Lendo Veríssimo e tentando lembrar quantas vezes "esbarrei" com outras versões de mim e estava apressada demais para me notar. "Vivemos cercados pelas nossas alternativas, pelo que podíamos ter sido. Ah, se apenas tivéssemos acertado aquele número (unzinho e eu ganhava a sena acumulada), topado aquele emprego, completado aquele curso, chegado antes, chegado depois, dito sim, dito não, ido para Londrina, casado com a Doralice feito aquele teste... Agora mesmo, neste bar imaginário em que estou bebendo para esquecer o que não fiz - aliás, o nome do bar é Imaginário -, sentou um cara do meu lado direito e se apresentou: - Eu sou você, se tivesse feito aquele teste no Botafogo. E ele tem mesmo a minha idade e a minha cara. E o mesmo desconsolo. - Por quê? Sua vida não foi melhor do que a minha? - Durante um certo tempo, foi. Cheguei a titular. Cheguei à seleção. Fiz um grande contrato. Levava uma grande vida. Até que um dia... - Eu sei, eu sei... - disse alguém sentado ao la...
"Amor tem outro cheiro. Outra natureza. Outra frequência. Outro chamado. É para ser luz pra dois, com todas as sombras de cada um". (Ana Jácomo) Cheiro de flor quando ri é o título de um livro da autora Ana Jácomo, lançado em 2022 pela editora Autografia. O livro reúne textos curtos e poemas em prosa publicados pela autora em seu blog, também chamado "Cheiro de flor quando ri", até 2012. A obra é conhecida por sua sensibilidade e estilo poético. Indicação de André Tigreiro: https://www.youtube.com/live/TAUTRu7z7q4?si=MihXjN0vGs63VaEQ Lúcia Peixoto, Graduada em Ciências da Religião, Licenciada e Pós graduada em Ensino da Filosofia Pós graduanda em Arteterapia. Filósofa, Poeta, Novelista e Artesã Siga nas redes sociais: X: @LciaPeixot72061 Instagram: @profa.luciapeixoto Facebook: https://www.facebook.com/ProfLuciaPeixoto Tiktok: lucia.p50
O dia amanheceu nublado A garoa fina lhe regou os cabelos prateados Sorriu, acendeu seu sol sol interior! Deu graças por poder trabalhar! Cantarolando Caetano ! "Tropeçavas nos astros desastrada Quase não tínhamos livros em casa E a cidade não tinha livraria Mas os livros que em nossa vida entraram São como a radiação de um corpo negro Apontando pra a expansão do Universo Porque a frase, o conceito, o enredo, o verso (E, sem dúvida, sobretudo o verso) É o que pode lançar mundos no mundo. Tropeçavas nos astros desastrada Sem saber que a ventura e a desventura Dessa estrada que vai do nada ao nada São livros e o luar contra a cultura. Os livros são objetos transcendentes Mas podemos amá-los do amor táctil Que votamos aos maços de cigarro Domá-los, cultivá-los em aquários, Em estantes, gaiolas, em fogueiras Ou lançá-los pra fora das janelas (Talvez isso nos livre de lançarmo-nos) Ou o que é muito pior por odiarmo-los Podemos simplesmente escrever um: Encher de vãs palavras muitas...
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