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Para revolucionar o pensamento é necessário revolucionar a sociedade!

  • Para revolucionar o pensamento é necessário revolucionar a sociedade!


Karl Marx (1818-1883) 


Do lugar "espiritualista" que me encontro, entendo ser o materialismo histórico de Marx uma importante chave de leitura para compreensão da história real dos seres humanos a partir das condições materialistas nas quais vivem.  O olhar filosófico sobre a obra de Marx nos permite compreender a história em seu movimento dialético, como bem Reflete o comentário do Marxista José Carlos Miranda. (https://www.facebook.com/Miranda.Socialista?fref=ts)

“Em cada etapa da história humana, os homens e mulheres desenvolveram alguma forma de interpretar o mundo e refletiram acerca do lugar que ocupam nele, desenvolvendo assim uma filosofia. Os elementos utilizados para se elaborar esta interpretação foram obtidos mediante a observação da natureza e através da generalização das experiências do dia a dia.
Há pessoas que creem não necessitar de nenhuma filosofia ou concepção do mundo. Contudo, na prática todos têm uma filosofia, inclusive se não está desenvolvida de forma consciente. As pessoas que se guiam pelo mero “senso comum” e que pensam que se saem bem sem a teoria, na prática não fazem mais que pensar à maneira tradicional. Marx dizia que as ideias dominantes na sociedade são as ideias da classe dominante. Para manter e justificar seu domínio, a classe capitalista faz uso de todos os meios disponíveis para distorcer a consciência do trabalhador. A escola, a Igreja, a televisão e a imprensa são utilizadas para fomentar a ideologia da classe dominante e para doutrinar os trabalhadores a aceitarem o seu sistema como a forma mais natural e permanente da sociedade. Na ausência de uma filosofia socialista consciente, aceitam inconscientemente a filosofia capitalista.”
Em cada etapa da sociedade de classe, a classe revolucionária ascendente, que tem por objetivo mudar a sociedade, terá de lutar por uma nova concepção do mundo e terá que atacar a filosofia antiga, que, se baseando na velha ordem, justificava-a e defendia-a.”

A dialética materialista analisa a história do ponto de vista dos processos econômicos e sociais, divididos em  quatro momentos: Antiguidade, feudalismo, capitalismo e socialismo, sendo que os três primeiros sucumbiram às contradições internas.  A contradição da antiguidade é a escravidão; a do feudalismo são os servos; e a do capitalismo é o proletariado. O socialismo seria então a síntese final, momento em que a história cumpre seu desenvolvimento dialético.

 “A teoria materialista de que os homens são produto das circunstâncias e da educação, e de que, portanto, os homens modificados são produto de circunstâncias distintas e de uma educação modificada, esquece que são os homens, precisamente, os que fazem com que mudem as circunstâncias e que o próprio educador necessite ser educado. Daí que esta doutrina conduza, forçosamente, a dividir a sociedade em duas partes, uma das quais está acima da sociedade. A coincidência da modificação das circunstâncias e da atividade humana ou autotransformação somente se pode conceber e entender racionalmente como prática revolucionária”. (Marx,Terceira Tese sobre Feuerbach)

“O problema de se poder atribuir ao pensamento humano uma verdade objetiva não é um problema teórico, e sim um problema prático. É na prática onde o homem tem que demonstrar a verdade, isto é, a realidade e o poder, a concretude de seu pensamento. A disputa em torno à realidade ou irrealidade do pensamento – isolado da prática – é um problema puramente escolástico(Marx, Segunda Tese sobre Feuerbach).

Destarte, concluo que no momento histórico em que vivenciamos uma crise sem precedentes do capitalismo em todo o mundo, ler, compreender e experimentar na prática a obra de Karl Marx é uma necessidade, uma urgência filosófica, politica e sobre tudo existencial (correndo o risco de ser redundante na conclusão).

Para não concluir: A revolução de Marx na filosofia - reflexões sobre as Teses de Feurbach
http://www.marxismo.org.br/content/revolucao-de-marx-na-filosofia-reflexoes-sobre-teses-de-feurbach 

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