Miniconto: da madrugada

Eram quase quatro da manhã, pensou que deveria dormir... Não dormiu porque estava pensando.
"Oh, tristeza, me desculpe, estou de malas prontas
Hoje a poesia veio ao meu encontro
Já raiou o dia vamos viajar

Vamos indo de carona
Na garupa leve do vento macio
Que vem caminhando desde muito tempo, lá do fim do mar

Vamos visitar a estrela da manhã raiada
Que pensei perdida pela madrugada
Mas que vai escondida querendo brincar

Senta nessa nuvem clara minha poesia
Anda se prepara, traz uma cantiga
Vamos espalhando música no ar

Olha quantas aves brancas, minha poesia
Dançam nossa valsa pelo céu que o dia
Fez todo bordado de raios de Sol

Oh, poesia, me ajude
Vou colher avencas, lírios, rosas, dálias
Pelos campos verdes que você batiza de jardins do céu

Mas pode ficar tranquila minha poesia
Pois nós voltaremos numa estrela guia
Num clarão de Lua quando serenar

Ou talvez até quem sabe
Nós só voltaremos num cavalo baio
No alazão da noite cujo o nome é raio, raio de luar"

Composição: Paulo César Pinheiro, João de Aquino.
Lucia Peixoto
Filósofa, Arteterapeuta, Artesã, Profa de Filosofia
Graduada em Ciências da Religião,
Licenciada e Pós graduada em Ensino da Filosofia,
com Especialização em História e Arteterapia

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