Páscoa: passagem da espera ao esperançar!
"... Mt 25 descreve a comunidade verdadeira, firme em si mesma. É esta comunidade que renova na memória da paixão e morte de Jesus a acolhida do outro necessitado, humilhado e abandoado. O final dos Evangelhos não é uma destruição cósmica de tudo o que foi criado, nem um julgamento rigoroso da humanidade, mas o anúncio da ressurreição, da vida da vitória definitiva e do amor. Mt 25 mostra que são mulheres e homens conscientes que constituem a comunidade. A comunidade vigilante é aquela que se renova constantemente a partir do grito de necessitados, empenhada na humanização de todos. Os discursos do fim do mundo, também em Marcos e Lucas, lembram as dificuldades que virão, mas com o intuito de animar e fortalecer a comunidade. Mc e Lc. animam as comunidades perseguidas com a esperança da “nova primavera". Todavia, a memória de tudo o que Jesus ensinou e realizou é comemorada na Ceia, na celebração da Eucaristia. Em Jo 6, esta tem o seu fundamento na partilha do pão entre os famintos. Na última Ceia, em João, Jesus caracteriza a reunião eucaristica como constante ensaio do serviço mútuo dos discípulos. Nos sinóticos, a comunidade tem a sua constante terapia na lembrança da morte e ressurreição de Jesus que, de um lado, fortalece a união comunitária e, do outro lado, está aberta para a acolhida de sempre novos necessitados. A Celebração da Eucaristia, segundo os Evangelhos, não pretende ser ritual, mas muito mais a terapia repetida que conscientiza o inconsciente da religião da Lei que atua como resistência contra a vida comunitária e a sua constante abertura para os necessitados."


Comentários
Postar um comentário