Salve São João: Gratidão mei pai João (o agraciado por Deus)

Todos os dias são dias de gratidão
Mas é nos dias 24 de junho
Dia de São João
Que o peito fica pequeno para tantas recordações
Saudades meu pai João!!!
Lá na roça hoje era dia de festa
Tinha terço e fogueira
O Senhor com as mãos calejadas da roça
Dedilhando o rosário!
Cantando bonito...
De joelhos em frente do altar enfeitado
Com pequenas rosas brancas
Entrelaçadas nos cipós alaranjados de São João
"Eu era pequena
Nem me lembro
Só lembro
Que juntava as mãozinhas
E rezava apressada...
Pensando na hora
De correr para o terreiro
Comer batata doce e milho assado
Pulando as brasas da fogueira do Sr. João
...
Partiu tão cedo lá para Maracangalha
(Cidade utopica de Caymmi)*
E sua Aurora foi logo depois
(Minha mãe lá há de querer bailar)

Foram antes da expansão da tecnologia...
Deixaram poucas fotos...
Muitas lembranças...
Reticências sem fim sem fim
...

Exemplo de luta no Sindicato Rural..
De fé, nas Comunidades Eclesiais de Base...
Mariano rezador de Terço**
Ainda ouço tua voz meu pai...
Entoando os cânticos marianos...
"Andei duvidando, eu me lembro
Das coisas mais puras que me ensinaram
Perdi o costume da criança inocente
Minhas mãos quase não se ajuntavam..."

Mas de ti meu pai eu não esqueço!






"Eu era pequeno, nem me lembro
Só lembro que à noite, ao pé da cama
Juntava as mãozinhas e rezava, apressado
Mas rezava como alguém que ama

Nas Ave Marias que eu rezava
Eu sempre engolia umas palavras
E muito cansado, acabava dormindo
Mas dormia como quem amava

Ave Maria, Mãe de Jesus
O tempo passa, não volta mais
Tenho saudade daquele tempo
Que eu te chamava de minha mãe
Ave Maria, Mãe de Jesus
Ave Maria, Mãe de Jesus

Depois fui crescendo, eu me lembro
E fui esquecendo nossa amizade
Chegava lá em casa chateado e cansado
De rezar não tinha nem vontade

Andei duvidando, eu me lembro
Das coisas mais puras que me ensinaram
Perdi o costume da criança inocente
Minhas mãos quase não se ajuntavam

Ave Maria, Mãe de Jesus
O tempo passa, não volta mais
Tenho saudade daquele tempo
Que eu te chamava de minha mãe
Ave Maria, Mãe de Jesus
Ave Maria, Mãe de Jesus

O teu amor cresce com a gente
A mãe nunca esquece um filho ausente
Eu chego lá em casa chateado e cansado
Mas eu rezo como antigamente

Nas Ave Marias que hoje eu rezo
Esqueço as palavras e adormeço
E embora cansado, sem rezar como eu devo
Eu, de Ti, Maria, não me esqueço

Ave Maria, Mãe de Jesus
O tempo passa, não volta mais
Tenho saudade daquele tempo
Que eu te chamava de minha mãe
Ave Maria, Mãe de Jesus
Ave Maria, Mãe de Jesus

Ave Maria, Mãe de Jesus
Ave Maria, Mãe de Jesus"


Composição: Pe. Zezinho 

Gratidão meu pai!

https://youtu.be/8JhJPQHm7zA

Cipó-de-são-joão (Pyrostegia venusta) 
"plantado pela IA" para homenagear meu pai 
João Peixoto, Presente
Lucia Peixoto
Filósofa, Arteterapeuta, Artesã, Profa de Filosofia
Graduada em Ciências da Religião,
Licenciada e Pós graduada em Ensino da Filosofia,
com Especialização em História e Arteterapia

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