Ressaca de 05 de outubro de 2026
Acordei no pós eleições com um acre sabor na boca, não tão desencantada quanto Bandeira, tento sobreviver “A Cinza da Horas” horas como as de outroras que parafraseio me lembrando que já fui menina e que era feliz, que sobre mim também atuou o destino… “ Veio o mau gênio da vida, Rompeu em meu coração, Levou tudo de vencida, Rugiu como um furacão, Turbou, partiu, abateu, Queimou sem razão nem dó” … Ah não fiquei magoada, o que ficou não foi só “cinza fria”. Fiz versos “como quem chora…” Não fechei o livro… Coachei versos à parnasiano… Espalhando ao vento minhas reticências! Ouvi as estrelas Conversei com elas Todas as noites Bailando pela via-láctea Quando vinha o sol Não fechava de todo a janela Meia adormecida Meia desperta Sonhando acordada Com a métrica sonora Dos versos de Bilac Adocicando-me a boca O acre sabor melancólico Que bandeira me deixou na boca Não me deixa esquecer (estou de ressaca) O porre de realidade O que as estrela não me contaram Outras gentes também coaxam Seu...