crimes aconteceram no ambiente doméstico, sendo 33,2% cometidos pelos parceiros ou ex-parceiros das vítimas. Com base em dados de 2013 do Ministério da Saúde, ele aponta ainda que 50,3% das mortes violentas de mulheres são cometidas por familiares.
Sobre a idade das vítimas, o Mapa da Violência aponta baixa incidência até os 10 anos de idade, crescimento até os 18 e 19 anos, e a partir dessa idade, uma tendência de lento declínio até a velhice.
O país tem taxa de 4,8 homicídios para cada 100 mil mulheres, a quinta maior do mundo, conforme dados da Organização Mundial da Saúde que avaliaram um grupo de 83 países, informou a Flacso.
O Mapa da Violência é um trabalho desenvolvido pelo pesquisador Julio Jacobo Waiselfisz que, desde 1998, já divulgou 27 estudos. Todos eles, segundo a Flacso, trabalharam a distribuição por sexo das violências, sejam suicídios, homicídios ou acidentes de transporte, mas em 2012, dada a relevância do tema e as diversas solicitações nesse sentido, foi elaborado o primeiro mapa especificamente focado nas questões de gênero.
Homicídios de Mulheres no Brasil
De 1980 a 2013, foram vítimas de assassinato 106.093 mulheres. Entre 2003 e 2013, o número de vítimas do sexo feminino passou de 3.937 para 4.762, incremento de 21,0% na década.
Segundo o Mapa da Violência, diversos estados evidenciaram “pesado crescimento” na década, como Roraima, onde as taxas de homicídios femininos cresceram 343,9%, ou Paraíba, onde mais que triplicaram (229,2%). Entre 2006, ano da promulgação da Lei Maria da Penha, e 2013, apenas em cinco estados registraram quedas nas taxas: Rondônia, Espírito Santo, Pernambuco, São Paulo e Rio de Janeiro.
Vitória, Maceió, João Pessoa e Fortaleza encabeçam as capitais com taxas mais elevadas no ano de 2013, acima de 10 homicídios por 100 mil mulheres. No outro extremo, São Paulo e Rio de Janeiro são as capitais com as menores taxas.
O lançamento da pesquisa conta com o apoio do escritório no Brasil da ONU Mulheres, da Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde e da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres do Ministério das Mulheres, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos.

O estudo completo sobre homicídio de mulheres no Brasil está disponível no site do Mapa da Violência.

 POETIZANDO A LUTA NOSSA DE CADA DIA!
  
Se março é nosso mês?
Sim como seus onze irmãos o são
Se é especial?
Sim março é especial
Porque tomamos o Dia 8
Há mais de 100 anos
Assumimos nosso rosto feminino
Preludiando na Rússia a Revolução
Vestindo-nos de vermelho
Rosa Choque
Roxo lilás
Empunhando bandeiras de luta
Dividimos o trabalho privado (não é só nosso o trabalho do lar).
Ocupamos o lugar público
Nos empoderamos do que é nosso
Pra fazer o que nos der na telha!

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O conteúdo programático está pautado na Resolução SE 56, de 14-10-2016

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