Miniconto de sexta
O dia amanheceu nublado
A garoa fina lhe regou os cabelos prateados
Sorriu, acendeu seu sol sol interior!
Deu graças por poder trabalhar!
"Tropeçavas nos astros desastrada
Quase não tínhamos livros em casa
E a cidade não tinha livraria
Mas os livros que em nossa vida entraram
São como a radiação de um corpo negro
Apontando pra a expansão do Universo
Porque a frase, o conceito, o enredo, o verso
(E, sem dúvida, sobretudo o verso)
É o que pode lançar mundos no mundo.
Tropeçavas nos astros desastrada
Sem saber que a ventura e a desventura
Dessa estrada que vai do nada ao nada
São livros e o luar contra a cultura.
Os livros são objetos transcendentes
Mas podemos amá-los do amor táctil
Que votamos aos maços de cigarro
Domá-los, cultivá-los em aquários,
Em estantes, gaiolas, em fogueiras
Ou lançá-los pra fora das janelas
(Talvez isso nos livre de lançarmo-nos)
Ou o que é muito pior por odiarmo-los
Podemos simplesmente escrever um:
Encher de vãs palavras muitas páginas
E de mais confusão as prateleiras.
Tropeçavas nos astros desastrada
Mas pra mim foste a estrela entre as estrelas."
Lúcia Peixoto
Graduada em Ciências da Religião,
Licenciada e Pós graduada em Ensino da Filosofia e História,
Pós graduanda em Arteterapia.
Professora, Filósofa, Poeta, Escritora e Artesã
Siga nas redes sociais:
X: @lluciafilosofa
Instagram: @profa.luciapeixoto
Facebook: https://www.facebook.com/ProfLuciaPeixoto
Tiktok: lucia.p50
YouTube:@luciapeixoto3038


Comentários
Postar um comentário