Miniconto: Porque é domingo revisitou memórias!

Porque é domingo
Revisitou suas memórias!
poéticas de rimas quebradas.
Lúcia Peixoto

 

Porque é domingo...
Roubartilhei a imagem dessa gatinha...
Compartilhei em forma de poesia...
Rimas quebradas...
Amontoado de reticências...
Expressão de boa preguiça...
Ócio criativo...
Coisa de quem só quer colher o dia
Que já vem pronto!



O relógio não despertou!
Sai cedo da cama
Passei preguiçosamente o café
E cá estou a ruminar
Poetizando cá com meu botões

Poesia é assim, é como café
Cada um escolhe se forte ou mais fraquinho
Adocicado ou amargo
Sozinho ou acompanhado
Se passado em casa ou na padaria
No copo de requeijão ou numa xícara personalizada
Tudo é uma questão de gosto!



Porque é domingo
E não só por ser domingo
Acordei meio Assim
Como quem ainda está sonhando
Um sorriso bobo na cara
Porque domingo é dia propício
Para permitir-se calmaria
Escrever com calma
Compor poeminhas de rimas quebradas!
Sem compromisso com a métrica
Só pra falar de amor
Não de Eros (este tem sido malvado)
De Ágape que sustenta meu sorriso
Não arde, não descontenta, não desatina
Só me quer bem
Despida, sem máscara
Revestida de minhas idiossincrasias
Paradoxos e reticências!



Bora lá...
Começar o dia com reticências
Sem pressa
Mas ágil
Para que o café não esfrie
Para que o pão não endureça
Para que o dia não passe
Sem ser saboreado...



Bora lá semear girassóis
Agradecer mais um amanhecer
Cantarolar preguiçosamente
Porque é domingo!
"E os sonhos podem transformar o rumo da história..."

"Sai de si
Vem curar teu mal
Te transbordo em som
Poe juizo em mim
Teu olhar me tirou daqui
Ampliou meu ser
Quero um pouco mais
Não tudo
Pra gente não perder a graça no escuro
No fundo
Pode ser até pouquinho
Sendo só pra mim sim

Olhe só
Como a noite cresce em glória
E a distância traz
Nosso amanhecer
Deixa estar que o que for pra ser vigora
Eu sou tão feliz
Vamos dividir

Os sonhos
Que podem transformar o rumo da história
Vem logo
Que o tempo voa como eu
Quando penso em você

Olhe só
Como a noite cresce em glória
E a distância traz
Nosso amanhecer
Deixa estar que o que for pra ser vigora
Eu sou tão feliz
Vamos dividir

Os sonhos
Que podem transformar o rumo da história
Vem logo
Que o tempo voa como eu
Quando penso em você"
Maria Gadú.



Voltando ao início da prosa (cá com meus botões)
Hoje é domingo...
Revisito minha própria história (escrita em versos de rimas quebradas)
Me corrijo
Reedito
Parafraseio
Faço selfie de cara lavada
Filósofo poetizando!



Olhar-me através das selfies que faço
É uma brincadeira
Que ora me encanta
Ora é de espantar
Sempre com a intenção de inspirar
Uma reflexão filosófica (socrática)
"O nada saber sobre mim mesma"
A certeza poética de Adalgisa Nery
Sobre às histórias que vou soprando ao vento.

"O vento veio correndo
Assoviando, gritando
Que vira a lua nascendo,
Que vira a estrela brilhando,
Que o beija-flor vira voando,
Que o rio vira cantando
E o fruto amarelando.
Que vira o orvalho caindo
Sobre a relva e sobre a flor,
Que vira a abelha zumbindo
Dentro das pétalas em cor,
Que vira a semente no chão,
Nas águas, o peixe mudo,
O pastor tangendo as ovelhas
Cantando por nada e por tudo.
O vento veio correndo,
Assoviando, cantando
Que vira o mais belo mundo:
Uma criança nascendo,
Uma criança brincando,
Uma criança sorrindo, vivendo,
Uma criança cantando."
 
 

“A utopia está lá no horizonte. Me aproximo dois passos, ela se afasta dois passos. Caminho dez passos e o horizonte corre dez passos. Por mais que eu caminhe, jamais alcançarei. Para que serve a utopia? Serve para isso: para que eu não deixe de caminhar.”  Eduardo Galeano 


Porque é domingo
Bora soltar aquele sorriso
Meio bobo
De moleca que enfiou o dedo na cobertura do bolo
Roubou brigadeiro
Se enroscou na decoração da festa
Tropeçou nas reticências
Porque criancice não é questão cronológica
É estado de espirito
E domingo é dia propício
Para um bom conselho 
"Não se afobe, não
Que nada é pra já
O amor não tem pressa
Ele pode esperar em silêncio
Num fundo de armário
Na posta-restante
Milênios, milênios no ar"
Chico Buarque



Eu só quero poesia
Quero minha companhia
Quero Nostalgia
Quero não ter que querer mais nada
Só querer por querer...
"Como um animal que sabe da floresta (memória)
Redescobrir o sal que está na própria pele (macia)
Redescobrir o doce no lamber das línguas (macias)
Redescobrir o gosto e o sabor da festa (magia)"
Cantarolar Elis
Inerte diante do domingo!

https://youtu.be/P39f0_aYv-Y





Lúcia Peixoto
Filósofa, Professora de Filosofia,
Poeta, Artesã, Bacharel em Ciências da Religião,
Licenciada e Pós Graduada em Filosofia,
Pós-graduanda em Arteterapia

Siga nas redes sociais:
Twitter: @lluciafilosofa
Instagram @profa.luciapeixoto























Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Indicação: Ana Jácomo - Cheiro de flor quando ri

De repente... envelhescência!

Bom diaaaa... Carpe diem!