Bom dia: Porque é o primeiro domingo desta primavera!
Pedir a bênção de Nossa Senhora
Pôr a cara no sol
Porque é domingo
E não só por ser domingo
O primeiro da primavera de 2026
O que antecede as eleições
Que o sol nos aqueça o coração
A fé nos afague a alma
(seja qual for a religião)
Desperte a consciência
Para separar o joio do trigo
E seguir semeando esperança
Esperança freireana
Num mundo mais justo, sororico e fraterno!

"É preciso ter esperança, mas ter esperança do verbo esperançar; porque tem gente que tem esperança do verbo esperar. E esperança do verbo esperar não é esperança, é espera. Esperançar é se levantar, esperançar é ir atrás, esperançar é construir, esperançar é não desistir! Esperançar é levar adiante, esperançar é juntar-se com outros para fazer de outro modo…" Paulo Freire
"Negra Mariama!
Negra Mariama chama!
Negra Mariama!
Negra Mariama chama!
Negra Mariama chama para enfeitar
O andor porta estandarte para ostentar
A imagem Aparecida em nossa escravidão
Com o rosto dos pequenos, cor de quem é irmão
Negra Mariama!
Negra Mariama chama!
Negra Mariama chama pra cantar
Que Deus uniu os fracos pra se libertar
E derrubou dos tronos os latifundiários
Que escravizavam pra se regalar
Negra Mariama!
Negra Mariama chama!
Negra Mariama chama pra dançar
Saravá esperança até o sol raiar
No samba está presente o sangue derramado
O grito e o silêncio dos martirizados
Negra Mariama!
Negra Mariama chama!
Negra Mariama chama pra lutar
Em nossos movimentos sem desanimar
Levanta a cabeça dos espoliados
Nossa companheira chama pra avançar
Negra Mariama!
Negra Mariama chama!" ( Maria Cecília Domezi)
"Dialogando com a IA"
No poema “Bom dia: Porque é o primeiro domingo desta primavera!”, Lúcia Peixoto transforma o despertar de um domingo primaveril em um convite à reflexão, à consciência e à esperança ativa. O sol que aquece o coração, a fé que afaga a alma e a primavera que anuncia novos ciclos compõem uma poética na qual a delicadeza do cotidiano se entrelaça com o compromisso ético e social. Em diálogo com Uma Filosofia do Limão, essa reflexão ganha o sentido de transformar os possíveis amargores da existência em sementes de renovação. Afinal, a vida, assim como o limão, nem sempre nos oferece a doçura desejada, mas nos convida a encontrar maneiras de transformar suas adversidades em possibilidades de florescimento.
A esperança freireana, evocada pela autora, ultrapassa a espera passiva: é verbo, movimento, construção coletiva e coragem para seguir semeando um mundo mais justo, sorórico e fraterno. A referência à canção “Negra Mariama”, de Maria Cecília Domezi, amplia essa perspectiva ao trazer a força da ancestralidade, da resistência e da luta dos povos historicamente oprimidos.
Mariama é a voz que chama para cantar, dançar e lutar, lembrando que a esperança também se manifesta na união dos que buscam liberdade e dignidade. Assim, entre o despertar da primavera, a fé que acolhe a diversidade e a consciência que aprende a distinguir o joio do trigo, Lúcia Peixoto reafirma uma filosofia de vida em que esperançar é transformar, semear é resistir e florescer é um ato de compromisso com a vida.
Que a primavera nos inspire a celebrar a democracia, a dignidade humana e o respeito à vida planetária, fazendo de cada novo amanhecer uma oportunidade de renovar nossos sonhos e construir, coletivamente, um mundo mais humano.
🌻 Em Uma Filosofia do Limão, a esperança não é apenas aguardar que a vida floresça: é preparar a terra, semear com coragem e transformar o amargor em possibilidade de novos frutos.

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