Oficina: Arco Íris do desejo (Teatro do Oprimido)
Este circuito de oficinas idealizado e coordenado pela Professora Lúcia Peixoto tem como público alvo, mulheres de 18 a 80+ anos. (Oficinas para todos, todas e todes serão oferecidas de acordo com a procura).
Data: Sábados das 16hs às 17hs30
Local: Rua Dr. Paulo Furtado de Oliveira, 370 Jd, Santa Cruz
(Paróquia Santa Cruz do Peri Alto
Metodologia: Teatro do Oprimido
Facilitadora: Lúcia Peixoto
Informações: 11 968380630

“Arco-Íris do Desejo” é uma das técnicas mais introspectivas desenvolvidas por Augusto Boal no contexto do Teatro do Oprimido. Voltada para a exploração das dinâmicas de opressão internas, essa técnica tem sido amplamente utilizada em workshops e cursos ao redor do mundo para ajudar pessoas a entenderem e superarem suas opressões.
A oficina “Arco-Íris do Desejo” oferece uma imersão nessa técnica, permitindo as participantes descobrirem novas formas de ver e transformar suas vivências. Nesse processo, a técnica será utilizada para compreender os mecanismos estruturais da opressão a partir das individualidades.
Embora não se trate de uma terapia, o curso tem uma dimensão prática coletiva, onde as análises no campo investigativo são frequentemente examinadas de forma estrutural.
Cinco pontos essenciais sobre essa técnica, especialmente relevantes para aquelas que farão as próximas oficinas
1. Entendimento das opressões internas
O “Arco-Íris do Desejo” é uma técnica que, usada no contexto investigativo do Teatro do Oprimido, deseja compreender as opressões sociais e estruturais, focando nas opressões que carregamos dentro de nós. Durante o curso, as participantes serão incentivadas a identificar e externalizar conflitos internos, medos e desejos reprimidos. Através de exercícios teatrais, essas emoções são trazidas à tona, não apenas para alcançar a catarse, mas principalmente para abrir possibilidades de transformação.
2. Utilização de técnicas de espelhamento
Uma das práticas centrais do “Arco-Íris do Desejo” é o uso do espelhamento, onde outras participantes do grupo representam diferentes aspectos da psique da protagonista. Esses “espect-atores” ajudam a refletir e amplificar as relações da pessoa protagonista, proporcionando uma visão mais objetiva de suas questões internas.
3. Representação visual dos desejos
A oficina utiliza a metáfora do arco-íris para ilustrar os diversos desejos e emoções que coexistem dentro de cada pessoa. Cada cor do arco-íris representa uma faceta diferente da experiência emocional de cada pessoa. Este método visual facilita a compreensão e organização dos diferentes desejos, tornando mais acessível a análise e a intervenção sobre eles.
4. Integração de práticas terapêuticas, não sendo terapia
O “Arco-Íris do Desejo” não é apenas uma técnica teatral, mas também incorpora elementos de práticas terapêuticas, contudo, não é terapia. A técnica promove um espaço de cura e autoconhecimento, onde as participantes podem explorar e reconfigurar suas narrativas pessoais, mas sempre conectadas à estrutura que molda nossa sociedade. O aspecto terapêutico é fundamental para que as participantes possam emergir na oficina com uma compreensão renovada de si mesmas e das suas capacidades de mudança.
5. Impacto transformador
Os relatos de participantes do curso frequentemente destacam o impacto transformador do “Arco-Íris do Desejo”. A técnica oferece ferramentas para que as pessoas não apenas compreendam suas opressões internas, mas também encontrem caminhos para superá-las. Este processo de transformação pessoal é muitas vezes descrito como libertador, proporcionando um novo sentido de empoderamento e clareza.
Esses cinco pontos fornecem uma base sólida para entender e comunicar a essência e o impacto da técnica desenvolvida por Augusto Boal.

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